Vale a pena guardar dinheiro na poupança?

Vale a pena guardar dinheiro na poupança?

Na maioria das vezes, quando se fala em guardar dinheiro, o brasileiro já associa à poupança. Isso porque, durante muitos anos, este produto ajudou milhões de pessoas a juntarem suas economias e atingirem seus objetivos.

Porém, desde que a poupança passou a ser largamente utilizada pelo brasileiro, até os dias de hoje, muitas coisas mudaram.

É bastante comum se deparar com analistas e especialistas em economia recomendando outras opções de investimento que não seja a poupança. Mas, você sabe por que isso acontece? Quais são as alternativas para fazer seu dinheiro render mais? Você vai entender melhor a seguir.

O que mudou em relação à poupança?

A poupança é a principal porta de entrada para o brasileiro investir seu dinheiro por conta de sua comodidade. Um estudo da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) identificou que 88% dos brasileiros ainda utilizam a poupança para guardar dinheiro.

Por muitos anos, a famosa ‘caderneta de poupança’ servia para ajudar os brasileiros a guardarem o suado dinheiro todos os meses de forma prática e fácil. Além de permitir o resgate sempre que necessário, a mera possibilidade de se ter algum tipo de rendimento por deixar o dinheiro guardado é tido como suficiente para grande parte dos brasileiros.

Porém, mesmo o rendimento da poupança não é percebido mais como uma possibilidade vantajosa. Para se ter uma ideia, o valor da poupança rende menos que 70% da taxa básica de juros, a Selic

Sabe o que isso significa? Que, todos os anos, o dinheiro é corrigido pela inflação, em torno de 4,5% ao ano. E, dentro deste contexto, a poupança rende ainda menos que a Selic, hoje em torno de 2,75% (dados de março de 2021)

Portanto, se o seu dinheiro rende menos que a inflação, você já está tendo prejuízo. Imagine que você tenha um valor de R$ 5.000 guardados na poupança. Com um percentual menor que a Selic, imagine que seu valor renda 2% ao ano neste produto. Isso significa que, no ano seguinte, você teria em torno de R$ 5.100.

Só que, com a inflação, seu dinheiro tende a desvalorizar. Significa que, para a compra de bens e serviços ser equivalente ao ano anterior, você deveria ter, no índice de 4,5%, pelo menos R$ 5.225 para comprar as mesmas coisas do que tivesse R$ 5.000. Ou seja, dentro deste cálculo, a poupança está fazendo com que você perca dinheiro, em vez de ganhar.

Justamente por conta deste cálculo, analistas e especialistas consideram ir atrás de outros produtos financeiros para você fazer algum tipo de investimento

A seguir, vamos apresentar alguns deles, para que você consiga ter bons rendimentos.

Outras formas de investir seu dinheiro

Segundo a pesquisa da Anbima, os brasileiros ainda associam a poupança à segurança e à facilidade de retirada do valor quando mais precisarem.

Quando se fala em investir, é preciso levar em consideração a importância de se ter ótimos rendimentos. Afinal, quando você poupa, está deixando de usar o dinheiro para a compra de bens e serviços que podem te prover bem-estar, por exemplo.

A poupança é um tipo de investimento de renda fixa, porque dá previsibilidade de retorno. Se você procura segurança na hora de investir, pode considerar opções melhores. Vamos apresentar algumas delas.

CDB

CDB é sigla para Certificado de Depósito Bancário e é recomendado para iniciantes ou pessoas que querem ter alguma segurança de retorno na hora de aplicar o dinheiro.

Você pode investir em CDBs com diferentes prazos: quanto maior o prazo, maior o percentual de retorno do seu valor.

Os CDBs contam com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), por exemplo. Isso significa que, se tiver dinheiro aplicado em algum banco, e a instituição venha a falir, você tem direito de até R$ 250 mil de retorno por sua aplicação.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto nada mais é que a compra de dívidas públicas do governo. É considerada uma das formas mais seguras de investimento. Só que, diferente do CDB, que é emitido por algum banco, o Tesouro Direto é emitido pelo próprio governo, para ajudar no pagamento de dívidas externas.

A partir de R$ 30 já é possível aplicar seu dinheiro no Tesouro Direto, com diferentes indexadores:

  • Tesouro Selic: tem um rendimento atrelado à taxa básica de juros, mais voltado a curto prazo.
  • Tesouro IPCA: já é mais voltado a longo e médio prazo, tendo como indexador a inflação e mais uma taxa a seu favor.
  • Tesouro Prefixado: desde o início já é determinada uma taxa de quanto você terá de retorno. Essa taxa prefixada não muda, portanto, você já saberá quanto terá de retorno com antecedência, independente dos rumos da economia.

LCI e LCA

São letras de crédito que estão atreladas aos mercados de aos mercados imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), que ajudam a capitalizar através do volume de investimento realizado nesses dois setores.

Como possuem incentivo do governo, os setores imobiliário e do agronegócio estão isentos do Imposto de Renda e podem gerar boa rentabilidade, com a segurança que você precisa para não perder dinheiro.

Invista de acordo com o seu perfil

Para saber qual o melhor tipo de investimento para você, é preciso entender qual o seu perfil de investidor. 

Se você é mais conservador, por exemplo, deve considerar as opções que mencionamos acima, como Tesouro Direto e CDBs, para ter uma previsibilidade do quanto terá de rendimentos.

Caso tenha um perfil mais moderado, pode começar a diversificar seus investimentos, utilizando parte dele em produtos mais seguros e um pequeno percentual na renda variável, como compra de ações na bolsa de valores, aplicação em fundos de investimento, entre outros.

Mas, se tiver perfil agressivo, é preciso investir bastante em sua educação financeira e ir atrás de investimentos mais rentáveis - a grande parte deles em renda variável. 

De todas as formas, considere as opções existentes e comece a diversificar aos poucos as suas aplicações. Outra forma de investir é por meio do consórcio: ao considerar a compra de um imóvel, por exemplo, você pode ampliar seu patrimônio e conquistar renda com venda ou aluguel do seu bem. 

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