Guia completo para começar o ano com as finanças organizadas

Guia completo para começar o ano com as finanças organizadas

Quando chega o fim do ano, é natural que as pessoas acabem gastando mais do que o previsto. Presentes de Natal, festas de fim de ano ou até mesmo o famigerado amigo secreto podem fazer com que as nossas contas fiquem um pouco mais pesadas nesse período.

Além disso, em dezembro as pessoas costumam ficar mais sentimentais. O fim de ano tem a ver com encerramento de ciclo no trabalho, com pensar em como fazer diferente no ano seguinte e, principalmente, em direcionar mais o foco para as comemorações do que qualquer outra coisa, ao lado da família e dos melhores amigos.

Com o aumento no ritmo de vacinação na população brasileira, existe a expectativa de que o consumo tenha uma nova alta. Um estudo realizado pelo IBV (Institute for Business Value)

mostrou que, por mais que as pessoas fiquem mais em casa e economizem com grandes locomoções, o fim de 2021 deve ter uma concentração em viagens e atividades locais.

Por mais importante que seja comemorar e estar presente com os familiares, não deixe de ficar atento às suas finanças. É fácil cair na empolgação de gastar mais do que deveria. O problema é que os primeiros meses do ano seguinte acabam sendo os mais prejudicados por toda essa gastança desenfreada.

Mas, também, não tem como chorar pelo leite derramado, não é mesmo? Se você gastou mais do que deveria, aproveite o início do ano para organizar as suas contas o quanto antes. Mas, se você conseguiu se organizar e guardar o valor necessário para que janeiro não fique tão pesado, bom, você já deu o primeiro passo para começar o ano com suas finanças bem organizadas.

Leve em conta que, quando se trata de finanças pessoais, consistência é mais importante do que uma ação isolada - como guardar metade do salário em um mês para deixar de pagar contas importantes, por exemplo.

A seguir, vamos trazer um guia completo para que você inicie 2022 com o pé direito.

Entenda como está a sua situação atual

Passada toda euforia de festas de fim de ano, é preciso cair na realidade. Muito provavelmente você deve retomar seu emprego normalmente e, aos poucos, a vida vai te colocando nos trilhos da rotina novamente.

Nesse momento, muitas pessoas relembram o que aconteceu de melhor nas festas e até mesmo momentos do ano anterior. Porém, quando o assunto são contas do dia a dia, o semblante se fecha. Infelizmente, é comum gastar mais do que o desejável nesse período.

A primeira coisa a ser feita é entender como está a sua situação financeira. Sabemos que lidar com a magnitude dos gastos é complicado, ainda mais quando você tem ciência de que poderia ter feito diferente.

Porém, não deixe que isso te desanime. Faça os cálculos de como está a sua situação financeira atual e, principalmente, não deixe de pagar as dívidas que possa ter contraído. Se você tem carro, muito provavelmente precisa se organizar para o pagamento de IPVA, além de outras dívidas que podem surgir no meio do caminho.

A melhor forma de fazer isso é encarando o problema de frente. Se você utiliza uma planilha financeira, fica mais fácil organizar as suas finanças.

Tire um dos primeiros dias do ano para ver o quanto gastou nas últimas semanas. Tudo isso está dentro do seu orçamento mensal? Se estiver, bem, talvez você não precise se preocupar tanto. Mas, se as coisas realmente se complicaram a ponto de comprometer o salário de janeiro, fevereiro e ainda pegar um pouco dos meses seguintes, é preciso traçar um novo plano de ação e conter gastos.

Antes de qualquer tomada de decisão, veja o quanto você realmente deve. Assim que tiver tudo isso registrado - e não esqueça de incluir qualquer gasto que seja - converse com todos os integrantes da família para que, juntos, consigam se organizar da melhor forma para pagar o que deve, sem recorrer a qualquer tipo de empréstimo ou uso do cheque especial. É essencial evitar qualquer ação repentina, para que a família não se comprometa ainda com mais dívidas.

Mantenha controle de suas finanças

Embora seja uma etapa previsível, o fato é que manter as finanças sob controle pode ser uma tarefa mais difícil do que se imagina.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que o endividamento das famílias brasileiras chegou a 73% no segundo semestre de 2021. Embora o fator da pandemia seja um agravante - além de outras variáveis externas, como piora da inflação, aumento da taxa de juros e a consequentemente alta dos preços, incluindo itens de cesta básica - está mais difícil para o brasileiro manter um controle de todas as suas finanças. Isso exige mais organização e cautela na hora de utilizar o seu dinheiro.

Para que você comece muito bem o ano de 2022, o mais indicado é ficar atento à subida de preços. Se isso afetar demais o seu orçamento, considere rever algumas escolhas. Por exemplo, será que vale a pena comprar por uma marca mais cara, quando é possível selecionar uma mais em conta e, assim, economizar um pouco mais?

Antes mesmo de sair para as compras, dê uma boa pesquisada no preço geral das coisas. Você pode utilizar alguns aplicativos para ajudar com isso, como comparadores de preços de supermercado ou até mesmo uma planilha para registrar os valores das compras que costuma fazer.

Além de ficar atento às compras do dia a dia, o que realmente importa nessa etapa é garantir que o valor que você ganha mensalmente seja o suficiente para o pagamento de todas as suas dívidas correntes.

Uma vez que você consegue estabelecer este controle, fica mais fácil se organizar para guardar o dinheiro que sobra.

Se essa ainda não for a sua realidade, reveja alguns de seus hábitos. Você pode cortar o celular pós-pago e adquirir um plano pré-pago, para utilizar apenas quando necessário. Outra opção é cortar a TV a cabo ou até mesmo os serviços de streaming. Se for o caso, considere reduzir o seu pacote de internet.  

Por mais que sejam práticas dolorosas, veja o que é mais importante para você e sua família neste momento. Se você trabalha em formato home office, diminuir o pacote de internet pode não ser o mais recomendado, uma vez que você precisa desse recurso para conectar-se e realizar suas tarefas. E, se tem muitas pessoas que costumam assistir TV, considere ter ao menos um pacote básico.

Sair cortando tudo nem sempre é a melhor medida, porque pode gerar uma imensa frustração em todos os envolvidos. Mas, se conseguir cortar algumas coisas e ver na prática a economia, já está seguindo um ótimo caminho.

Conte com a ajuda de uma planilha

A melhor forma de controlar todos os seus investimentos e gastos é por meio de uma planilha. E, para manter as finanças sob controle, é essencial que você tenha o hábito de sempre registrar tudo o que faz, para tomar melhores decisões financeiras.

Anote tudo: do cafezinho que toma na padaria da esquina aos seus gastos com cartão de crédito. Se ainda não tem uma planilha, não tenha medo de começar pequeno. É possível iniciar listando os seus gastos recorrentes, como pagamento de aluguel, compras de casa, luz, água, internet, entre outros. Aos poucos, você pode categorizar da forma que faz mais sentido para você.

Embora existam formas de automatizar a listagem de seus gastos, como aplicativos financeiros, os especialistas recomendam o uso da planilha, para que o consumidor tenha ciência do quanto está gastando e insira as anotações manualmente.

Ter uma planilha é um passo bem importante. Só que, mais importante que isso é a constante atualização de tudo o que você gasta. Se ficar muito difícil entrar diariamente em sua planilha para atualizar seus gastos, coloque pelo menos uma rotina de entrar uma ou duas vezes por semana, batendo todos esses gastos. Dessa forma, você consegue estabelecer um controle rígido e diminui os riscos de cair na tentação de compras por impulso.

E, claro, não deixe de compartilhar a planilha com as pessoas que tomam decisões financeiras em sua casa. Inclusive, é recomendado que você mostre aos seus filhos, para que comecem a ter noção dos gastos correntes de casa.

Organize-se para pagar tudo o que deve  

Claro que pagar tudo o que deve é a regra máxima quando se fala de finanças pessoais. Mas, antes disso, é preciso que você dê um passo antes: será que você realmente sabe quais são todas as suas dívidas?

Mesmo as pessoas que controlam tudo na ponta do lápis podem ser surpreendidas com alguma conta que aparece ‘do nada’. Pode ser aquele valor rotativo do cartão que você não colocou em sua planilha, o valor a mais que o banco cobra por uma taxa de serviços que você nem sabia que tinha à disposição ou até mesmo aquela conta que você deixou de registrar na sua planilha por ter saído no final de semana.

A vantagem de manter a rotina de sempre atualizar a sua planilha é que esses imprevistos acontecem com menor frequência. Ainda assim, algumas coisas podem sair do seu controle. Só tome cuidado para que isso não aconteça frequentemente, porque isso compromete o seu planejamento financeiro.

E, quando se tem uma dívida em aberto, vale mais a pena se organizar para pagá-la do que deixá-la à própria sorte. Muitas vezes, uma dívida em aberto gera mais juros para a dívida do que o juros a seu favor ao manter seu dinheiro guardado.  

Caso tenha uma avalanche de dívidas, você precisa priorizar a que compromete mais o seu orçamento.

Muitas delas podem ser renegociadas. Só que, para isso, você precisa ter ciência de que seu nome pode ficar negativado por um tempo, até que as instituições financeiras deem boas opções para pagamento.

Caso você queira resolver essa situação o mais depressa possível, precisa entrar em contato com a instituição em que deve e verificar a melhor forma de parcelamento. A partir do momento que você paga a primeira mensalidade, seu nome sai da lista de inadimplentes dos órgãos de proteção ao crédito (como SPC e Serasa).

Mas, antes mesmo de começar a pagá-las, veja qual está gerando mais prejuízo. Geralmente dívidas de cartão de crédito ou de cheque especial são as mais danosas, com juros que ultrapassam os 150% ao ano. Se for o seu caso, veja com o banco como negociar o melhor pagamento, considerando um tipo de parcelamento que caiba em seu orçamento. A partir do momento que você entrar em negociação, mantenha-se comprometido com o pagamento. A cada renegociação, os juros compostos se tornam ainda maiores, e você sai com um prejuízo ainda maior. Portanto, encare cada uma dessas dívidas e pague o quanto antes, para que você consiga se livrar com antecedência.

Quanto às demais dívidas, deixe para resolver aos poucos. Caso consiga guardar dinheiro para quitar a dívida de uma vez, melhor. Claro que existe o risco de sujar o nome por um determinado período. Para evitar esse risco, você pode parcelar o quanto antes e ir se organizando com o pagamento.

Com paciência e muito planejamento, você pode dividir o pagamento das dívidas com as suas despesas mensais e, assim, se organizar para, o quanto antes, ficar livre para investir no que realmente deseja.

Corte os gastos supérfluos

Pode parecer fácil, mas cortar gastos é uma tarefa que exige muita disciplina e dedicação. Quando ganhamos um salário maior, temos o mau costume de gastar cada vez mais. Isso é algo que impede que o brasileiro consiga avançar quando o assunto é educação financeira.

O maior problema disso está no fator emocional que atribuímos ao dinheiro. Quando se tem um rendimento maior, as pessoas podem encontrar novas necessidades a suprir. Para isso, podem se apegar a conceitos equivocados, como ter, acima de tudo, a condição de comprar aquilo que nunca teve.

Enquanto seres humanos, estamos sujeitos a alguns desses deslizes. Não é comum o hábito de sair para comemorar quando se tem uma promoção (o que, por si só, já representa um gasto adicional)? Ou até mesmo traçar novos planos por conta do valor a mais que vai entrar no mês - mesmo quando se tem algumas dívidas em aberto que ainda não foram resolvidas?

O vaivém financeiro, infelizmente, pode nos levar a decisões ruins. E, assim, acabamos assumindo alguns gastos que não tínhamos antes, a maioria deles supérfluos.

Antes de tudo, você e sua família precisam se blindar desses momentos repentinos de extravagância quando houver algum tipo de promoção. Sair para comemorar? Claro, é sempre importante celebrar as nossas conquistas! Porém, priorize o pagamento de tudo o que se deve e mantenham-se focados no que realmente é importante.  

Que tal encarar esse novo fato como uma oportunidade de juntar mais dinheiro? Ou até mesmo de aumentar o valor da reserva de emergência (que iremos explicar adiante)?  

Mas, e quando os gastos supérfluos já fazem parte do dia a dia, como cortar?

O primeiro passo é identificá-los. Com a ajuda da sua planilha, você pode ter uma boa noção do que realmente está comprometendo o orçamento familiar. Se a fatura do cartão de crédito estiver muito pesada, analise cada gasto que compõe a fatura. Idas a shoppings, restaurantes ou o excesso de saídas aos fins de semana podem ser algumas das coisas que podem ser cortadas.

Claro que o lazer é extremamente importante, mas fique atento para que esse tipo de gasto não seja maior do que deveria. Isso vai exigir mudança de comportamento: em vez de sair todos os fins de semana, por que não sair a cada 15 dias? Se a família tem o costume de pedir pizza toda sexta-feira, que tal pedir a cada quinzena?

Comprar comida para fazer em casa, por exemplo, pode gerar uma grande economia no seu orçamento, assim como diminuir os gastos com cartão de crédito, tentar economizar água e energia ou até mesmo o cafezinho na padaria. Só tome o cuidado de não cortar tudo de uma vez: com pequenos ajustes, você pode ver seu dinheiro sobrar mais ao fim do mês.  

Como ‘recompensa’, você pode guardar o dinheiro em uma conta apartada, para montar uma reserva. Considere contas digitais que tenham rendimento 100% maior que o CDI: elas têm a mesma facilidade de uma conta corrente, que permitem saque imediato sempre que você precisar, e rendem bem mais que a poupança.

Estabeleça uma meta para o ano

Quem nunca se reuniu com os melhores amigos e familiares para discutir os objetivos que deseja almejar no próximo ano, não é verdade? Alguns falam em perder peso, arrumar um emprego melhor ou finalmente trocar de carro.

A grande maioria deles tem a ver com um objetivo financeiro. Quando tiver delimitado um objetivo, trabalhe duro para fazê-lo acontecer dentro desse período. Isso dará propósito, ou seja, a motivação necessária para que você consiga ter uma força maior para guardar dinheiro.

A melhor forma de fazer isso é colocar em sua planilha o que você tanto deseja realizar este ano e se programar para que isso aconteça.  

Digamos, por exemplo, que você queira trocar de carro. Para isso, você teria que ter um valor a mais, além de dar o seu como troca. Pesquise quanto seria esse valor e divida mensalmente, para que caiba em seu orçamento. Se quiser facilitar ainda mais a sua vida, considere o consórcio para a troca do seu carro - dessa forma, você pode avaliar o seu modelo e dar como lance, potencializando suas chances de ser contemplado mais rapidamente e, o melhor, sem ter que pagar juros a prazo, como acontece no financiamento.

Caso queira comprar um novo eletrodoméstico, por exemplo, se programe também. Em períodos próximos à Black Friday, esse tipo de item costuma ter uma leve queda de preços. Guarde mensalmente um percentual somente para realizar essa compra, para que não tenha que se endividar ou comprometer seu limite de cartão de crédito na hora de se deparar com uma boa oportunidade.

Só fique atento ao estipular algumas dessas metas. Dependendo do seu salário e do quanto consegue guardar mensalmente, pode ser que não consiga realizar o sonho de ter determinado bem material. Isso não deve ser visto como um fator de desmotivação.  

Caso queira comprar uma casa, por exemplo, determine os passos para esse tipo de compra: você pode se organizar financeiramente para fazer um consórcio de imóveis, por exemplo, e economizar na compra a prazo, sem ter que pagar entrada ou juros.

O importante é que sua meta anual seja ao menos iniciada. Não deixe que isso comprometa seu orçamento mensal, para que não caia em um ciclo de endividamento.

Tenha paciência para chegar onde quer

Principalmente após estabelecer as metas do que deseja alcançar no ano, é preciso ter paciência. Por isso mesmo, o quanto antes você conseguir definir o que deseja e traçar um plano de ação, melhor. Dessa forma, você consegue visualizar a longo prazo os esforços que precisa fazer para chegar até lá.

Quanto a isso, seja o mais verdadeiro que puder consigo mesmo. Se você sabe que só consegue guardar, no máximo, 5% de suas economias, lide com essa realidade ou pense em uma nova forma de conseguir mais renda.

Além de cortar os gastos, que tal fazer um dinheiro extra? Veja se a sua profissão dá a possibilidade de trabalhar em turnos diferentes ou até mesmo se beneficiar da economia colaborativa, como trabalhar em aplicativos de entrega ou aplicativos de carona. Para isso, você precisa considerar uma série de fatores: tempo disponível, os gastos com o seu meio de transporte e até mesmo se a rentabilidade vale a pena.

Se, mesmo assim, perceber que o dinheiro é insuficiente, estabeleça um plano de ação para mudar de emprego. Essa decisão precisa ser compartilhada com todos os integrantes da família, porque envolve uma série de escolhas conflitantes: você pode precisar investir em cursos de especialização, pagar por plataformas e serviços que ajudam no recrutamento ou na participação de mais processos seletivos, entre outros detalhes, que envolvem custos financeiros.  

Analise muito bem o mercado de trabalho e, caso considere até mesmo mudar de profissão, converse com pessoas que já trabalham na área há algum tempo, para que possa se mobilizar da melhor forma. E, acima de tudo, lembre-se: troque de emprego apenas quando tiver um garantido. Não peça as contas do seu emprego atual para não realizar nenhum tipo de atividade: você pode colocar a sua família em risco até conseguir se recolocar novamente.

Não esqueça da reserva de emergência

Antes mesmo de juntar dinheiro para realizar um grande sonho, os especialistas em finanças pessoais recomendam ter um valor guardado para a sua reserva de emergência. Com a inesperada pandemia por Covid-19, muitas pessoas se viram despreparadas para lidar com um momento que alterou para sempre as nossas vidas.

Para quem não sabe, a reserva de emergência consiste em, pelo menos, seis vezes o valor dos seus rendimentos mensais guardados em um local de fácil resgate.  

Ou seja, se você e sua família gastam mensalmente R$ 10 mil para resolver todas as suas contas, o ideal de reserva de emergência é R$ 60 mil.

Leva um tempo até que você consiga ter o valor necessário para a sua reserva. Mas, se você ainda não tem nada guardado, considere dar o primeiro passo ao longo do próximo ano.  

Ao organizar as suas finanças pessoais, siga as nossas dicas anteriores para que sobre um valor a mais no final do mês. Deste valor guardado, separe um percentual para constituir a sua reserva de emergência. Você e sua família devem delimitar esse percentual, para que caiba na rotina de todos os integrantes e possa ser atingido o quanto antes.

O ideal é que a reserva de emergência permaneça em uma conta de fácil resgate. Porém, não deixe o valor na conta corrente que você costuma movimentar periodicamente. Você pode fazer uma conta conjunta para essa finalidade ou até mesmo considerar uma conta que possua rendimentos até 100% acima do CDI. Por muitos anos a poupança se destacou como a melhor forma de guardar a sua reserva mas, com sua rentabilidade abaixo da inflação, esse tipo de renda fixa tornou-se menos atrativo com o passar dos anos.

É possível programar uma transferência no seu banco ou até mesmo fazer isso manualmente. Assinale em sua planilha a necessidade de guardar dinheiro para a sua reserva de emergência. Quanto antes conseguir fazer isso, mais segurança conseguirá proporcionar para toda a sua família.  

Só use esse dinheiro em situações emergenciais, como possível perda de renda ou caso se depare com alguma doença grave na família. E, caso utilize esse valor, tenha a disciplina de guardar novamente.

Conte com o apoio de toda a família

Para que todas essas dicas sejam colocadas em prática, o apoio de todos os integrantes da família é essencial.

A melhor forma de fazer isso é contando com a participação de todos, em todas as etapas desse longo processo.

Muitas famílias têm dificuldade de conversar com os filhos sobre as finanças de casa, por exemplo. Esse envolvimento é importante, por mais que se trate de crianças com pouca idade. Estudos sugerem que os primeiros ensinamentos sobre educação financeira começam em casa, onde é possível ver na prática o valor do dinheiro e analisar as formas de reação antes as adversidades.

Envolver os filhos desde o começo pode ajudá-los até mesmo a se organizar melhor em relação ao dinheiro. Não à toa, muitas pessoas se organizam para dar mesada aos filhos, para que possam exercer a educação financeira no dia a dia e, assim, se organizem para comprar o que desejam.

No caso de falar sobre as finanças da família, é possível adotar algumas boas práticas, como reunir-se pelo menos duas vezes por mês para falar sobre as contas de casa. Compartilhe a visão que foi estabelecida para o ano e proponha-se a ouvir o que cada um deseja realizar ao longo do ano. Seja realista e pé no chão nesse momento. Você pode se deparar com alguns desejos extravagantes, que podem comprometer todo o seu planejamento, por exemplo.

Para isso, explique muito bem o valor que a família tem à disposição e conte com o apoio de todos para que consigam se organizar. De forma conjunta, além de compartilhar a responsabilidade, você irá reunir todos em direção ao mesmo propósito.

Desviou do foco? Retome as rédeas rapidamente

Manter o foco nas finanças é algo que exige tempo e paciência. Muitas vezes você pode cometer algum tipo de deslize ou deixar se levar por algum tipo de descontrole. Somos seres humanos, e podemos errar no meio do caminho.

O mais importante é não deixar que um erro comprometa todo o planejamento que você e sua família organizaram. E leve em conta que, se mais pessoas precisam colaborar para que tudo seja feito da melhor forma possível, é preciso ter paciência quando se deparar com algum desvio.

Como já dissemos, o apoio de todos os integrantes da família é essencial - em todos os sentidos.

Quando um erro acontecer, junte todos os integrantes da família e tentem entender em conjunto o que levou a esse erro. No caso de uma empolgação por estar com os amigos, por exemplo, veja se não é o caso de reduzir os encontros sociais, que podem servir de gatilho para gastos supérfluos.

A cada erro cometido, é importante discutir o que originou esse erro e elencar as possíveis soluções. Quando todos os integrantes da família se unem para essas discussões, é mais fácil gerar um senso de empatia entre todas as pessoas que você mais ama.  

Aliás, é quando o casal ou a família deixa de falar sobre o dinheiro que aumentam as chances de se ter alguma briga por esse motivo. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que somente 44% dos casais falam sobre dinheiro ou educação financeira dentro de casa. E, ainda segundo a pesquisa, 48% dos brasileiros casados brigam por conta de dinheiro.

Claro que nem sempre tomamos as melhores decisões em relação ao dinheiro - o que pode motivar algumas dessas discussões. Mas, com paciência, companheirismo e, principalmente, empatia, lidar com essas dificuldades pode ser uma tarefa mais leve. Esteja disposto a ajudar aos outros e até mesmo a se ajudar caso você ou a sua família percam o foco.

Comemore cada conquista

Tão importante quanto conquistar coisas grandiosas é comemorá-las. Portanto, sempre que atingir alguma etapa importante do seu planejamento, reúna todos os integrantes da família e comemore como se deve.

Claro que não se espera gastar mais do que deveria em suas comemorações. Mas, o simples fato de mencioná-la, ou fazer de uma conquista uma celebração especial, mantém todos os integrantes da família na mesma direção.

Além de proporcionar momentos especiais junto à família, a comemoração deixa claro como cada passo é importante. E você pode celebrar desde as pequenas coisas, como guardar dinheiro pela primeira vez em uma conta apartada, atingir o valor da sua reserva de emergência, conquistar a compra que havia desejado ou realizar o sonho de algum integrante da sua família, como o filho que deseja fazer a faculdade, por exemplo.

Se precisar, mude de planos

Traçar planos é um desafio que envolve muitas variáveis. Podemos começar o ano com uma série de coisas que queremos fazer, mas não conseguimos. Isso porque podem acontecer diversas coisas ao longo de um ano - e quem viveu dois anos sob a pandemia da Covid-19 sabe muito bem do que se trata.

Para saber se você e sua família precisam mudar de planos, é importante estabelecer uma rotina mensal de revisitar tudo. Será que o carro que foi planejado para trocar no meio do ano não vai comprometer o dinheiro que serviria para a reserva de emergência? O que é possível priorizar após uma possível promoção no trabalho?

O planejamento deve ser algo vivo, que responde ao que está acontecendo com você e toda a sua família. Não tenha medo de impor algumas mudanças, caso julgue necessário.  

Só tenha em mente que essas mudanças precisam fazer sentido para todas as pessoas da família, e não ter como consequência mais gastos inesperados ou supérfluos.

Muitas vezes você pode ficar preso a um planejamento que não faz sentido para a sua realidade. Claro que você é a melhor pessoa para identificar isso. Ainda assim, somente com o passar do tempo algumas oportunidades podem se mostrar prejudiciais - e você precisa ter tato para mudar a rota e priorizar a organização de todas as suas finanças.

Não tenha receio de estipular algumas dessas mudanças. Ouça todos os integrantes da família e tomem decisões em conjunto, para que entendam o que precisa ser alterado, replanejado ou até mesmo deixado de lado. Quanto mais todos os integrantes discutirem as finanças de toda a família, maiores são as chances de seguirem no caminho certo e, assim, atingirem seus objetivos.

Atingiu seus objetivos? Já pense nos próximos!

Com o passar dos meses, é possível ter uma noção de como está indo o seu planejamento. Conseguiu ter algumas conquistas? Como já dissemos, não deixe de comemorar, mas sem sair do foco!  

Mesmo se tiver que mudar de planos, não se deixe desanimar. Mudar faz parte das nossas vidas, ainda mais quando compreendemos que alguns de nossos planos podem não ser os melhores, não é mesmo? Veja com toda a família como lidar com situações desse tipo e tenha empatia, seja consigo mesmo ou com qualquer outro integrante da família quando acontecer algum tipo de deslize ou imprevisto.

Depois de manter as suas finanças organizadas - com a sua reserva de emergência bem guardada e os seus objetivos conquistados - é hora de traçar planos mais ambiciosos.

Muitos especialistas em finanças pessoais dizem que as famílias devem estruturar planos de curto, médio e longo prazo. O período de um ano, todos sabem, é curto. Mas, o que a família toda pensa em conquistar em um período de até três anos? Ou, quem sabe, acima de cinco anos?

Alguns desses planos já podem ser iniciados o quanto antes. Se você deseja ter um segundo imóvel, por exemplo, para ter uma renda extra, pode muito bem considerar o consórcio de imóveis para essa aquisição. Sem a necessidade de pagar valor de entrada ou juros, como acontece no financiamento, você investe a longo prazo em um bem que vai gerar mais conforto e segurança para todos os integrantes da família.

Sabemos que manter as finanças pessoais em ordem é essencial para conseguir o que se deseja. E o consórcio se apresenta como a melhor opção para investir em bens de alto valor. Isso porque você tem a flexibilidade de escolher o melhor valor para a compra do bem e até mesmo a quantidade de parcelas que deseja pagar.  

É possível contar com o consórcio para a troca do seu carro, ou até mesmo a compra de um seminovo ou zero km. Caso queira investir em veículos pesados, como caminhões, ônibus ou até carretas, o consórcio também trabalha com essa opção - além da possibilidade de investir em motos e, como já adiantamos, em imóveis, seja na planta, construído ou até mesmo um terreno para a sua casa ou empreendimento comercial.

Outra possibilidade é pagar por diferentes tipos de serviços, como festas, viagens, estudos, reforma ou até mesmo cirurgias plásticas.  

Com essa gama de possibilidades, você não precisa comprometer o seu orçamento mensal e pode se planejar para conquistas a médio e longo prazo - mesmo que elas se concretizem nos anos seguintes.  

Escolha uma administradora que tenha autorização do Banco Central do Brasil (Bacen), como a Embracon, e faça uma simulação de consórcio. Com as suas finanças organizadas, realizar os seus sonhos, independente do tamanho de cada um deles, será uma tarefa mais simples, que vai beneficiar a todos os integrantes da sua família.

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