Poder de compra à vista: vantagem do consórcio

Poder de compra à vista: vantagem do consórcio

Geralmente quando as pessoas pensam em comprar um bem de alto valor, como um carro ou uma casa, um dos maiores desejos é ter a possibilidade de comprar à vista. Dessa forma, você não fica carregando a dívida por muito tempo e pode quitar na hora o valor da sua compra, sem ter que ficar preocupado em pagar depois.

Com certeza o pagamento à vista é a melhor forma de se obter um bem ou serviço. Porém, muitas pessoas se esquecem do processo que é para se ter um alto valor de dinheiro em mãos.  

Para algumas pessoas, isso representa anos ou até décadas de muito trabalho. Para outros, ter que se desdobrar em mais de um emprego ou se esforçar ao máximo para juntar mensalmente um valor relevante para a sua compra - muitas vezes um dinheiro que poderia ser aplicado pensando no futuro.

É exatamente por isso que vale a pena considerar o que pode ser adquirido à vista ou de forma parcelada.  

Mas, quando nos referimos à compra parcelada, geralmente o financiamento acaba sendo a opção de boa parte dos brasileiros quando se trata de comprar bens de alto valor.  

Tudo bem que o financiamento permite dividir as mensalidades, de forma que fica menos ‘pesado’ para o orçamento ao arcar com a dívida. Porém, é cobrado um valor de juros sobre juros: ou seja, quanto maior a quantidade de parcelas que dividir, maior é o juros que terá que pagar. Assim, o valor a prazo pode custar o dobro de seu valor original.  

Sem falar que, quando terminar de pagar, seu bem pode ter passado por um processo de desvalorização, e você acaba tendo que vendê-lo por um valor ainda menor do que era à vista. Tem-se, assim, um prejuízo sem tamanhos com o financiamento.

E se fosse possível reunir o que há de melhor nos dois mundos: a facilidade de parcelar do financiamento com o poder de compra à vista? É exatamente dessa maneira que funciona o consórcio, que iremos detalhar a seguir.

Como funciona o consórcio?

O consórcio é um tipo de compra feita em grupo. Diversas pessoas com interesse em comum são reunidas em um grupo e precisam contribuir com as suas mensalidades, para que possam ser contempladas.

Quem fecha um contrato de consórcio não recebe o bem na hora, como acontece com o pagamento à vista ou com o financiamento. Trata-se, na verdade, de um autofinanciamento, em que cada um contribui mensalmente com o valor que pode estipular para a compra do que realmente deseja.

Todo consórcio deve ser feito por intermédio de uma administradora, que possui autorização do Banco Central do Brasil (Bacen) para operar. Somente uma administradora regulada pode garantir a entrega dos bens e o pleno funcionamento do consórcio, de forma transparente, para que todos possam ter uma boa experiência de compra.  

A Embracon, por exemplo, é uma administradora com autorização do Bacen que há mais de 30 anos realiza o sonho dos brasileiros por meio do consórcio.

O trabalho da administradora é cuidar para que todas as etapas sejam seguidas e que os consorciados sejam devidamente contemplados em seus grupos até o encerramento de cada um deles.

Por isso, é essencial escolher uma administradora de credibilidade, para que você esteja munido de todas as informações necessárias antes de dar o passo para fazer o seu consórcio.

A seguir, vamos mostrar o passo a passo de como fazer um consórcio.

Como fazer um consórcio?

O processo de fazer um consórcio é mais simples do que se imagina. Diferentemente do financiamento, por exemplo, não é preciso passar por toda a burocracia de entregar todos os seus documentos ou dar um valor de entrada para possibilitar a compra.

Para dar início ao seu consórcio, o primeiro passo é fazer a simulação. Antes disso, você precisa escolher o que deseja comprar por meio do consórcio. Na Embracon, você pode investir em um consórcio de moto, automóveis, imóveis, serviços ou até veículos pesados.

Cada categoria de consórcio tem um valor máximo de carta de crédito, que é o valor equivalente para a compra do bem. Quando se faz um consórcio, o objetivo é ter acesso à carta de crédito para possibilitar essa compra.

Porém, uma vez que se escolhe o tipo de consórcio que deseja fazer, não é possível trocar. Essa é uma regra das administradoras, uma vez que elas determinam os grupos a partir do tipo de bem e o valor que será pago por eles com a carta de crédito.

Para saber o valor da sua carta de crédito e a quantidade de parcelas que irá pagar, é necessário passar pela simulação, um processo que pode ser feito totalmente online pelo site da administradora. Após inserir alguns dados pessoais, basta selecionar o valor de carta e a quantidade de parcelas que desejar, sempre de acordo com os parâmetros de cada tipo de bem.  

Você pode fazer a simulação quantas vezes quiser. Como resultado, você pode verificar o valor da sua mensalidade, já com acréscimo das taxas de consórcio, que são:

  • Taxa de administração: que remunera a empresa de consórcio por todos os serviços realizados, como formação dos grupos, entrega das cartas de crédito, entre outros.
  • Fundo de reserva: que serve como garantia contra a possível inadimplência de alguns integrantes. Como o consórcio depende da contribuição de todos os integrantes, caso haja alguma inadimplência, o valor do fundo de reserva é usado como garantia. Em casos em que os grupos não utilizam todo o seu valor, o fundo de reserva é devolvido ao final do grupo para todos os integrantes.

Depois disso, um especialista de consórcio entra em contato, para tirar todas as dúvidas e entregar o contrato de adesão.  

Um grupo pode ser composto por dezenas ou até centenas de pessoas. Todos eles precisam pagar as mensalidades em dia para que possam participar das assembleias e, assim, ser contemplado com o seu bem.

É possível ser contemplado de duas formas por meio do consórcio: com os sorteios, em que todos têm as mesmas chances; e com a oferta de lance, que é um valor a mais que todo consorciado pode oferecer, com o objetivo de ser contemplado com antecedência.

Ao ser contemplado, o consorciado passa por uma análise de crédito. Diferente do primeiro contato com o consórcio, nessa etapa a administradora faz uma nova checagem das informações pessoais e consulta os órgãos de proteção ao crédito, a fim de garantir que o contemplado continue pagando pelas mensalidades de consórcio mesmo desfrutando do bem.

Vale lembrar que, por ser um tipo de autofinanciamento em grupo, a contribuição de cada consorciado é extremamente importante para que o sistema funcione como um todo. Por isso mesmo, o processo de análise de crédito é mais rigoroso. Caso tenha nome sujo, por exemplo, sua carta de crédito pode ser recusada. Portanto, siga todas as orientações da administradora, para que possa ter acesso à carta de crédito e, finalmente, realizar a compra do seu bem.

Se for recusado, você pode continuar participando das assembleias e ser contemplado novamente por lance ou sorteio. Mas, se for aprovado, aí sim, pode se beneficiar do poder de compra à vista da carta de crédito, que iremos detalhar a seguir.

Como funciona a carta de crédito

A carta de crédito deve ser utilizada para a compra do bem. Por mais que se tenha um bem como finalidade, no consórcio você faz um investimento para ter acesso à carta de crédito, que permite realizar a compra do bem.

O grande benefício de utilizar a carta de crédito é que ela possui poder de compra à vista. Com este valor, você pode efetuar a compra do bem que selecionou.

Se você tiver selecionado um bem de alto valor, com uma grande quantidade de parcelas, é provável que sua carta de crédito passe por algum tipo de reajuste.

O reajuste é uma medida que protege o poder de compra do consorciado. Vamos pegar um consórcio de imóveis como exemplo, que costuma ser dividido em uma quantidade maior de parcelas.

Quando você realiza uma simulação, tem como referência um valor que servirá para a compra da sua casa, terreno, apartamento ou até mesmo empreendimento comercial. Porém, com o passar dos anos, o mesmo valor pode ser insuficiente para esse tipo de compra, devido à inflação ou desvalorização da moeda.  

É por isso mesmo que existem índices específicos que acompanham diversos setores da economia, a fim de entender se o dinheiro que você possuía há alguns anos será o suficiente para a compra do bem.

Para evitar que o consorciado seja prejudicado com a desvalorização do dinheiro, as administradoras são orientadas pelo órgão regulador (no caso, o Bacen) a aplicar um reajuste das mensalidades anualmente. Pela Embracon, no aniversário da cota, o reajuste é aplicado levando em conta os índices inflacionários - no caso do consórcio de imóveis, é utilizado o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), enquanto nos demais a referência é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

O cálculo do reajuste é aplicado diretamente no valor da carta de crédito. Assim, o valor é repassado para as mensalidades. Portanto, se você paga por um valor maior a cada ano da sua cota, é porque está investindo em um valor de carta de crédito maior que o originalmente contratado.

Quanto mais tempo demorar para você ser contemplado, maiores são as chances de se ter à disposição um valor cada vez maior que a sua carta de crédito original.  

Aliás, esse é um dos motivos para as administradoras exigirem que o valor da mensalidade não ultrapasse 30% dos rendimentos mensais. Dependendo da situação, com os reajustes, pode acontecer de a mensalidade ultrapassar esse percentual.  

Caso isso aconteça, no momento da análise de crédito, a administradora pode exigir a indicação de um devedor solidário, que é uma espécie de avalista que compartilha a responsabilidade da dívida com o consorciado. Ele também precisa entregar uma série de documentações e comprovar seus rendimentos mensais, para permitir que a carta de crédito seja entregue. Seja transparente com a pessoa que indicar como devedor solidário porque, caso o consorciado deixe de pagar pela dívida, o devedor fica responsabilizado pelas mensalidades restantes.

Como utilizar a carta de crédito

Na hora de utilizar a sua carta de crédito, o procedimento é bem simples. Basta indicar a empresa responsável pelo bem ou o proprietário, para que a administradora faça a transferência do valor integral da carta.

Para isso, claro, você pode aproveitar para encontrar boas oportunidades e negociar um valor de compra que faça mais sentido para você.  

É exatamente neste momento que você pode usufruir o benefício de poder de compra à vista. Por isso, negocie bastante e tente o melhor desconto possível. Em alguns casos, é possível ter até 10% de desconto por esse tipo de pagamento, o que representa uma economia bem significativa.

Por mais que o valor da sua carta de crédito saia de seu controle devido aos reajustes anuais, não é necessário que o bem escolhido tenha o valor exato da sua carta.  

Se a carta tiver um valor superior ao bem, você pode utilizar até 10% do valor da carta para despesas burocráticas, como transferência de propriedade, idas ao cartório, entre outras pendências. Mas, se a sua carta de crédito for insuficiente para a compra, não tem problema: a administradora não barra a liberação do valor, e você pode negociar diretamente com o proprietário ou empresa a forma com que irá pagar o valor restante.

Além do mais, não precisa ter pressa para utilizar o valor da sua carta de crédito. Enquanto você pesquisa o bem que deseja comprar, pode manter o valor no fundo comum da administradora.  

No processo de liberação da carta de crédito, a administradora realiza a alienação do bem que será adquirido. Trata-se de uma medida para proteger os demais integrantes do grupo de consórcio, afinal, o contemplado precisa continuar pagando as mensalidades e se comprometendo com a sua cota mesmo após ter sido contemplado.  

Por que o consórcio é mais vantajoso que outra forma de compra

Agora que você já conhece bem como funciona o consórcio e por que ele reúne benefícios de pagamento parcelado e à vista, vamos elencar alguns motivos que justificam suas vantagens diante de outras formas de compra.

Você não precisa estar capitalizado

Seja pelo financiamento ou à vista, é necessário estar capitalizado para concretizar a compra. Isso significa que é necessário ter pelo menos um percentual do valor do bem em mãos para comprar o que deseja.

Com o consórcio, você pode fechar o contrato e só se comprometer com as mensalidades. Não é necessário pagar entrada e juros e em nenhum momento existe obrigatoriedade de pagar por um valor a mais - a não ser que você tente o lance, que é opcional, claro.

Não existe burocracia para fazer consórcio

Para fechar o contrato com a administradora, você só precisa entregar algumas documentações e garantir que o valor da mensalidade não ultrapasse 30% dos seus rendimentos mensais.  

Caso tenha o nome sujo, sem problemas: você pode iniciar o pagamento do seu consórcio. Porém, precisa resolver esta situação enquanto faz o pagamento da cota porque, na análise de crédito que precede a contemplação, a administradora precisa assegurar que o consorciado possui condições de continuar o pagamento das mensalidades após receber a carta de crédito.

Você tem liberdade para escolher o valor que vai pagar pelo bem

Com a simulação de consórcio, é você quem determina o valor da carta de crédito e a quantidade de parcelas que deseja pagar. É possível simular quantas vezes você quiser, até encontrar o valor que faça mais sentido para a sua realidade financeira.

Antes de fazer a simulação, o ideal é estar com as suas contas em dia e ter um bom planejamento financeiro. Afinal, o consórcio é um investimento a médio e longo prazo, portanto, exige paciência. Ao se organizar dessa forma, você garante a compra de um bem por um valor a prazo mais justo, sem ter que pagar juros ou entrada.

É possível investir em mais de uma cota

Caso tenha feito a simulação e identificado que o valor é insuficiente para a compra que deseja, não tenha receios. Você pode investir em uma ou mais cotas, até atingir o valor suficiente para a compra do bem.  

Por exemplo, se quiser comprar um carro com valor de R$ 150 mil, é possível investir em duas cotas, de R$ 75 mil cada. Só fique atento à mensalidade: a soma dos valores das duas (ou mais) cotas não pode ultrapassar 30% dos seus rendimentos mensais.

Caso seja uma pessoa jurídica, é possível investir em uma frota inteira de veículos ou caminhões, por exemplo.  

Ter uma boa margem de negociação

Por conta do poder de compra à vista, o consórcio acaba se destacando como a melhor forma de parcelamento. Dessa forma, você acaba pagando por um valor mais justo pelo que realmente deseja, sem correr o risco de sair prejudicado devido a algum tipo de desvalorização do bem.

Por isso mesmo, aproveite para pesquisar bastante e, se for necessário, pechinchar o valor de acordo com o que possui de carta de crédito. Já pensou em ter de 5% a 10% de desconto em um bem que custa mais de R$ 100 mil? Com o valor remanescente, você pode quitar algumas despesas burocráticas ou até mesmo utilizar parte do valor para pagar parte do que falta da sua cota.

Antecipar a contemplação com o lance

Todos os consorciados que pagam corretamente as mensalidades são contemplados por meio do sorteio. Isso pode acontecer nos primeiros ou últimos meses de pagamento da cota. Mas, se quiser antecipar a sua contemplação, a recomendação é fazer a oferta de um lance.

Se o seu valor for o maior da assembleia, você é contemplado e o valor do lance quita as últimas mensalidades da sua cota. Mas, se outro consorciado for o vencedor, sem problemas. Você pode aproveitar para juntar um maior valor e, assim, aumentar as chances de ser contemplado nos meses seguintes.

Com as vantagens da compra à vista e a flexibilidade do pagamento parcelado, o consórcio se destaca como a melhor forma de planejar o seu bem de alto valor. Faça uma simulação agora mesmo e invista desde já no seu sonho, não importa o tamanho dele.

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