Gastos supérfluos e essenciais: saiba diferenciar

Gastos supérfluos e essenciais: saiba diferenciar

Uma das maiores dificuldades dos brasileiros é conseguir juntar dinheiro. Pesquisa da fintech Acordo Certo identificou que 56% dos brasileiros não se organizam para fazer uma reserva. E, quando se fala em planejamento, 50% das pessoas não sabem nem por onde começar.

Existem diversos motivos para isso: o valor do salário, as despesas de casa, o fato de ter que lidar com as dificuldades por conta da pandemia de Covid-19.

O planejamento é extremamente importante para direcionar não só nossos gastos, mas também nossos investimentos. Sabemos que temos coisas necessárias para pagar. E sabemos, também, que às vezes gostamos de realizar atividades de lazer ou até mesmo permitir-se o luxo de comprar algo novo para quem gostamos.

De qualquer forma, planejar-se com o dinheiro não significa abrir mão dos pequenos prazeres da vida. O que acontece é que precisamos ter discernimento do que realmente devemos gastar com nossos rendimentos mensais e o que podemos evitar.

A seguir, vamos explicar as diferenças entre gastos supérfluos e essenciais, além de algumas dicas para você conseguir organizar melhor sua vida financeira.

Quais são as diferenças dos gastos?

Antes de tudo, é preciso entender o significado da palavra gasto.

Gastos são tudo aquilo que despendemos para a aquisição de um bem ou serviço. Para adquirir alguma coisa, você dá algo em troca. E, como no nosso caso, o dinheiro é a moeda de troca para basicamente tudo, sempre que o utilizamos, estamos gastando.

Ok, até aí tudo bem. Mas, quais são os tipos de gasto?

Você pode gastar com algo que é extremamente importante para sua vida. Esses são os tipos de gastos essenciais.

Mas, também há momentos em que você está passeando tranquilamente e, do nada, tem a vontade de comprar alguma coisa. Para adquirir essa coisa, você precisa gastar. Caso não seja algo necessário para você naquele momento, chamamos de gastos supérfluos.

Mas, o que difere esses dois tipos de gasto? Vamos explicar a seguir.

Gastos essenciais

Os gastos essenciais são aqueles sem os quais não temos as condições mínimas de sobrevivência.

Por exemplo, todos precisam de um teto para morar e de comida. Por isso, gastos com aluguel ou parcelas de uma casa ou apartamento e gastos com supermercado, por exemplo, podem ser considerados essenciais.

Entram nessa lista gás, água, luz, telefone, enfim, gastos sem os quais não conseguimos efetuar tarefas importantes, seja para sobrevivência, para manter nosso emprego ou para garantir uma moradia.

Porém, não é porque existem gastos essenciais que você precisa direcionar tudo o que você possui para isso.

Para saber se você está gastando demais com os gastos essenciais, a conta é bem simples: pegue todo o seu rendimento mensal e tire de 50% a 60%. Este é o valor máximo ideal para se ter com despesas básicas. Se o percentual for menor, melhor ainda, porque você pode utilizar o dinheiro restante para investir, montar sua reserva de emergência ou até mesmo investir em um bem de alto valor - como o consórcio de imóveis, por exemplo, para a compra de uma casa ou apartamento.

Gastos supérfluos

Geralmente associado a compras por impulso, os gastos supérfluos geralmente pouco contribuem para nosso bem-estar a longo prazo. Nesse caso, estamos falando de idas ao restaurante, saída com os amigos para um bar ou compra de algo que achou interessante em um passeio ao shopping, por exemplo.

Alguns desses gastos podem cumprir o papel de satisfazer um prazer momentâneo. Na hora, estamos mais empolgados com o que teremos de imediato. Mas, em muitos casos, acabamos nos arrependendo por ter gastado mais do que deveria.

Embora não sejam essenciais, os gastos supérfluos devem ser considerados, sim, em nossos rendimentos mensais.

Especialistas em finanças pessoais recomendam utilizar até 20% dos seus rendimentos para gastos com cinema, restaurantes, idas a bares e pequenas compras para sua satisfação.

Mas, o que fazer com o que sobra? Vamos explicar a seguir.

Separe dinheiro para investir

Nem todo salário que se ganha necessariamente deve ser gasto. Aliás, esse é o maior problema de quem não consegue constituir patrimônio.

Com a separação de 60% para seus gastos necessários e cerca de 20% com gastos supérfluos, é preciso se planejar sobre como utilizar os 20% restantes.

A melhor forma é utilizá-los com objetivo de investimento. Caso você não tenha muita experiência no assunto, vale a pena começar com produtos que você já tem algum tipo de familiaridade.

A poupança, por exemplo, é muito conhecida por conta de sua liquidez: sempre que precisar sacar o seu dinheiro, você poderá fazer de forma simples e rápida.

Inclusive, você pode contar com essa opção no começo. Mas, em sua jornada de investimento, considere outras opções conforme guarda mais dinheiro. Uma delas é investir em títulos do Tesouro Direto, um tipo de investimento seguro, mas em que é preciso deixar o valor por um determinado período para ter um rendimento garantido. Também existem opções como CDBs, CDIs, entre outros.

Se quiser arriscar uma rentabilidade maior, você pode considerar a renda variável. É onde entram as compras de ações na bolsa de valores, fundos imobiliários, compra de dólar futuro, aposta em índices, entre outros. Porém, esses tipos de investimento exigem conhecimento sobre o mercado financeiro e só são recomendados para utilização com parte do patrimônio.

Ou seja, não aposte tudo em renda variável, especialmente se você ainda não conhece muito.

Afinal, não é fácil juntar o suado dinheiro dos rendimentos mensais, não é verdade?

Não se esqueça da reserva de emergência

Antes de começar a investir, o ideal é ter uma reserva de emergência, para lidar com momentos difíceis.

Especialistas indicam juntar o equivalente a 6 vezes os seus rendimentos mensais, para se manter preparado para lidar com as adversidades.

Quer aprender como montar a sua? Então confira o nosso post especial com dicas para você montar a sua reserva de emergência.

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