Os erros que consorciados não podem cometer

Os erros que consorciados não podem cometer

Para conseguir tirar os planos do papel, é necessário que as pessoas tenham uma organização financeira que as permitam ter as condições necessárias para alcançar essa meta. Ainda assim, na maioria dos casos, vai ser preciso buscar no mercado a possibilidade de crédito para agilizar o processo. Dentro desse cenário, o autofinanciamento aparece como uma das opções mais viáveis e econômicas.

Entretanto, antes de fechar negócio, é essencial ter alguns cuidados antes de escolher um consórcio. Como nem todos os grupos são iguais, é extremamente importante que o cotista fique atento a alguns detalhes antes de fazer a sua adesão.

Por esse motivo, reunimos neste guia tudo o que você precisa saber para escolher com segurança um consórcio que o ajudará a realizar os seus sonhos. Confira!

Como funciona um consórcio?

De forma resumida, o consórcio é uma modalidade de crédito em que pessoas com um interesse em comum criam um grupo com o intuito de guardar dinheiro para alcançar essa meta, o qual poderá ser a compra de um automóvel, de um imóvel ou a contratação de um serviço. Desse modo, cada cotista participa do autofinanciamento que o possibilita parcelar completamente o valor do bem e, o melhor de tudo, sem a incidência de juros.

Com tudo estabelecido, durante a vigência do contrato, são realizadas assembleias mensais com o objetivo de escolher os consorciados que receberão o valor do plano escolhido. Para que seja possível, os contemplados são definidos de duas formas: por sorteio, no qual cada participante tem as mesmas chances de ser sorteado; ou pelo maior lance, que funciona como uma forma de leilão.

No final das contas, as parcelas pagas por participante do grupo são revertidas na formação das cartas de créditos — as quais são um documento financeiro, que tem um valor estabelecido em contrato e possibilita ao contemplado adquirir o bem ou contratar o serviço desejado.

Principais erros mais comuns que precisam ser evitados ao contratar um consórcio?

Devido à sua importância, é necessário tomar vários cuidados durante a escolha de um consórcio. Contudo, devido aos diversos pontos que precisam ser considerados, não é difícil que o cotista cometa alguns erros que podem prejudicá-lo antes e durante a sua participação no grupo.

Por esse motivo, caso o seu desejo seja participar de um consórcio, é essencial tomar alguns cuidados para evitar futuras dores de cabeça. Sendo assim, reunimos os 7 erros mais comuns que um consorciado comete.

1. Não levar em conta os reajustes

Para muitas pessoas, o maior benefício de contratar um consórcio é a não incidência de juros, os quais estão presentes nos mais diversos tipos de financiamentos ou empréstimos disponibilizados pelos bancos. Entretanto, isso não quer dizer que o cotista pagará o mesmo valor de parcela durante a vigência de seu contrato.

Para que o poder da carta de crédito não seja anulado pela inflação — o que prejudica os últimos membros contemplados do grupo —, ocorre anualmente a sua atualização. Nesse processo, é usado algum índice de reajuste, o qual é definido durante a formação da associação. Sendo os indexadores mais usados são:

Fora isso, as taxas administrativas também podem sofrer alterações. Por esse motivo, é essencial ficar atento com essas questões durante a leitura do contrato.

2. Não participar das assembleias

Além de manter o pagamento das parcelas  em dia, o consorciado tem a obrigação de saber o que ocorre nas assembleias. Até porque, são nesses encontros que ocorrem as contemplações e são demonstradas a movimentação financeira do grupo.

Desse modo, a administradora apresenta aos cotistas um documento específico que contém todas as informações sobre o andamento do grupo. Por esse motivo, é fundamental que o consorciado verifique esses dados para constatar que não existem inconsistências.

3. Não saber aguardar

Um dos benefícios de participar de um consórcio é a possibilidade de parcelar integralmente o montante do bem a ser adquirido ou do serviço a ser contratado. Isso dá a chance para pessoas que não têm disciplina financeira, realizarem os seus sonhos.

Entretanto, ao aderir a um grupo de consórcio, o cotista precisa estar ciente de que a sua contemplação poderá demorar algum tempo, uma vez que é necessário contar com a sorte para ser sorteado. Por esse motivo, caso exista uma urgência para receber a carta de crédito, o autofinanciamento não é a modalidade de crédito mais indicada.

Para poder adiantar a sua contemplação, o consorciado pode oferecer lances. Contudo, principalmente se o grupo estiver no começo, a concorrência pode ser grande a ponto de deixar elevado o valor dos lances. Ainda mais por ser possível utilizar o FGTS para compra de imóveis nesse tipo de operação.

4. Não cumprir suas obrigações financeiras

Conceitualmente, o consórcio é um grupo de pessoas que se unem com o objetivo de fazer uma poupança comum. Por esse motivo, caso algum membro não honre com os seus compromissos financeiros, todos serão prejudicados, uma vez que a administradora será obrigada a aumentar a taxa de reserva para minimizar o problema da inadimplência.

Além do mais, ao ficar inadimplente, o cotista será punido tendo que pagar por juros sobre as parcelas atrasadas e poderá ser multado. Sendo que, nos casos mais graves, o atraso em sequência pode implicar na expulsão do consorciado do grupo. Quando isso acontece, a pessoa só poderá recuperar o dinheiro pago (com multa e taxas contratuais) apenas após o encerramento do consórcio.

Desse modo, caso fique constatado que não conseguirá manter em dia o pagamento das mensalidades, uma boa saída é tentar uma renegociação.

5. Acreditar em promessas

Para conseguir realizar uma venda, geralmente alguns consultores e empresas pouco idôneas fazem promessas que não poderão ser cumpridas. Sendo assim, é necessário desconfiar de coisas muito fáceis, pois elas agem de má fé com o intuito de iludir o seu futuro cliente.

Por esse motivo, é necessário fugir dos consórcios que oferecem garantias de contemplação rápida, uma vez que é impossível prever quem serão os cotistas premiados pelo sorteio ou pelo lance. Desconfie, também, das ofertas que prometem o recebimento da carta de crédito em uma data determinada.

Da mesma forma, não se deve acreditar nas promessas de lance garantido ou de baixo valor. Até porque, será o consorciado que oferecer o maior montante que será contemplado.

6. Sair do consórcio não é tão simples quanto entrar

O cotista precisa ter muita certeza de sua escolha na hora de fechar o contrato de consórcio, pois não é tão simples sair do grupo e receber de volta o dinheiro pago. Dessa forma, é essencial conciliar as expectativas de aquisição do bem com o tempo de vigência do contrato.

Caso um cotista desista de seu contrato, existem três maneiras para que ele receba os recursos investidos:

  • ser sorteado como "cancelado", o que pode não ocorrer por se tratar de sorte;
  • por meio da venda de sua cota para um terceiro. Nesse caso, o consorciado precisa manter em dia suas obrigações financeiras e se responsabilizar pela procura de um comprador;
  • comunicar a administradora sobre a sua desistência e esperar até o término do grupo para reaver os valores pagos.

7. Não ter organização financeira

Para poder conseguir tirar todos os desejos de compra do papel, o primeiro passo é desenvolver um planejamento financeiro. Dessa forma, é possível criar um plano de ação que o possibilita ajustar o seu orçamento mensal para economizar dinheiro e alcançar essa meta.

Entretanto, ao aderir a um consórcio, o cotista deve estar ciente que ele vai precisar honrar suas obrigações financeiras com o grupo até o término do contrato, o que pode demorar alguns anos. Diante desse compromisso, o consorciado deverá ajustar os seus gastos mensais durante esse período para não se tornar um inadimplente.

Outra falha muito comum é a inexistência de fundo de emergência. O qual, como o nome já sugere, é um recurso que tem como objetivo ser utilizado em situações inesperadas e de dificuldades.

O que faz uma administradora de consórcio?

De forma resumida, uma administradora de consórcio é uma empresa que tem como função criar e organizar grupos de autofinanciamento. O foco principal é administrar a poupança formada por essas agremiações, assegurando o cumprimento das normas e que cada membro cumpra suas obrigações financeiras.

Ou seja, de acordo com a legislação vigente, o Sistema de Consórcio é uma modalidade de crédito fiscalizada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil (BCB). Por esse motivo, apenas as organizações que são autorizadas por essa instituição têm o direito de organizar e gerenciar grupos de consórcio no País.

Dessa forma, a administradora de consórcio é uma empresa que, para atuar de forma legal, tem de cumprir algumas exigências e ter autorização do BCB. Em outras palavras, essa companhia precisa efetuar auditorias independentes, publicar semestralmente as demonstrações financeiras e enviar ao Banco Central os balanços de cada grupo.

A administradora tem que ter meios para que tudo ocorra de forma legal e que os consorciados tenham a melhor experiência durante a vigência do contrato. Para isso, antes de começar o grupo, a empresa deve estabelecer regras, como o número de cotistas, o prazo, o valor do crédito e a quantidade de contemplações.

Diante de tanta responsabilidade, é primordial que se escolha uma administradora de consórcio séria, que tenha credibilidade e confiança no mercado. Se não for assim, existirá um sério risco de ter que enfrentar problemas no futuro e ser vítima de falsas promessas.

Como escolher uma administradora?

Como você já pode notar, antes de definir um plano que atenda a todas suas necessidades, o consorciado deve analisar diversas variáveis para não errar em sua escolha. Contudo, essas pessoas estão relacionadas à empresa que administrará o grupo. Por esse motivo, para ter a melhor experiência possível, é fundamental escolher uma boa administradora de consórcio.

Como um grupo de autofinanciamento pode durar alguns anos, é necessário que a relação entre a empresa e o cotista seja a melhor possível. Desse modo, priorize uma companhia que tenha um bom atendimento e que explique de forma clara todos os detalhes do plano a ser contratado.

Outro ponto a ser considerado é a credibilidade da operadora. Analise o tempo de mercado da empresa e a satisfação de seus clientes. Para ser possível, procure junto aos órgãos de defesa do consumidor a existência de reclamações e a forma que ela lidou com esses protestos.

De um jeito ou de outro, saber como escolher um consórcio é algo muito importante para quem deseja utilizar essa modalidade de crédito. Até porque, para não cometer erros, é fundamental analisar vários detalhes, desde a credibilidade da administradora, até se o seu planejamento financeiro, possibilitando a realização desse investimento.

Estude com atenção para garantir a escolha de uma boa administradora e a tranquilidade durante todo o tempo de vigência do seu consórcio. Conheça, na sequência, os mais importantes!

Escolha uma administradora experiente

É importante ter em mente a seguinte questão: como você escolheria um médico ou um professor particular para a sua família? Além de estudar as condições de pagamento, seria interessante saber a experiência do profissional e entender se ele já se habituou a trabalhar com determinada atividade, não é verdade?

No mundo das administradoras, é necessário estabelecer um critério semelhante antes de tomar uma decisão. Isso porque algumas empresas, por mais idôneas que sejam, não têm uma trajetória tão longa.

Do mesmo jeito que acontece em qualquer área, a expertise é um elemento indispensável para lidar com eventuais complicações. Existem organizações, como a Embracon, que se mantém entre as líderes do setor por décadas — esse é um indício extremamente positivo sobre a atuação da empresa e mostra que ela é uma boa parceira para ajudar a investir seu dinheiro.

Analise a reputação dos vendedores

Nem sempre os responsáveis pelas vendas de uma administradora são profissionais exemplares. A maioria não são representantes oficiais e se aproveitam de nomes já estabelecidos no mercado para realizar ações fraudulentas.

Sendo assim, quando for conversar com um vendedor, certifique- se de que ele conta com uma autorização expressa para representar em contatos comerciais. Vendedores que não se empenham em deixar esses detalhes claros são motivos de desconfiança.

Em contrapartida, também existem os bons profissionais que demonstram a preocupação que a organização tem para conduzir tratativas transparentes.

Encontre as menores taxas para você

A taxa de administração, uma das mais relevantes da modalidade, faz parte da parcela do consórcio. Trata-se de um percentual prefixado em contrato que se justifica pelos serviços referentes à administração do grupo, como o próprio nome diz.

Esse valor é cobrado em virtude da complexidade do trabalho realizado pelas administradoras, pois cabe a elas a tarefa de gerenciar todos os pagamentos, inclusive os atrasados.

Sendo assim, encontre uma companhia que consiga oferecer uma boa relação entre custo e benefício. Com isso, você arca com os valores que julgar como mais vantajosos e tem a segurança de estar operando com uma empresa confiável e eficiente.

Observe a sua credibilidade no mercado

Não é à toa que algumas empresas estão há tanto tempo no mercado. A legislação é rigorosa com os consórcios, e o Banco Central acompanha de perto o seu desempenho.

Uma administradora que tem problemas pode conseguir algum espaço, mas dificilmente vai se manter firme ao longo dos anos. Ainda assim, dê preferência à aquelas que têm mais renome no mercado.

Uma boa fonte de consulta é o ranking de reclamação do próprio Banco Central, que aponta as empresas com maior índice de queixas registradas por seus consumidores.

Pesquise muito

Mais do que escolher uma prestadora de serviços exemplar, é imprescindível que você entenda o funcionamento da modalidade como um todo — do início ao fim. Essa medida também é útil porque ajuda a entender quando fazer um consórcio.

No site da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC) é possível encontrar uma relação completa com as empresas associadas e obter outras informações sobre elas.

Transparência é necessário

Uma empresa transparente explica sempre de forma clara aos seus clientes todos os detalhes das suas operações. Com a administradora de consórcios, essa qualidade pode ser observada na explicação dos termos dos contratos. Portanto, busque aquela que mostrar detalhadamente questões como:

  • valor da taxa de administração e outros custos, mostrando como são incluídos no saldo devedor;
  • forma de reajuste do consórcio, explicando o índice utilizado;
  • processo de contemplação, seja ele por sorteio ou lance.

Quando encontrar a administradora ideal para o consórcio, pergunte como é feita a divulgação dos contemplados do grupo, como é o sistema de informação e comunicação, acesso à área do cliente. Enfim, certifique-se de que você compreenderá o funcionamento do consórcio e, quando precisar, terá alguém que tire as suas dúvidas e, até mesmo, auxilie a calcular lances, se for o seu desejo.

Na hora da contratação, leia o contrato de adesão e veja se todas as cláusulas estão claras. Uma administradora transparente deixa tudo devidamente registrado e fica à disposição para tirar todas as suas dúvidas.

Saiba como funciona o reajuste

Apesar de já termos dito isso no tópico anterior, o reajuste é um ponto que demanda, de fato, certo cuidado, porque pode ocasionar algumas surpresas em pessoas que não se informam com antecedência.

Antes de tudo, é preciso entender que ele é algo benéfico. Os reajustes são maneiras de manter o poder de compra da carta de crédito. Do contrário, se ela ficasse desvalorizada por conta da inflação, a modalidade não seria tão indicada para realizar aquisições em médio e longo prazo.

Como a prática é recorrente, o importante é que você verifique o índice aplicado antes de assinar o contrato. Assim, há como se planejar para lidar com eventuais acréscimos no valor das parcelas — nada pior do que ter um gasto inesperado nas contas a pagar, concorda?

Cabe ressaltar que ele se aplica tanto para quem é contemplado quanto para quem ainda não foi, isto é, ele vale para todos os participantes, porque garante o acesso ao bem referencial.

Os parâmetros variam conforme o bem a ser adquirido, mas o três índices mais utilizados são:

  • IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo);
  • Tabela Fipe — geralmente usada para quem compra um veículo;
  • INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) — válido para a aquisição de imóveis.

Fique longe de promessas verbais e propagandas exageradas

Como mencionamos, não há nenhuma forma legal de assegurar ao consorciado que a contemplação ocorrerá em um momento específico. Contudo, como a ideia soa atrativa, algumas administradoras acabam se valendo dessa propaganda para largar na frente da concorrência.

Essa prática não é nada benéfica e acaba prejudicando a credibilidade do setor. Caso alguma proposta desse tipo chegue até você, recuse-a prontamente — trata-se de um indício que reflete a falta de transparência da administradora em questão.

Além disso, todas as obrigações e deveres que você assume com esse investimento devem constar no contrato. Alguns vendedores podem fazer promessas verbais para agilizar a assinatura, mas elas de nada adiantam se não estiverem registradas no documento oficial.

Agora, você já sabe qual é o papel da administradora de consórcio e entende por que ela é tão importante. Seguindo essas dicas, você pode fazer uma escolha bem acertada.

Considere a qualidade do atendimento

Se você não tem todas as suas dúvidas sanadas e não sentiu que o atendimento foi completo antes da contratação, imagine como pode ser depois que tiver ingressado no consórcio? Portanto, analise a disponibilidade da empresa.

Faça perguntas por blogs institucionais ou redes sociais e ligue para a Central de Atendimento para tirar dúvidas. Essa é uma forma de saber o quanto ela está disponível para os seus clientes — você pode precisar manter contato durante toda a vigência do seu consórcio.

Nada pior do que precisar de uma ajuda e não ter a sua solicitação atendida de forma rápida e eficaz, não é mesmo?

Assim como acontece na relação com outras prestadoras, certifique-se de que você terá direito a um suporte solícito e focado em resolver as demandas apresentadas. Uma boa maneira de se informar a respeito é conversando com pessoas que já usaram o serviço ou procurando opiniões pela web.

Caso você tenha se interessado em autofinanciar a realização de seu sonho, entre em contato conosco. Com certeza teremos um plano que atenderá todas as suas necessidades.

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