Parcelas do consórcio: como são calculadas?

Parcelas do consórcio: como são calculadas?

O consórcio é uma forma de investir em bens de alto valor sem ter que se comprometer com valor de entrada ou com o pagamento de juros. Isso porque, diferente do financiamento, por exemplo, que exige uma grande burocracia para liberação do crédito - e, ainda assim, cobra um alto valor de juros em seu processo de contratação - o consórcio é uma modalidade mais flexível, voltada para o seu planejamento financeiro.

Com o consórcio, você não sai com o bem na hora. Na verdade, trata-se de uma espécie de autofinanciamento, em que o próprio interessado investe no valor que é necessário para a compra do bem que deseja.

Neste caso, não seria melhor fazer uma poupança para a compra à vista? Na verdade, o consórcio tem mais vantagens a oferecer do que isso.  

Primeiramente, ao começar o pagamento de um consórcio, você começa a participar dos sorteios do seu grupo, que é composto por outras pessoas com interesses parecidos com o seu. É possível ser sorteado no começo ou nos últimos meses do seu consórcio - nenhuma administradora pode garantir quando isso acontece, de acordo com o regulamento estipulado pelo Banco Central do Brasil (Bacen).

Além da possibilidade de ser sorteado com a carta de crédito, que também tem poder de compra à vista, você pode fazer a oferta de um lance. O lance é um valor a mais que você oferece - superior a 10% do total da sua carta de crédito. O maior valor de uma assembleia define o contemplado, e as últimas mensalidades são quitadas nesse processo - fazendo com que a cota de consórcio termine de ser paga com antecedência.

Para isso, basta fazer o processo de simulação e pagar pelo consórcio, para que consiga planejar a compra do seu próximo bem sem ter que comprometer seus rendimentos mensais.

Mas, você sabe como funciona a composição de uma parcela de consórcio? Para que você tenha mais informações e considere a compra do seu próximo bem com o consórcio, iremos explicar a seguir como funciona.

Como fazer para pagar uma parcela de consórcio

Para dar início ao consórcio, o primeiro passo é fazer uma simulação, momento em que você define o valor da carta de crédito e a quantidade de mensalidades que deseja pagar por sua cota.

É possível simular quantas vezes for necessário. A vantagem desse mecanismo é que você descobre de antemão o valor necessário para realizar o seu sonho. Aproveite para testar diversas possibilidades e escolher o valor que gere menor impacto em seu orçamento mensal.  

Quanto menos você comprometer seus rendimentos com o consórcio, maiores são as chances de se ter uma boa experiência pagando a sua cota.

No processo de simulação, a administradora já revela o valor que você deve pagar de parcela. Além da divisão da carta de crédito, que corresponde ao valor do bem que deseja comprar, e a quantidade de mensalidades, o simulador já retorna com o valor fixo das mensalidades, considerando:

  • Taxa de administração: que serve para remunerar a empresa de consórcio por todos os serviços realizados, como formação dos grupos, entrega das cartas de crédito, análise dos consorciados, entre outros. Um índice bem inferior aos juros do financiamento, por exemplo, que podem levar o total a prazo de um bem a custar quase o dobro do valor original.
  • Fundo de reserva: geralmente um percentual de até 3% da carta de crédito (depende de cada administradora) para garantir que o fundo comum, que é responsável pela entrega das cartas de crédito, mantenha-se saudável. Para isso, é preciso que os consorciados do grupo paguem na data correta as mensalidades. Quando uma ou mais pessoas deixam de pagar, coloca em risco os demais integrantes do grupo. Caso o fundo de reserva não seja utilizado em sua totalidade, o valor remanescente é repartido entre os integrantes do grupo antes do encerramento.  

Depois que você realiza o processo de simulação, um especialista de consórcio entra em contato para tirar todas as dúvidas e fechar o contrato de adesão. Então, você passa a integrar um grupo e pode participar das assembleias, com as chances de ser sorteado com a carta de crédito ou fazer a oferta de um lance para antecipar a sua aquisição.

Compromisso do consorciado com as parcelas

Para participar das assembleias, é preciso que o consorciado pague na data correta o valor da sua mensalidade. Nenhuma administradora permite que um inadimplente tenha chances de ser contemplado, afinal, não é justo com os demais integrantes do grupo que realizam seu pagamento na data correta.

Essa cautela com o pagamento já é adotada desde o início: para fechar um contrato de consórcio é preciso que a mensalidade não ultrapasse 30% dos rendimentos mensais do interessado. Caso isso aconteça, a administradora orienta uma mudança no valor da carta de crédito ou na divisão de parcelas, a fim de que o interessado tenha uma experiência positiva pagando a sua cota.

Portanto, analise bem os seus rendimentos antes de fechar com a administradora. Faça um controle do seu orçamento, converse com a sua família e avalie as melhores opções, para que o pagamento das parcelas não pese demais no seu planejamento.

Reajuste das parcelas: como funcionam?

A cada ano, as mensalidades passam por um reajuste para permitir que o valor da carta de crédito mantenha-se competitivo.  

Dependendo do bem em que estiver investindo, é preciso acompanhar a inflação anual para verificar a oscilação no valor das parcelas.

Cada categoria de consórcio segue uma tabela em específico: o consórcio de imóveis, por exemplo, acompanha as elevações do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), enquanto o consórcio de automóveis segue o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Esse reajuste é importante, porque garante que o valor que você selecionou como carta de crédito permita a compra do bem que você tanto deseja quando você for contemplado.

Para mais informações sobre como funcionam os reajustes, confira o nosso post explicando todos os detalhes no blog da Embracon.

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