Primeiro carro: como acertar na escolha

Primeiro carro: como acertar na escolha

Primeiro carro: como acertar na escolha

Correr para alcançar o ônibus ou disputar por um lugar no metrô são tarefas presentes no cotidiano dos brasileiros. Embora usar transporte público seja mais barato do que manter um automóvel, é muito mais confortável ir e voltar do trabalho com ar-condicionado — ou aquecedor — e com aquela música que a gente adora no último volume, não é mesmo?Por esse motivo, você decidiu que abandonaria os ônibus, trens e metrôs e, finalmente, realizaria o grande sonho de comprar o seu primeiro carro, mas você sabe como escolher o veículo perfeito diante de tantas opções?

Pensando em esclarecer essa questão, elaboramos uma checklist incrível com todos os pontos que o piloto de primeira viagem deve se atentar antes de adquirir o seu tão sonhado automóvel. Confira! ​

Checklist para comprar o primeiro carro

Faça um orçamento e escolha a modalidade de compra

O primeiro passo para comprar um carro é criar um orçamento com o valor máximo que você pensa em pagar pelo veículo e comparar com a sua reserva financeira. Nesse momento também é importante se perguntar: quanto posso pagar de entrada? Posso arcar com uma parcela mensal de que valor?

Ao responder essas perguntas, o comprador perceberá se pode adquirir o veículo à vista ou a prazo por meio do financiamento. Caso o financiamento seja o único caminho possível, fique atento: quanto mais parcelas financiadas, mais alto será o preço final do automóvel.

É importante destacar que existe uma excelente alternativa ao financiamento para quem não tem pressa para adquirir o carro, quer economizar e fugir dos juros exorbitantes ao mesmo tempo: contratar um consórcio de veículos.

Nessa modalidade de compra, o cotista paga apenas a parcela mensal referente ao bem e uma pequena taxa de administração para a empresa que regula o consórcio.

Fique atento quanto ao modelo do carro

Com tantos modelos disponíveis no mercado, pode ser uma tortura escolher o automóvel ideal para o nosso perfil e a nossa rotina. A dica, portanto, é deixar o design de lado e escolher um carro pela sua funcionalidade.

Desse modo, é necessário analisar as categorias e definir a favorita: sedan, picape, monovolume, SUV, compacto ou hatch. Após fazer a escolha, basta verificar quais modelos pertencem à categoria escolhida e avaliar o preço, a potência do motor e o consumo médio de combustível de cada opção.

Feito isso, separe 3 modelos de carros para compra. Assim, você pode começar a comparar preços, negociar propostas e decidir se vai investir em um veículo novo ou seminovo.

Além desses fatores, também é preciso considerar o tamanho do veículo escolhido. Compradores que tiraram a carteira recentemente costumam ter medo de dirigir ou dificuldade para estacionar em pequenas vagas.

Se esse for o seu caso, pode ser mais interessante deixar o “carrão dos sonhos” para depois e optar por um modelo mais compacto e econômico — entenda que o motorista principiante ainda não tem a prática ao volante necessária para lidar com os desafios que carros sofisticados demais exigem.

Analise o valor médio de manutenção do veículo

Ter um carro envolve outros custos além do preço de compra, como o de manutenção. Embora os gastos com isso estejam relacionados ao tipo de uso que se faz do automóvel, há modelos que não condizem com a situação financeira do comprador, ou seja, que têm manutenção com custo alto.

Os carros com manutenção mais cara geralmente:

  • são grandes e potentes;
  • estão fora de linha;
  • não apresentam itens básicos;
  • são de marcas que entraram recentemente no Brasil ou importados e com pouquíssima cobertura nacional.

Portanto, fique atento a esses fatores e não deixe de pesquisar e perguntar aos proprietários de automóveis a experiência que eles tiveram com o modelo ou a marca que você está pensando em adquirir. Isso é essencial para que a sua compra seja bem-sucedida.

Verifique quanto custa para manter o carro

Como se não bastassem os gastos com a manutenção, também é preciso colocar na ponta do lápis os custos pós-compra — que variam de um veículo para o outro — e fazer um planejamento financeiro.

IPVA

O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores é uma taxa anual cobrada pelo município e pelo estado dos proprietários de automóveis. A verba arrecadada é destinada a despesas com educação, saúde e demais serviços públicos.

O valor da taxa deve ser calculado de acordo com a tabela disponibilizada anualmente pelo Detran e vai depender do modelo, da marca e do ano do carro. É importante destacar que o não pagamento desse imposto implica na perda do direito ao licenciamento e ainda acarreta em multa. Portanto, fique ligado!

Licenciamento do veículo

O licenciamento é um procedimento anual que permite a livre circulação do carro e conta com uma taxa que varia de acordo com o estado — mas gira em torno de R$ 100.

Estacionamento

O estacionamento também é algo preocupante para quem não pode contar com uma vaga no prédio da empresa, por exemplo. O valor médio de uma diária nos centros urbanos é de aproximadamente R$ 20, totalizando R$ 440 mensais.

Combustível

Os gastos com combustível também pesam no bolso de qualquer pessoa, sobretudo quem usa o carro para viajar e trabalhar todos os dias. Além disso, não é novidade para ninguém que o preço da gasolina está bastante elevado no Brasil e, como sempre acontece, o álcool e o diesel acabam não sendo propriamente baratos também.

O lado bom dessa história é que os motores estão cada vez mais eficientes e incorporam novas tecnologias com o passar do tempo. Por isso, é fundamental contar com o suporte de um automóvel econômico, especialmente em se tratando de um primeiro carro, até mesmo para não acabar deixando-o na garagem.

Seguro do carro

Quem está adquirindo o primeiro automóvel não pode deixar de fazer um seguro. Condutores novatos são mais propensos a terem descuidos no volante, e a falta de seguro pode aumentar o prejuízo em caso de acidentes.

O problema é que o valor do seguro não é fixo: depende do perfil do motorista e do modelo de carro. Sendo assim, é importante procurar saber quanto custam os seguros dos modelos que você mais gostou, pois isso pode ser decisivo para uma boa compra!

Como você deve ter notado, é imprescindível pesquisar a fundo sobre o carro que você deseja, a modalidade de compra ideal, o valor do seguro e os custos que vêm com a finalização da compra. O veículo deve ser um aliado no nosso cotidiano, e não trazer ainda mais despesas e dor de cabeça.

Erros na escolha do primeiro carro

Mesmo pesquisando bastante e seguindo as dicas que citamos acima, existem alguns tipos de erros comuns nesse momento, mas que devem ser evitados na escolha do primeiro carro, até mesmo para que você não se arrependa ou não tenha dores de cabeça com o seu veículo no futuro. Confira abaixo quais são elas.

Não realizar um test-drive

O test-drive é um momento muito importante, no qual você realmente pode observar não apenas se aquele carro é bonito por fora, mas também se o design interior atende aos seus desejos e necessidades. Mesmo sendo tão fundamental, muitas pessoas acabam deixando de lado essa oportunidade de fazer uma análise mais completa.

Isso ocorre, na maioria das vezes, por conta da falta de tempo ou até mesmo por timidez em dirigir com o vendedor ao lado. No entanto, não cometa esse erro e utilize o direito que você tem ao seu favor. Dê pelo menos uma volta rápida, verifique os barulhos, a posição do banco, a sensação nas curvas e assim por diante.

Cair nas armadilhas do mercado

Não se engane pela simpatia do vendedor ou pelo clima agradável da revendedora de automóveis: o mercado atual é cheio de armadilhas para atrair os clientes e abocanhar o seu dinheiro. Por isso, é preciso ter muita atenção nesse momento e agir com displicência é um dos maiores erros que você pode cometer ao comprar o primeiro carro.

Fique bastante atento quanto aos detalhes que podem pesar no futuro, como o seguro e o consumo de combustível. Observe também se aquela marca tem um bom preço de revenda e se ela mesma valoriza seus modelos na hora em que você precisar trocar de veículo. Dessa maneira, você não perde poder de compra.

Fugir do próprio orçamento

Fugir do próprio orçamento é, logicamente, um dos erros que você não pode cometer ao comprar o seu primeiro carro. Lembre-se que, mesmo que você tenha um salário razoável, essa é uma aquisição de valor elevado e você não deve gerar despesas elevadas, principalmente no caso de um financiamento.

Preste muita atenção quanto ao modelo que o seu bolso te permite adquirir e não apenas no que você sonhava em estacionar na sua garagem. Lembre-se que o ideal é, quando possível, pagar tudo à vista ou, pelo menos, negociar bastante com o vendedor para conseguir bons descontos e prestações menores.

Escolhendo o primeiro carro ideal

Depois de ler todo esse conteúdo, você deve estar apto a escolher, com muito mais conhecimento de causa, o seu primeiro carro. No entanto, com tantos modelos disponíveis no mercado, pode ser complicado tomar uma decisão e isso é normal. Uma boa ideia é não focar apenas em beleza e design, mas também em custo-benefício.

Obviamente, você precisa ser um veículo que agrade ao seu gosto pessoal, mas sem arruinar o seu orçamento. Comece elegendo a sua categoria preferida: compacto, hatch, sedan, Picape ou SUV. Feita essa escolha, uma boa ideia é separar as três opções favoritas e então fazer uma comparação mais profunda, até sobrar apenas um!

Por fim, não se desespere se a escolha parecer impossível. Lembre-se que, assim como cada panela tem sua tampa, cada proprietário tem um carro ideal.

Gostou das nossas dicas sobre como acertar na compra do primeiro carro? Seguindo esses passos você garantirá o melhor negócio. Agora, não deixe de conferir também quais são os carros brasileiros que custam menos de 40 mil reais.[caption id="attachment_10774" align="alignnone" width="300"]

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