Como economizar nos principais gastos da vida?

Como economizar nos principais gastos da vida?

Quando falamos que precisamos mudar de vida, é comum cairmos no mesmo dilema: preciso economizar!

Por mais que a teoria seja simples - afinal, é basicamente cortar alguns gastos e fazer com que sobre mais dinheiro no fim do mês - colocar este hábito em prática é mais difícil do que parece.

Nesse caso, o valor que se recebe de salário tem um peso enorme nas decisões financeiras. É muito difícil falar em economizar quando a garantia do básico já é um esforço grande, principalmente em um momento delicado por conta da perda massiva de empregos após a pandemia de Covid-19

Mesmo quando se tem mais condições de utilizar o salário para garantir diversos bens e serviços, ainda assim é difícil estabelecer uma mudança de hábitos que permita fazer uso mais inteligente do dinheiro. É preciso rever comportamentos, criar uma nova rotina, acompanhar gastos para, então, pensar na mudança.

Pode parecer difícil no começo, mas com muita organização e sempre mantendo um bom objetivo em mente, é possível economizar com os principais gastos da vida.

Confira nosso passo a passo para que você consiga fazer essa mudança.

Por que devo economizar?

Antes mesmo de pensar em colocar algumas técnicas em prática, é sempre preciso se perguntar: por que eu preciso economizar nos gastos de vida?

Embora pareça uma pergunta fácil de ser respondida, cada indivíduo tem a sua relação com o dinheiro, os seus objetivos a serem conquistados e a forma com que irá chegar até eles.

Por isso mesmo, reflita muito bem sobre todos esses objetivos. Converse com todos os integrantes da família, para definir objetivos em conjunto. E não se esqueça dos objetivos individuais: trocar de carro, investir em um curso melhor para a carreira, fazer uma viagem internacional, enfim, é preciso pensar em coisas que temos vontade de conquistar.

Quando tiver seus objetivos bem traçados, escreva em um lugar. Se tiver uma planilha de gastos, pode deixar esse objetivo registrado por lá, para que tenha uma visualização sempre que for inserir algum gasto.

Ao definir os seus objetivos pense muito bem em separá-los por:

  • Objetivos a curto prazo: ou seja, que você deseja conquistar ao longo de alguns meses ou semanas;
  • Objetivos a médio prazo: pensando no prazo de 1 a 2 anos;
  • Objetivos de longo prazo: para cerca de 3 a 5 anos;
  • Objetivos de longuíssimo prazo: para conquistas acima de 5 anos, algo mais aspiracional.

Assim que determinar os seus objetivos, pense em planos de ação para todos eles. Caso tenha um objetivo para cada quadrante, você não precisa direcionar um valor todos os meses para cada um deles, por exemplo. 

Mas pode se organizar de forma que consiga atingir um objetivo de cada vez. Mantenha sempre o foco e não acumule objetivos demais, para não se confundir.

Não demore para tomar uma atitude quanto aos objetivos de longo e longuíssimo prazo, por exemplo. Se pretende comprar uma casa, mas ainda não sabe como dar início, considere o consórcio de imóveis, que permite o investimento sem entrada nem juros - e sem a necessidade de escolher o que comprar ou onde iria se mudar.

Quando se tem objetivos para alcançar, fica mais fácil definir como economizar nos gastos correntes

Como cortar os gastos do dia a dia

Antes de saber como cortar as despesas, é preciso saber quais são esses gastos e como eles impactam no seu cotidiano. 

A melhor forma de ter essa visualização é por meio de uma planilha de gastos ou com a utilização de um aplicativo voltado para finanças pessoais

É possível ter uma visualização por categorias - por exemplo, despesas obrigatórias, gastos correntes, cartão de crédito, escola dos filhos, cabeleireiro etc - ou até mesmo com o simples método de inserir o que é gasto, para fazer a soma mensal.

O importante é saber o quanto entra e o quanto sai do seu orçamento mensal.

Se você consegue ter uma sobra de pelo menos 10% do seu salário, é sinal de que está indo bem - mas ainda pode melhorar!

Mas, se você costuma gastar mais do que realmente ganha, é preciso tomar uma atitude o quanto antes, caso queira atingir seus objetivos. É aí que entra o momento de rever os gastos e adotar novos hábitos: com uma boa economia, você pode atingir seus objetivos e, de forma mais rápida, ter mais e mais conquistas em um espaço menor de tempo.

Bom, agora que você sabe sobre o propósito de economizar e da importância de adquirir novos hábitos, que tal partir para a ação? 

Guia prático para economizar com os principais gastos

Se você tem controle da sua planilha de gastos, sabe muito bem onde direciona mais o seu dinheiro. E, de certa forma, tem uma ideia de onde deveria economizar mais, para atingir seus objetivos.

A seguir, um passo a passo para te ajudar nessa economia.

Categorize seus gastos

Utilizamos o dinheiro para diversas finalidades e, por mais que saibamos das nossas obrigações, fazer essa separação nem sempre é tarefa fácil.

Você pode começar de maneira simples, listando primeiramente os custos fixos, que são os gastos que teremos que pagar mês a mês certinho. São gastos como conta de água, luz, aluguel (a não ser que seja proprietário do seu imóvel), condomínio, alimentação e internet.

Como cada um tem suas próprias necessidades, caso pague por telefone, também pode inserir como custo fixo.

Depois de listar os custos fixos, o próximo passo é identificar as despesas extras do dia a dia. Aqui, a coisa pode complicar um pouco, porque nem sempre temos os mesmos gastos mensalmente. Porém, é importante listá-los porque, na maioria dos casos, são eles os responsáveis por fazer com que as finanças estourem. Não à toa, muitos especialistas em finanças pessoais classificam esse tipo de custo como gasto supérfluo.

Nas despesas extras, vale colocar as idas ao bar com os amigos, restaurante, compras do dia a dia, idas ao shopping etc. E, nesse meio, existem muitos outros gastos, como transporte, pacotes de assinatura e gastos relacionados à saúde.

Você pode criar uma coluna na sua planilha de gastos identificando as categorias de cada um, ou separá-los por abas. O importante é que você consiga ter essa visualização de seus gastos por categorias antes de partir para o próximo passo.

Descubra quanto direcionar para cada tipo de gasto

Para que se tenha um equilíbrio nas contas, o ideal é direcionar um percentual dos seus rendimentos mensais para cada categoria de gasto. 

O ideal é que você separe da seguinte forma:

  • Moradia: o ideal é reservar até 30% dos seus rendimentos para essa finalidade, que inclui gastos com aluguel, condomínio, IPTU, entre outros.
  • Supermercado: não se empolgue tanto quando for ao supermercado: o ideal é que esse tipo de gasto não ultrapasse 20% dos seus rendimentos.
  • TV, internet e telefone: quem trabalha em home office, provavelmente irá precisar de uma conexão à internet de boa qualidade. Só tome cuidado com a empolgação. Faça com que a junção de TV, internet e telefone não ultrapasse 10% dos seus rendimentos.
  • Saúde e beleza: academia, idas ao cabeleireiro, skin care e gastos com maquiagem não podem ultrapassar 10% dos seus rendimentos.
  • Transporte: dedique, no máximo, 10% do seu dinheiro para gastos com combustível, transporte público ou com aplicativos de transporte.
  • Lazer: até 10% dos gastos para idas ao cinema, shopping, pequenas compras do dia a dia, enfim, gastos que você tem para curtir os fins de semana (porque ninguém é de ferro!).
  • Bares e restaurantes: também, no máximo, 10% para esses gastos.

Hora de começar a cortar os gastos

E aí, como ficou a sua planilha de gastos após separá-los por categoria e verificar o percentual gasto em cada uma delas?

Vale lembrar que os percentuais mencionados são apenas um parâmetro, para que você comece a adotar novas práticas de consumo.

Comece sempre a cortar os gastos que são considerados evitáveis, como bares e restaurantes, lazer e contas de TV, internet e telefone.

Gastos com restaurantes e lazer muitas vezes são gatilhos para que você utilize o seu cartão de crédito. Se diminuir a frequência para esses gastos não tiver surtindo muito efeito, considere uma atitude mais radical: diminuir o limite do seu cartão ou até mesmo sair apenas com dinheiro em espécie, que vai garantir maior controle.

Embora seja fácil afirmar sobre a possibilidade de economizar com pacotes de telefone, TV e internet, é preciso ter muito cuidado com algum corte brusco. Se você pretende ficar mais tempo em casa, muito provavelmente irá consumir mais o uso da sua televisão e da internet. Somente se considerar que o plano contratado não atenda mais às suas necessidades considere o downgrade. Do contrário, pode causar uma frustração não somente para você, mas para toda a família, que costuma passar mais tempo em casa.

Quanto ao transporte, faça uma avaliação: se você trabalha de carro, quanto costuma gastar por mês de combustível? Leve em consideração que o uso constante do automóvel pode levar a um desgaste mais rapidamente, sem falar nas idas ao mecânico, troca de óleo, entre outros gastos.

Coloque no papel o gasto que se tem com o carro. Você pode calcular esse gasto dentro de um período anual, considerando quantas vezes você tem que trocar de óleo, realizar supervisão, além de pagamento de IPVA e seguro. Então, divida por 12 vezes, para ter uma ideia do gasto mensal.

Por outro lado, considere a adoção de um transporte público. Provavelmente você irá economizar muito mais, porém não ignore o quanto isso pode afetar o seu bem-estar.

Se você precisa de um carro para realizar uma série de atividades importantes, por exemplo, veja se ele é econômico o suficiente para suas necessidades. Você pode considerar a troca por um automóvel mais em conta, por exemplo. Com o consórcio de automóveis, é possível dar o seu carro atual como lance, com o objetivo de ser contemplado mais rapidamente, por exemplo. Você tem uma boa economia na transação e pode pensar na diminuição de gastos a médio e longo prazo com transporte.

Ainda em relação a transporte, você pode encontrar um meio-termo, como a adoção de aplicativos de transporte. Caso queira ter uma renda extra, por exemplo, pode-se considerar a opção de se tornar motorista. E, por outro lado, caso necessite da utilização pontual de aplicativos de transporte, também é possível vender o carro e guardar o dinheiro para ajudar na sua reserva de emergência ou investir em algo importante para você.

O ideal é considerar todos os cenários, entender as vantagens e desvantagens de cada um, e fazer a lista de onde economizaria mais. Não adianta pensar em vender o carro para se ter mais gastos utilizando apps como Uber e 99 no dia a dia, que podem levar o custo de transporte lá pra cima. Também não adianta insistir em um veículo que dá manutenção periódica e faz com que se gaste mais do que realmente precisa. 

Saúde e bem-estar são gastos importantes em nossas vidas. Pagar pela academia e por preservar a nossa beleza nos ajudam a manter mente e corpo sãos. Cortá-los pode ser um risco para a sua própria saúde, especialmente quando mencionamos convênio médico. Afinal, você não pode correr o risco de deixar de pagar pelo plano de saúde da família, para que não tenham assistência quando mais precisar, não é verdade?

Tome bastante cuidado com esse tipo de corte, mas não deixe de pôr na balança. Considere a academia, por exemplo: você frequenta o suficiente para justificar o seu pagamento? Se a situação estiver muito apertada, considere malhar em casa, fazer exercícios em áreas externas ou até mesmo pagar por uma academia mais barata, que não prejudique o seu orçamento.

Economize em gastos fixos

As dicas que mostramos anteriormente podem gerar uma economia considerável no seu orçamento. De pouco em pouco, você pode direcionar o dinheiro que economizar dessas categorias para os objetivos que havia determinado. 

Mas, se você sente que pode economizar ainda mais, vale a pena ter um novo olhar sobre os seus gastos obrigatórios.

Observe os seus gastos com supermercado, por exemplo. Antes de tudo, você faz uma lista de tudo o que realmente compra?

O primeiro passo antes de considerar o corte de gastos é entender como você gasta atualmente. Faça uma lista de tudo o que compra no supermercado e veja se tem como fazer alguns cortes. Primeiramente, tire da lista o que não é tão importante. Em seguida, você pode considerar a compra de marcas intermediárias para os alimentos que consome. E, claro, sempre fique atento às promoções e aos locais em que você pode economizar mais durante a compra.

Para que essa mudança dê certo, identifique o valor médio que costuma gastar com supermercado. Ao sair para as compras, tenha em mente de que precisa gastar menos, para atingir os seus objetivos. Se conseguir comprar o que era necessário, bom, anote tudo e tente repetir no mês seguinte, até que se torne um novo hábito com o passar do tempo.

Gastos com moradia também podem ter um pente fino. Pode ser que leve a uma mudança drástica, afinal, estamos falando da possibilidade de mudar de casa ou apartamento para algo que seja mais adequado ao seu estilo de vida.

Mas, se o valor com moradia ultrapassar 30% dos rendimentos mensais, realmente é preciso levantar a bandeira amarela. O valor do aluguel costuma ser o maior peso desses gastos. Não é à toa que mais de 50% dos brasileiros têm como maior sonho a aquisição da casa própria, para sair de vez do aluguel.

Se este for um dos seus desejos, você pode adotar a seguinte estratégia: procurar por um lugar mais em conta de aluguel e destinar parte do que foi economizado para prosseguir com a compra do seu próprio imóvel.

A melhor forma de fazer isso é investindo no consórcio de imóveis. Você pode definir o valor que pagará por mês e selecionar o valor mais adequado de carta de crédito. É possível comprar casa, apartamento, empreendimento ou até mesmo um terreno, caso queira construir do zero o seu novo lar. Defina um valor que consiga conciliar com o pagamento do aluguel por um tempo. Pode ficar pesado, mas pense que você está investindo em algo que, em alguns anos, pode ter um custo muito menor nas suas despesas obrigatórias.

Reorganização dos gastos mensais

Você conseguiu seguir à risca todas as dicas de economia básica no seu orçamento mensal?

Pode ser que ainda tenha algum tipo de gasto que está onerando os seus rendimentos. Por isso, sempre volte à sua planilha de gastos, converse com todos os integrantes da família e vejam como é possível economizar ainda mais nos principais gastos.

Leve em consideração a economia que já foi feita. Se você conseguir direcionar esse valor que deixou de ser gasto para seus objetivos, comemore as conquistas e sempre tenha visibilidade do impacto de toda essa mudança. Quando se compreende como a economia leva a uma mudança positiva, nos sentimentos mais estimulados a economizar ainda mais, para atingir nossos objetivos.

Porém, tome o cuidado de não ser radical demais, para não gerar novas necessidades em toda a família. Tenha paciência, porque alguns costumam ser mais afetados do que outros com as possíveis mudanças. A união de toda a família é crucial para que se consiga adotar novos hábitos e, assim, investir em novas conquistas.

Não se esqueça da sua reserva de emergência

Todos têm objetivos distintos quando se fala em juntar dinheiro. Porém, não esqueça da importância de prover segurança para toda a família.

A melhor forma de fazer isso é montando a sua reserva de emergência, que representa um valor de até 6 vezes os seus rendimentos mensais. Significa que, se você e sua família gastam, em média, R$ 5 mil por mês com todas as despesas de casa, o ideal seria ter R$ 30 mil de reserva.

A reserva de emergência deve ser guardada em um local de fácil resgate, para utilização em tempos difíceis, como situação de desemprego, doença de algum familiar ou diminuição da renda, por exemplo. 

Concilie o dinheiro da reserva com os seus objetivos. No começo, pode ser difícil atingir este valor de reserva. Mas pense na segurança da sua família para lidar com adversidades. Pode ser uma excelente carta na manga quando as coisas apertarem, para que você continue com os seus gastos enquanto procura por novas oportunidades de voltar ter o padrão de vida de volta.

Use seu dinheiro para investir

A melhor forma de conseguirmos ter uma vida financeira mais saudável é com a criação de novos hábitos. Poupar é um deles. Se você conseguir economizar nos principais gastos da vida, o próximo passo é utilizar esse dinheiro para algo realmente valioso para você e sua família.

Afinal, estamos falando de um esforço considerável que está sendo realizado. Imagine que gastar o dinheiro de forma impulsiva pode ser um desperdício de toda a sua luta. Uma boa forma de trabalhar com as suas economias é fazê-las render mais.

Isso é possível por meio de investimentos. Após definir a sua reserva de emergência, que vai lhe garantir segurança para a sua tomada de decisões sobre finanças pessoais, considere diferentes formas de aplicar o seu dinheiro.

O primeiro passo é entender o seu perfil de investidor. As corretoras de investimento geralmente aplicam um questionário para esse entendimento. Você pode ser considerado:

  • Conservador: ou seja, quer garantir rentabilidade com o dinheiro que aplica, indo atrás de opções mais seguras, como Tesouro Direto, letras de crédito (LCI e LCA) ou CDBs.
  • Moderado: é um perfil que equilibra renda fixa e renda variável; pode até ter pequenos prejuízos, mas sempre está de olho em boas oportunidades.
  • Agressivo: para quem já tem conhecimento avançado em educação financeira e sente confiança para investir em produtos mais avançados, como derivativos, fundos de investimento, entre outros.

Caso esteja receoso de começar a sua jornada de investimentos, procure um especialista, vá atrás de uma corretora especializada ou converse com o gerente do seu banco. Dessa forma, você pode fazer com que a economia do dia a dia garanta um rendimento maior para você e toda a sua família.

Para dar os primeiros passos, confira nossas opções recomendadas para quem quer começar a investir.

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