Saiba como organizar as suas finanças pessoais

Saiba como organizar as suas finanças pessoais

Que é importante ter as suas finanças pessoais muito bem organizadas para que se consiga conquistar seus objetivos muitos já devem saber. Mas, quando se observa a relação do brasileiro com o seu bolso na prática, o que parece ser óbvio nem sempre é colocado em prática.

Isso porque o brasileiro tem uma relação complicada com o dinheiro, mesmo em momentos difíceis, como a pandemia de Covid-19.  

Uma pesquisa do Instituto Axxus revelou que, durante a pandemia, 76% dos brasileiros não conseguem administrar bem as contas de casa. Com isso, muitas pessoas acabam tendo má gestão do próprio dinheiro em um momento difícil, levando à contração de mais dívidas.

Investir em educação financeira é um passo importante para que essa realidade comece a mudar. De fato, o brasileiro tem se interessado mais sobre o assunto: uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, com 1.500 pessoas, revelou que pelo menos 41% delas pesquisou mais sobre educação financeira na internet ao longo da pandemia.

Isso mostra que o brasileiro está no caminho certo na relação com o seu dinheiro. Além de investir no conhecimento, também é possível colocar algumas ações em prática quando o assunto é finanças pessoais.  

A seguir, vamos dar algumas dicas valiosas, para que você mantenha sua conta no azul e consiga conquistar seus objetivos.

Tenha determinação para lidar com as contas

Lidar com dinheiro vai muito além de iniciar algum curso de educação financeira e criar uma planilha para acompanhar seus ganhos e gastos. Antes disso, é preciso quebrar o tabu de se ter uma relação mais aprofundada com as finanças.

Uma ampla pesquisa realizada pelo Itaú Unibanco, Datafolha e Box1824 mostrou que uma das maiores dificuldades em se ter uma boa organização de finanças pessoais é encarar os próprios gastos e dívidas. Dos mais de 2 mil entrevistados, divididos em todas as classes sociais, 46% preferem nem olhar para o próprio dinheiro, “porque acreditam estar fazendo algo errado em termos financeiros”.

Para se ter uma boa organização financeira, é crucial ultrapassar essa barreira e começar a encarar os próprios gastos. Conte com a ajuda da família e não tenha receio de listar tudo o que realmente deve - mesmo que, ao fim do dia, você constate que deve mais do que realmente ganha mensalmente.

Não é fácil lidar com essa situação, principalmente quando se recebe telefonemas diários lembrando do quanto se deve na praça. Para isso, tenha um propósito em mente: é preciso ter uma melhor relação com as finanças, para que se conquiste novas coisas e eleve seu patrimônio.  

Portanto, é muito importante lidar com todas as pendências que se tem e se manter disposto a mudar a situação atual, para que você consiga realmente ter uma mudança positiva e, assim, colher os bons frutos de ter uma boa saúde financeira.

Liste todos os seus gastos

Após passar pelo processo de encarar as dívidas e o dinheiro que recebe mensalmente, o próximo passo é organizar tudo isso.

A forma mais conhecida é utilizar uma planilha de gastos - você pode encontrar diversos modelos já prontos ou criar a sua do zero. Também é possível contar com aplicativos que ajudam na organização das finanças pessoais.

De início, você pode testar qual seria a melhor solução para você. Tenha paciência e insista em ter sempre o controle de tudo o que ganha e gasta. Quanto a isso, vale até mesmo o caderninho de anotações, contanto que seja útil e bastante utilizado.

Depois de selecionar a melhor forma de controlar as suas finanças, é preciso criar uma rotina de atualizar sempre que você realizar algum tipo de gasto. E, claro, estabelecer uma visão para o futuro, de como você irá controlar os seus rendimentos.

Mantenha sua planilha atualizada

A partir do momento que você lista todos os seus gastos, fica mais fácil ter um olhar das suas finanças.

Ao utilizar uma planilha, é importante manter o controle de tudo o que entra e sai do seu orçamento. Faça uma lista dos gastos correntes e até mesmo dos gastos supérfluos. Não tenha receio de listar até mesmo o cafezinho da padaria.

Ao escolher uma planilha, ou utilizar um aplicativo que ajuda com as finanças, é importante sempre preencher com os gastos. Dessa forma, você sabe o que está comprometendo mais o seu orçamento.

Com uma planilha, você pode classificar cada gasto com uma categoria específica. Por exemplo, contas de luz, de água e gás, você pode classificar como gastos correntes. E, quando sair para comprar o almoço, realizar a compra do mês ou até mesmo a pizza do fim de semana, basta inserir como alimentação.

A vantagem de classificar os seus gastos é que você tem uma visão do que compromete mais o seu orçamento. Assim, pode ter uma visão dos seus hábitos e pensar em uma estratégia para revê-los, com o objetivo de organizar as suas finanças pessoais.

Reveja seus hábitos de consumo

Com a sua planilha atualizada, fica mais fácil perceber com o que você está gastando mais. Caso tenha uma família, é importante que liste os ganhos e gastos de todos os integrantes. Afinal, quando todos estão reunidos com o objetivo de ter as finanças sob controle e conquistar objetivos em comum, todos saem ganhando.

Não existe uma regra para entender o que precisa ser revisto ou não. Porém, especialistas em finanças pessoais indicam algumas estratégias para identificar a melhor forma de utilizar o seu dinheiro.  

Antes de tudo, é preciso separar um valor para guardar. Você pode começar com pouco - pode iniciar com R$ 50, subir para R$ 100, R$ 500 até que, aos poucos, consiga guardar pelo menos de 10% a 20%.  

Com o dinheiro que deve ser utilizado para as despesas correntes, você pode separar os gastos da seguinte forma:

  • 35% com gastos de casa: água, luz, internet e aluguel, por exemplo.
  • 25% com alimentação, incluindo supermercado, lanchinhos e refeições fora de casa.
  • 15% para investir em educação, como faculdade, pós-graduação e cursos.
  • 10% com saúde e beleza, incluindo convênio médico, remédios, cortes de cabelo, manicures etc.
  • 5% com transporte, como condução de metrô ou combustível para o seu carro.
  • 10% com lazer e extras.

Claro que isso não é uma regra. Porém, pode servir como orientação, para que você consiga manter ao menos um controle do quanto deve gastar em cada categoria.

Pague todas as suas dívidas

Se você tem muitas dívidas em seu nome, é importante priorizar o pagamento de todas elas. Afinal, uma dívida não paga acumula juros e, acredite, esse percentual é bem maior do que você ganharia com uma aplicação financeira.

Eliminar as dívidas é crucial para que você tenha uma relação saudável com o seu dinheiro.  

Liste todas elas e tente negociar uma a uma, para que consiga pagar sem fugir do seu orçamento. A partir do momento que você paga a primeira parcela de uma dívida renegociada, seu nome deixa de ficar negativado nos órgãos de proteção ao crédito.

A melhor forma de quitar as suas dívidas é pagando à vista. Com isso, você pode ter uma boa economia, porque deixa de pagar juros. Uma boa forma de quitar o que deve é ficar atento aos feirões de renegociação, que podem oferecer bons descontos na hora de pagar uma dívida.  

Caso tenha mais de uma, priorize a que possui um valor mais elevado e, aos poucos, comece a pagar as demais, mesmo que seja de forma parcelada.

Caso tenha que dividir o valor, não esqueça de incluir na planilha ou no seu controle de gastos mensais. E, quando a dívida acabar, aproveite para guardar mais dinheiro para chegar aos seus objetivos.

Determine seus objetivos

Todo mundo sabe que guardar dinheiro é importante. Mas, o que você pretende fazer com ele?

Todos possuem objetivos ou conquistas que desejam ter. No caso de uma família, por exemplo, pode se tratar de um novo apartamento, a compra de uma casa na praia ou simplesmente ter uma boa segurança para as adversidades.

Independente do que deseja conquistar, sempre mantenha por escrito o que deseja adquirir em seu plano financeiro. Isso fará com que a prática de anotar o que gasta e tentar rever seus hábitos compense para que, no fim, você consiga realizar o que realmente deseja.

Caso tenha muitos objetivos, priorize o que faz mais sentido para você. Se necessário, você pode listar objetivos em curto, médio e longo prazo. Isso pode ajudar bastante a construir um plano efetivo de como utilizar as finanças pessoais a seu favor.

Converse com a família sobre as finanças pessoais

Lidamos com o dinheiro todos os dias e, no âmbito familiar, as conversas sobre finanças não podem mais ser consideradas um tabu.

Por isso, mantenha o diálogo com todos os integrantes da família na forma de conduzir as finanças pessoais. Fale sobre o objetivo de pagar as contas, mostre os gastos de planilha, troquem ideias sobre os planos de cada um e estabeleça, em conjunto, um plano para que as conquistas de todos sejam contempladas.

Uma boa dica é inserir a educação financeira no dia a dia. Se tiver filhos, você pode dar exemplos, mostrar livros e até dar uma mesada, para que a criança aprenda na prática como lidar com o dinheiro.

Comece a guardar dinheiro

Agora que você já tem mapeado tudo o que gasta e até mesmo as dívidas, está na hora de estabelecer um plano de ação para começar a guardar dinheiro.

Como já antecipamos, você pode começar com pouco. Uma boa tática é encarar esse hábito como se fosse uma dívida. Você pode programar uma transferência automática na sua conta corrente para uma conta em que pretende guardar o dinheiro.

Para isso, considere uma conta que você não utiliza diariamente. Você pode considerar contas digitais com rendimento acima de 100% da CDI ou até mesmo produtos de renda fixa (que iremos explicar mais adiante).

O importante é que este dinheiro não seja utilizado para suas despesas correntes. Assim, aos poucos, você vai construindo o seu patrimônio, que pode ser utilizado para diferentes objetivos.

Faça a sua reserva de emergência

Especialistas em finanças pessoais recomendam que todas as famílias tenham como garantia uma reserva de emergência. Trata-se de um valor geralmente seis vezes maior que os rendimentos mensais, que deve ser utilizado apenas para situações emergenciais, como perda de emprego, doença na família, invalidez, entre outros casos graves.

Se você e sua família têm à disposição um rendimento mensal de R$ 10 mil, por exemplo, o ideal é que a reserva seja de, pelo menos, R$ 60 mil. Este valor deve ser mantido em uma conta de fácil resgate, afinal, nunca se sabe quando você terá que precisar da sua reserva.  

Você pode abrir uma conta digital que tenha rendimentos acima dos 100% do CDI ou até mesmo considerar a poupança - embora a poupança, a longo prazo, possa render menos do que a inflação anual, gerando prejuízo.

A partir do momento que se tem a sua reserva de emergência, você pode considerar investimentos mais arrojados.

Conheça seu perfil de investidor

Investir é fazer com que o seu dinheiro renda mais, usando os juros compostos a seu favor. Para isso, é importante ter uma boa educação financeira, para distinguir quais os produtos têm mais a ver com você.

Porém, é possível investir na prática. Com disciplina e organização, você pode ter bons rendimentos e multiplicar seu patrimônio. Afinal, foram meses ou até anos organizando as suas contas, para que pudesse sobrar dinheiro no fim do mês e, aos poucos, conseguisse conquistar seus objetivos.

Antes de entrar no mundo dos investimentos, é preciso identificar o seu perfil de investidor. As instituições financeiras e corretoras costumam aplicar um questionário, para entender como você lida com os gastos, investimentos e até mesmo testar seus conhecimentos sobre educação financeira. Ao final do teste, você pode ser classificado em um dos seguintes perfis.

Perfil conservador

É o tipo de pessoa que preza mais pela segurança. Tem receio de perder dinheiro e opta pela estabilidade.

Quando as corretoras identificam esse tipo de perfil, sugerem a aplicação em renda fixa. Com menos de R$500, por exemplo, é possível comprar títulos do Tesouro Direto ou outras opções que contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como CDB, LCI e LCA.  

Isso garante ao investidor o retorno de até R$ 250 mil de seus investimentos, caso o banco venha à falência.

Perfil moderado

Este é o perfil que opta por diversificar. Além de garantir parte de seu patrimônio em renda fixa, alguns investidores moderados começam a arriscar parte de seu dinheiro na renda variável.  

Analistas financeiros recomendam que os moderados tenham de 10% a 40% de seu patrimônio em ativos da bolsa de valores, principalmente para ir aprendendo a investir.

Perfil arrojado

É o tipo de investidor que tem alta tolerância aos riscos. Sabe muito bem das oscilações do mercado e também utiliza parte de seu patrimônio para obter maior proporção de papéis, como ações, opções e câmbio.

Mesmo perfis mais arrojados sabem da importância da diversificação. Só que eles utilizam seu conhecimento de mercado para separar papéis em empresas com maior previsibilidade e outras mais arrojadas, para obterem fatia maior de lucro.

Dê início aos seus investimentos

Uma boa organização das finanças pessoais deve, sim, englobar investimentos. É com o bom uso do dinheiro que você pode ter boas conquistas e garantir a segurança que você e sua família precisam.

Quando se fala em investimento, é importante entender a separação de dois tipos: investimento em renda fixa e renda variável, que explicaremos a seguir.

Investimento de renda fixa

Opção mais recomendada para quem está começando a investir, a renda fixa permite ter mais previsibilidade de qual será sua rentabilidade no prazo determinado para investir.

Quando você investe em títulos do governo (como Tesouro Direto), você já consegue saber o quanto terá de lucro e quando poderá retirar o seu dinheiro. Quanto maior for o prazo do investimento, maior deve ser a taxa de remuneração.

O desempenho dos papéis de renda fixa depende das variações de índices de juros, como IPCA, CDI e a própria Selic.  

Os principais investimentos de renda fixa são Tesouro Direto, CDBs e a própria poupança. Por conta da previsibilidade, os ativos de renda fixa são considerados conservadores e de baixo risco.

Investimento de renda variável

Por outro lado, em investimentos em renda variável não dá pra prever muito bem qual será o desempenho dos ativos. Isso significa que você pode fazer uma ‘aposta’ em determinados ativos e pode tanto ganhar, quanto perder dinheiro.

A variação desse tipo de investimento vai de acordo com o mercado. Por exemplo, se a bolsa de valores apresenta boa performance, pode ser que você surfe em uma boa onda e ganhe dinheiro. Há momentos, inclusive, em que investidores apostam na queda e também ganham. Porém, esse tipo de aplicação é mais recomendada para investidores experientes, que conhecem as oscilações do mercado e sabem fazer uma análise aprofundada dos ativos.

A mais conhecida forma de investir em renda variável é por meio da bolsa de valores. Você pode selecionar os ativos que têm capital aberto e montar a sua própria carteira de investimentos. Para isso, você precisa criar uma conta em uma corretora de investimentos, entender qual é o seu perfil de investidor e acompanhar o mercado.

Outros tipos de investimento em renda variável incluem fundos de ações, negociações de preços de commodities (petróleo, café, soja, ouro etc) etc. É o tipo de investimento que atrai mais investidores moderados e arrojados.

Invista em educação financeira

Em todas as etapas da longa jornada de se ter as finanças pessoais muito bem organizadas, é importante investir em educação financeira. Isso significa ler livros que são referência sobre o tema, acompanhar especialistas importantes, ler as notícias sobre economia e mercado e até mesmo investir em cursos específicos.

O próprio blog da Embracon se apresenta como uma ótima referência sobre o assunto porque, além de falar de consórcio, que é uma forma de investimento em um bem de alto valor, traz dicas de como manter a saúde financeira, como poupar para ter uma vida mais próspera, como lidar com momentos de crise e muitas outras dicas.

Consórcio: uma boa forma de manter a boa saúde das suas finanças pessoais

Se você deseja comprar um carro, uma casa ou adquirir algum tipo de serviço, com viagens, estudos, reforma, entre outros, é importante fazer bom uso do dinheiro.

Por mais que a compra à vista seja uma forma vantajosa, nem todos dispõem desse valor para isso. Para que você consiga realizar compras de forma parcelada, sem ter que pagar juros ou até mesmo entrada, você pode contar com o consórcio.

Basta selecionar o bem que deseja comprar e fazer uma simulação. É você que determina o valor do bem (representado pela carta de crédito) e a quantidade de parcelas.  

Depois disso, você entra em um grupo e pode ser sorteado com o bem. Caso queira antecipar a sua compra, pode fazer a oferta de um lance, que é um valor mais elevado; o maior valor define o contemplado por lance nas assembleias.

Com o consórcio, você pode se organizar financeiramente para a compra de um bem de alto valor, sem ter que comprometer seus rendimentos mensais. Converse com toda a família, escolha o sonho que deseja realizar e faça uma simulação, para conferir as vantagens de uma modalidade que, há décadas, ajuda milhões de brasileiros a conquistarem seus objetivos.

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