Guia completo para investir em imóveis

Guia completo para investir em imóveis

Quando se fala de uma forma de investir, o imóvel acaba surgindo como primeira opção para a grande maioria das pessoas. Isso porque esse tipo de investimento está associado à constituição de um patrimônio a longo prazo, que gera segurança para a família toda de uma só vez.

Para o brasileiro médio, a melhor forma de investir em um imóvel é com a compra de uma casa própria. De todos os brasileiros que investem, 29% cita o primeiro imóvel como principal investimento na vida, de acordo com a pesquisa Raio X do Investidor, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) e o Instituto Datafolha.

As classes D e E dão ainda mais importância para a casa própria, sendo citada por 34% dos integrantes - enquanto, entre os investidores das classes A, B e C, o imóvel é apontado como principal forma de investir por 28% dos entrevistados.

O fato é que existem muitas possibilidades de se investir em um imóvel. E a grande maioria desses tipos de investimento se apresentam como formas seguras e trazem uma rentabilidade bem maior que a poupança, ainda considerado o principal produto de investimento da maioria dos brasileiros.

Porém, se antes a poupança era tido como o produto praticamente absoluto quando se fala em investimento, atualmente os brasileiros têm investido mais em educação financeira, a fim de conhecer mais produtos. Fundos de investimento, criptomoedas e diversas possibilidades do mercado imobiliário já compõem a carteira de alguns dos investidores.

Mas, quando se fala em investimento de imóvel, é preciso conhecer uma série de fatores. Com este guia absolutamente completo de investimento, você terá o conhecimento necessário para alocar parte de seu patrimônio em diversos investimentos imobiliários. Confira a seguir.

Como funciona o mercado de imóveis

A premissa de funcionamento do mercado de imóveis é bem simples: trata-se simplesmente da transação de qualquer tipo de imóvel, seja por compra, venda ou aluguel de um desses bens.

Tudo isso diz respeito à negociação no mercado imobiliário que, aí sim, envolve uma série de exemplos.

Quando se fala em imóveis, as finalidades podem ser diversas: eles podem servir para moradia, que envolve compra ou venda de casas ou apartamentos; acomodação de algum tipo de objeto em específico (por exemplo, uma garagem); ou pode servir para algum tipo de atividade empresarial, como instalação de uma loja, acomodação de um escritório em um edifício, além de fábricas, depósitos, centros de distribuição, entre muitos outros exemplos.

Para que consiga se sair bem-sucedido no mercado de imóveis, é importante entender as variáveis de um bem. Por exemplo, um terreno precisa levar em consideração superfície, subsolo, possíveis plantações na área e até mesmo espaço aéreo, para entender os limites da construção. Dentro dos terrenos, temos as possibilidades de construção, que vão de pequenas casas a edifícios complexos para abrigar centenas de escritórios empresariais.

Esses são alguns dos aspectos que formam o que chamamos de imóvel. Porém, quando se pensa em qual valor será atribuído a eles, outros fatores precisam ser considerados, como:

  • Localização: que significa estar em um bairro nobre, próximo à região central, quando se fala em grandes cidades; ou em uma área que seja fértil e poderá potencializar suas plantações, quando se pensa em agronegócio. Uma série de fatores determinam quando uma localização pode ou não ser vantajosa, e nem sempre essa resposta é óbvia. Na maioria das situações, uma “boa localização” é aquela que mais desperta interesse das pessoas pela compra ou aluguel de um imóvel.

  • Potencial de investimento: sabemos que os locais preferenciais chamarão mais atenção dos investidores por motivos óbvios. Porém, também é possível identificar locais potenciais de investimento, que podem se desenvolver por algum motivo. Sabe aquele bairro que tem tudo bem próximo, com previsão de construir área de metrô, mas pouco habitado? Pode ser um bairro em potencial, que pode trazer bons lucros na transação de imóveis para posterior venda ou aluguel.

  • Infraestrutura e qualidade: não adianta ter uma boa localização se o imóvel não for construído com qualidade e boa infraestrutura. Entender quais são os engenheiros, arquitetos e construtoras por trás do imóvel podem ser determinantes para saber se o investimento será ou não bem-sucedido.

  • Cenário econômico: diz respeito ao momento em que a economia passa. Quando se tem altas taxas de juros, por exemplo, investimentos de alto risco se tornam menos atrativos, fazendo com que as pessoas segurem um pouco mais o consumo e peguem menos empréstimos, que terão taxas maiores. No caso de imóveis, existem índices específicos que ajudam a acompanhar a subida e queda de preços. A seguir, vamos entrar em detalhes nesses índices.

Índices de imóveis para acompanhar

Para entender como o mercado imobiliário realmente funciona, é preciso acompanhar alguns indicadores. Afinal, assim como qualquer setor, o mercado de imóveis possuem altas e baixas e ter ciência de como cada um deles funciona ajuda a tomar melhores decisões na hora de investir ou não.

Para que você consiga acompanhar o setor, vamos falar um pouco dos principais indicadores, que são:

  • IGP-M: o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) serve para cálculo de ativos, como bens, valores, créditos e direitos, indicando a movimentação dos preços no mercado nacional. Ele serve como uma das bases para medir inflação e é composto por preços de setores como comércio atacadista, construção civil, saúde, transporte e habitação. Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-M é a principal referência em reajustes e correções em negociações imobiliárias, incluindo financiamento de longo prazo.

  • INCC: considerado o primeiro índice oficial da construção civil no país, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) também é calculado pela FGV, coletando dados dos preços da construção civil nas principais metrópoles brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. Para este cálculo, o INCC considera tudo que envolve a construção, como valores de materiais, equipamentos, serviços e mão de obra.

  • CUB: trata-se do Custo Unitário Básico da Construção Civil, que representa o custo parcial da obra e serve como indicador de contratos de imóveis em construção. Ele ajuda a disciplinar o mercado de incorporação imobiliária, que acaba influenciando na determinação de custos dos imóveis.

  • IPCA: o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é a principal referência para as metas da inflação e aponta a variação do custo médio de famílias com rendas mensais entre 1 e 40 salários mínimos. Para isso, considera o consumo nas principais metrópoles brasileiras, servindo como previsão de oferta e procura de um determinado produto. O IPCA é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

  • Taxa Selic: fixada pelo Banco Central do Brasil a cada 45 dias, tornando-se a taxa básica de juros da economia brasileira. De certa forma, o percentual da taxa Selic ajuda a determinar a situação econômica do país, sendo de grande importância para o mercado imobiliário. Uma taxa maior representa menor acesso ao crédito, já que os bancos repassarão os juros aos consumidores - neste caso, o aluguel de imóveis pode ser uma boa. Mas, quando a taxa Selic está com baixo índice, significa que o crédito está mais acessível, tornando o mercado atrativo para quem deseja vender o seu imóvel.

  • Índice FipeZap: serve para acompanhamento nos preços de venda e aluguel em todo o país. Muito utilizado por compradores, corretores e vendedores, o Índice FipeZap acompanha os preços de 50 cidades, com informações sobre o preço médio de salas e conjuntos comerciais de até 200 m². Portanto, se quer investir em um novo apartamento, este índice pode ajudar bastante na pesquisa e no processo de escolha.

Cada índice ajuda a acompanhar os tipos de imóvel e a variação de preços de tudo relacionado à sua construção. Antes mesmo de acompanhar esses índices, vale olhar o histórico e relacionar com as ofertas disponíveis, para entender como eles podem influenciar.

Agora que você já tem conhecimento sobre os principais índices, vamos mostrar as principais formas de investimento em um imóvel.

Formas de investir em um imóvel

Muitas pessoas associam o imóvel à compra do seu novo lar. Porém, existem diversas opções de investimento, que iremos explicar a seguir.

Compra e venda de um imóvel

A forma mais conhecida de investir em um imóvel é a boa e velha compra e venda.

A primeira experiência de compra de um imóvel geralmente é o lar em que iremos morar - afinal, realizar o sonho da casa própria é o maior desejo dos brasileiros.

Para aumentar seu patrimônio e ganhar dinheiro com imóveis, porém, é preciso investir na compra de imóveis para outras finalidades.

É possível investir em um terreno para investimento futuro: seja para a construção de um imóvel para, posteriormente, venda ou locação. E, se encontrar boas oportunidades para a compra de uma casa já construída, para reforma e posterior locação ou venda, é possível ganhar um bom dinheiro.

Dependendo do local em que investir o seu imóvel, a locação pode valer mais a pena que a venda. Com a locação você pode demorar mais tempo para recuperar o seu investimento. Porém, em alguns locais é mais fácil encontrar interessados em morar por um período no imóvel que você adquiriu do que realizar a venda efetiva.

Independente do seu objetivo, utilize os índices a seu favor e não tenha receio de explorar diferentes oportunidades. Com a economia compartilhada até mesmo o imóvel em que você costuma passar as férias com a sua família pode render um bom dinheiro com o aluguel por temporada - facilitado por meio de aplicativos como Airbnb.

Investir em fundos imobiliários

Muitas pessoas que ouvem falar em fundos imobiliários devem pensar: preciso mesmo comprar um imóvel para investir em um?

A verdade é que, não, não precisa. Os famosos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) reúnem investidores que têm interesse no negócio de imóveis e conseguem recursos suficientes para investir em lucrar com esse mercado.

Quando você compra um produto financeiro como os FIIs, você se beneficia de negócios relacionados à construção e de grandes projetos imobiliários - que costumam estar em alta, independente do momento político e econômico.

Trata-se de um tipo de investimento em renda variável, que necessita de acompanhamento dos índices do setor e de educação financeira. Ou seja, antes de se aventurar em aplicar o seu dinheiro em algum FII, informe-se sobre como funcionam esses índices acompanhando especialistas sobre o assunto.

Uma das vantagens de aplicar em um FII é que você não precisa ter o valor de um imóvel, por exemplo. Trata-se de um produto de baixo risco e boa garantia de retorno que pode ser iniciado com R$ 100, por exemplo. Ou seja, por mais que seja um produto de renda variável, seu risco é bem menor se comparado ao investimento na bolsa de valores ou em dólar futuro.

Portanto, ao montar seu portfólio de investimentos, considere aplicar parte deles em FIIs: você pode ter um bom retorno e com bastante segurança, principalmente se estiver pensando a longo prazo.

Letras de crédito imobiliário

As LCIs, ou letras de crédito imobiliário, são títulos de crédito oferecidos pelos bancos, para que eles possam investir em projetos voltados ao mercado imobiliário, como construção, decoração, auxílio às incorporadoras etc.

Funciona da seguinte forma: ao investir em uma LCI, você realiza um empréstimo ao banco, para que financie projetos imobiliários. Em troca, você recebe uma remuneração fixa sobre o valor.

Por conta disso, a LCI funciona como um ativo de renda fixa, porque dá previsibilidade imediata dos ganhos que terá. Dessa forma, você consegue saber o quanto ganhará em determinado prazo, sem o risco de uma renda variável.

Além disso, as LCIs são isentas da declaração do Imposto de Renda, tornando-se uma aplicação vantajosa.

Fundos de fundos imobiliários

Para que o investidor tenha boa rentabilidade com os fundos imobiliários, precisa criar uma rotina de acompanhar o mercado com regularidade, além de ter um bom conhecimento sobre educação financeira.

Se você acredita no mercado de imóveis, mas não tem tempo e nem a experiência de movimentar o seu dinheiro com a frequência necessária, pode optar pelos fundos de fundos imobiliários, também conhecidos como FOFs.

Os FOFs reúnem diferentes fundos e ativos do mercado de imóveis a partir de uma única aplicação. Ou seja, você investe em mais de um fundo imobiliário ao mesmo tempo, que costuma ser controlado por especialistas do mercado financeiro que acompanham as movimentações.

Para entrar em um FOF, é preciso pagar a taxa de administração mensal, que serve para remunerar os gestores profissionais que controlam esses fundos.

Com os FOFs, você também fica isento de ter que pagar imposto de renda, que pode cobrar até 20% dos lucros obtidos sobre seus investimentos. Dê uma olhada nas opções de FOFs, para que consiga investir no mercado imobiliário contando com o conhecimento de especialistas do mercado. Quando se sentir mais confortável para escolher os próprios fundos, você pode direcionar parte da sua carteira para os FIIs.

Ações do mercado imobiliário

Uma das formas mais conhecidas de investimento é o mercado de ações. Se antes ele era destinado a pessoas com conhecimento profundo sobre o mercado financeiro, hoje em dia essa realidade mudou: com R$ 100, é possível iniciar sua jornada no mundo dos investimentos em ações da bolsa de valores.

Para isso, basta escolher uma corretora de confiança - atualmente, existem corretoras que não cobram taxas para a escolha dos ativos, tornando-se uma boa opção inicial.

Ao selecionar a corretora, você saberá qual o seu perfil de investimento, que pode ser:

  • Conservador: que tem aversão aos riscos e prefere investir em produtos de renda fixa, que garantem rentabilidade (mas com pouco retorno);

  • Moderado: que se habilita a arriscar um pouco mais, criando uma carteira balanceada com investimentos em renda fixa e variável;

  • Arrojado: que não tem receio de investir altas quantias na renda variável que, por mais que não tenha previsibilidade de retorno, pode dar mais lucro (ou perda, dependendo da sua operação).

Ao criar uma conta em uma corretora, você pode investir no mercado de ações, que também é composto por empresas que fazem a roda do mercado imobiliário girar.

As principais empresas de capital aberto do setor imobiliário são do ramo da construção civil e de negociação de imóveis, como Cyrela Realty, MRV, Gafisa, Tecnisa, entre outras. Antes de escolher investir em uma delas, acompanhe os resultados e a performance de cada uma delas. É preciso acompanhar a economia como um todo, para saber como elas se comportam diante dos índices imobiliários, inflação, valor do dólar etc.

Por isso mesmo, antes de investir no mercado de ações em empresas do setor imobiliário, invista em sua educação financeira, para saber o que acompanhar antes de aplicar o seu dinheiro em uma dessas empresas.

Leilões

Quando um morador ou uma família passa por dificuldades financeiras a ponto de deixar de pagar pelo seu imóvel, a empresa que facilitou o financiamento (como a Caixa, por exemplo) pode colocar a casa ou apartamento a leilão.

Isso acontece quando um financiamento deixa de ser pago ou quando o morador dá o seu imóvel como garantia de um empréstimo que não conseguiu quitar.

Um imóvel pode ir a leilão de forma judicial ou extrajudicial, dando a oportunidade para que compradores possam arrematar a compra de uma vez.

Por se tratar de imóveis com dívidas em aberto - e muitas vezes com uma quantidade de mensalidades já pagas - é possível encontrar boas oportunidades de compra em leilões. Se você tiver o dinheiro à vista para arrematar a compra, pode muito bem sair com um imóvel a um bom preço. E, então, pode decidir se vai morar, decorar e, futuramente, alugar ou colocar à venda.

Quais são as fases do mercado imobiliário

Quando se fala em construção de patrimônio, o mercado imobiliário costuma ser muito lembrado. Afinal, um imóvel no nome do proprietário garante a liberdade de usufruí-lo da maneira que quiser.

Com um imóvel, você pode alugar ou vender, sempre de acordo com as suas necessidades.

O mercado imobiliário costuma ser cíclico, ou seja, com fases que costumam se repetir de tempos em tempos.

As principais fases são:

  • Recuperação: quando há uma grande taxa de imóveis vagos, também conhecido como alta vacância. Nesse momento, tende a haver uma grande procura por imóveis, tornando-se o momento em que a oferta e a demanda atingem um equilíbrio. Nesse caso, é comum que os preços dos imóveis se estabilizem e alguns proprietários aproveitem para aumentar o valor do aluguel.

  • Expansão: quando a demanda, ou seja, a procura por imóveis, passa a crescer numa velocidade maior que a oferta, que é a quantidade de imóveis disponíveis. Isso pode acontecer por diversos motivos: entre os principais, quando existe uma gama de empreendimentos imobiliários ainda em construção (afinal, pode demorar em média cinco anos até que a incorporadora conclua o projeto de um empreendimento, por exemplo). Na fase de expansão, há um boom de novas unidades imobiliárias e, mais uma vez, tendência de aumento do aluguel.

  • Sobreoferta: nesta etapa, o desequilíbrio entre oferta e demanda cresce ainda mais, levando a um cenário com maior número de imóveis para vender do que compradores interessados. Em um momento de sobreoferta, não há crescimento no valor de imóveis, levando a uma consequente diminuição no volume de novas construções. Para o investidor, pode ser o momento em que seus ganhos tendem a diminuir. Mas, se você deseja comprar um imóvel, pode ser o momento ideal, com mais opções para compra e facilidade de negociação, uma vez que os valores não devem aumentar.

  • Recessão: para quem deseja vender, a recessão costuma ser ruim, porque a oferta alcança um nível muito maior que a demanda. Momentos de recessão tendem a ser ruins para incorporadoras e construtoras, e geralmente vêm acompanhado de um cenário econômico ruim, com altas taxas de desemprego e diminuição de investimentos no setor de construção civil. Investidores atentos ao cenário costumam se manter acuados. Mas, se você pretende investir na compra de um imóvel, pode ser um bom momento, já que o preço tende a ficar baixo. Até mesmo se for alugar um imóvel, momentos de recessão podem apresentar boas oportunidades para negociação de um preço melhor.

Por que investir no mercado imobiliário

Motivos não faltam para investir no mercado de imóveis. A seguir, vamos elencar alguns dos principais.

Mais segurança

Na compra de um imóvel, você sabe que se trata de um bem que é totalmente seu. Com isso, você tem o poder de decisão para tratá-lo da maneira que desejar: pode fazer uma reforma para deixá-lo mais atrativo e, assim, cobrar mais em qualquer tipo de transação; pode deixar para alugar por um bom período e, quando quiser, fazer a venda.

Mesmo em contratos de locação, em que precisa negociar com um inquilino, é possível ter garantias do bom uso, de forma que não irá prejudicá-lo a médio e longo prazo.

Maior liquidez

A liquidez é a facilidade de fazer com que um ativo seja convertido em caixa, ou seja, em dinheiro que possa ser usufruído de forma rápida.

Com um imóvel, você tem a garantia de boa liquidez de forma rápida, principalmente se estiver localizado em uma boa região e com boas condições de moradia. A locação é a forma mais fácil de se ter liquidez. Mesmo que tenha interesse na venda do seu imóvel, você não precisa deixá-lo parado até a chegada de um possível comprador: seja com locação por temporada ou de forma contratual, com o seu imóvel você tem a possibilidade de fazê-lo trabalhar por você.

Diferentes possibilidades de ganho

É possível alugar o seu imóvel, seja em um contrato por tempo determinado ou com a locação por temporada: um final de semana ou alguns dias, facilitado por plataformas como Airbnb, por exemplo.

Além disso, o seu imóvel pode gerar renda de diferentes formas: com a venda, por exemplo, você pode ter um bom lucro na transação, principalmente se tiver construído em um bairro que tem se valorizado ao longo do tempo.

E, se quiser apostar no setor, pode escolher ativos no mercado financeiro ou selecionar um fundo de investimento imobiliário, que acompanha o ritmo de crescimento na economia. Invista em educação financeira para descobrir as melhores oportunidades e momentos de aplicar o seu dinheiro.

Consórcio: uma forma de investir em imóveis

Já que falamos tanto de imóveis neste guia, por que não ajudar a investir na compra de um de forma fácil, segura e econômica?

Sim, o consórcio é uma das melhores formas de se investir na compra de um imóvel. Diferente do financiamento, por exemplo, você não precisa dar um valor de entrada ou pagar juros nas mensalidades.

Com o consórcio, você paga por um valor mais justo a prazo e ainda tem a liberdade de escolher o valor em que deseja investir.

Ao assinar um contrato de consórcio, você não recebe o bem de forma imediata. Trata-se, na verdade, de um autofinanciamento, em que você determina o valor que deseja investir.

Isso porque, com o consórcio, você não precisa escolher de imediato o imóvel que deseja comprar. Para que consiga realizar o pagamento, você seleciona o valor da carta de crédito, que corresponde ao valor do imóvel que você deseja comprar.

Ao selecionar o valor da carta de crédito e a quantidade de mensalidades, você fecha o contrato e pode pagar as mensalidades tranquilamente, até ser contemplado com o valor da sua carta, que tem poder de compra à vista. Dessa forma, você tem uma economia bem significativa porque, além de não pagar juros, pode ter um desconto com essa possibilidade de compra. Ah, e a carta de crédito não precisa ter o valor exato do imóvel na hora da compra!

Com toda essa flexibilidade, o consórcio se destaca como a melhor forma de investir em um bem a longo prazo, como o imóvel. A seguir, vamos explicar o passo a passo, para que possa fazer o seu consórcio imobiliário.

Como fazer um consórcio de imóveis

Fazer um consórcio para a compra de um imóvel é mais fácil do que você imagina. E você nem precisa escolher o que deseja comprar de antemão.

É preciso, porém, ter uma ideia do valor que necessita para a compra do imóvel. Não precisa passar longos períodos pesquisando por isso: a partir do momento que tiver uma ideia do valor total para a compra, você já pode seguir com o primeiro e importante passo do consórcio, que é realizar a simulação.

Antes disso, é preciso escolher uma administradora que possua autorização do Banco Central do Brasil (Bacen) para o seu funcionamento. Somente administradoras autorizadas podem garantir que todo o processo do consórcio funcione do começo ao fim. A Embracon, por exemplo, além de ser autorizada pelo Bacen, possui mais de 30 anos de história, realizando sonhos de milhares de pessoas por meio do consórcio.

Após escolher a administradora, você pode fazer a simulação do consórcio de forma online, sem nenhum tipo de custo.

Basta selecionar a categoria de consórcio de imóveis e escolher o valor da carta de crédito. Pela Embracon, é possível selecionar um valor de até R$ 500 mil. Caso precise de um valor ainda maior, você pode investir em mais de uma cota, até atingir o valor desejado.

Depois disso, basta inserir a quantidade de mensalidades em que deseja dividir. Após inserir seus dados pessoais, você já sabe o valor da parcela, com acréscimo das taxas de consórcio, como:

  • Taxa de administração: que remunera as empresas de consórcio pelos serviços que realizam, como formação dos grupos, entrega das cartas de crédito etc.

  • Fundo de reserva: que é uma espécie de garantia caso um ou mais integrantes do grupo se tornem inadimplentes. O valor arrecadado de fundo de reserva serve como complemento ao fundo comum, que é o responsável pelas contemplações das cartas de crédito nas assembleias.

É possível simular a compra do seu bem quantas vezes achar necessário. O importante é identificar o melhor valor de mensalidade para a aquisição do seu imóvel.

Após a simulação, um especialista de consórcio entra em contato, para tirar todas as dúvidas sobre a categoria e entregar o contrato de adesão.

Depois disso, a administradora tem até 90 dias para fazer a inserção em um grupo de consórcio, que reúne pessoas com interesses semelhantes. Ou seja, ao investir em um imóvel, você estará em um grupo com pessoas também interessadas em utilizar a carta de crédito para a compra de uma casa ou apartamento.

O valor das mensalidades é destinado para o fundo comum, que é responsável pelas contemplações que acontecem todos os meses nas assembleias.

Para participar das assembleias, é preciso estar com o pagamento da sua cota em dia e ficar atento aos detalhes da Área de Clientes.

Pelo consórcio, você pode ser contemplado de duas formas:

  • Sorteios: a Embracon conta com a Loteria Federal para a realização deste procedimento.

  • Oferta de lances: caso queira antecipar a aquisição da sua casa, você pode fazer a oferta de um lance. Para isso, é preciso registrar a proposta até 24h antes da realização da assembleia. Caso outro consorciado faça uma oferta maior que a sua, o seu valor não chega a ser debitado pela administradora, e você pode fazer a oferta nos meses seguintes.

Ao investir na compra de um imóvel, você tem a possibilidade de utilizar os recursos do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) para a sua proposta de lance. É importante lembrar que a Caixa só libera os recursos do FGTS para essa finalidade quando se trata do primeiro imóvel em seu nome.

Com o lance efetivado, o valor quita as últimas mensalidades da sua cota, sempre das últimas até as mais recentes.

Independente da forma de contemplação, todos os consorciados precisam passar pela análise de crédito, momento em que a administradora verifica os dados pessoais do contemplado, além de verificar sua situação nos órgãos de proteção ao crédito. Nesse momento, a administradora pode solicitar a indicação de um devedor solidário, que compartilha a responsabilidade da dívida com o consorciado.

Siga todas as orientações, para que possa ter acesso à sua carta de crédito. Essa validação é importante, para que a administradora possa dar a garantia aos demais consorciados de que o contemplado se manterá comprometido com o pagamento das mensalidades. Afinal, mesmo com o bem em mãos, o valor das mensalidades do contemplado ainda é destinado ao fundo comum, que irá pagar o valor da carta de crédito dos demais consorciados do grupo.

O melhor da carta de crédito é o seu poder de compra à vista na hora da utilização.

Mas, o que é possível comprar com a carta de crédito de um imóvel? Vamos explicar a seguir.

O que é possível comprar com um consórcio de imóveis

Ao ser contemplado, você tem acesso ao valor integral da carta de crédito. Não precisa se preocupar em utilizar todo o valor. Se o bem tiver um valor superior à carta, é possível completar a transação com os seus próprios recursos. Para isso, basta negociar diretamente com o proprietário ou empresa responsável pelo bem.

No caso de a carta de crédito ter um valor superior ao bem, o valor restante não fica inutilizado. É possível usar até 10% do total da carta para lidar com despesas burocráticas, como transferência de propriedade, idas ao cartório etc.

A seguir, vamos mostrar o que é possível comprar com a carta de crédito de consórcio imobiliário:

  • Casa própria: com o consórcio, você pode realizar o sonho de ter a sua casa própria, que já esteja construída, por exemplo. Procure o melhor bairro para morar e negocie com o proprietário ou imobiliária a compra da sua própria casa com o dinheiro que receber da carta de crédito, quando for contemplado.

  • Apartamento decorado: mas, se você é uma pessoa que prefere investir na compra de um apartamento, também pode contar com o consórcio para essa finalidade. Pesquise bem as opções, faça visitas, se necessário, e aproveite a carta de crédito para comprar o apê dos seus sonhos, sem ter o trabalho de fazer toda a decoração.

  • Apartamento na planta: uma das grandes vantagens de comprar imóveis na planta é que você economiza bem mais na transação. Um apê na planta pode custar até 20% mais barato, sem contar que você decide a melhor forma de decorá-lo do seu jeito.

  • Terreno: quem deseja construir a sua casa ou empreendimento, pode utilizar o valor da carta de crédito para a compra de um terreno. Um terreno pode ter um custo menor do que um imóvel já construído e dá a liberdade para o comprador em diversos sentidos.

  • Empreendimento comercial: nos últimos anos, o Brasil tem se destacado como o país com o maior percentual de empreendedores em todo o mundo, à frente de China e Estados Unidos. Por conta disso, o consórcio pode ser uma ótima oportunidade para que você invista no seu novo local de trabalho - seja comprando um ponto existente, um apartamento para montar um escritório etc.

Que tal começar a investir agora mesmo no seu sonho? Faça um consórcio de imóveis e planeje a longo prazo uma forma de aumentar o seu patrimônio, sem ter que pagar entrada ou juros nas mensalidades.

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