O que você paga na parcela do consórcio?

O que você paga na parcela do consórcio?

Quando se trata das parcelas do consórcio, algumas pessoas ficam em dúvida de como fazer o cálculo. Mas não se preocupe, neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o como as parcelas do consórcio são contabilizadas. Antes de tudo, vamos entender o que é o consórcio.

O consórcio

O consórcio é uma forma de autofinanciamento, onde pessoas físicas ou jurídicas se juntam para formar uma conta comum (fundo comum) para adquirir bens móveis, imóveis ou serviços para cada uma delas. Esses grupos são gerenciados por administradoras de consórcio, e essas instituições devem ser aprovadas pelo Banco Central para funcionar.

Segundo a Associação Brasileira dos Gestores de Consórcio (ABAC), o consórcio como o conhecemos, o qual utiliza de sorteio e lances, é uma invenção do Brasil. Foi fundado na década de 1960 por funcionários da Branco do Brasil, que formaram um grupo para juntar recursos suficientes para comprar carros para todos os membros. A iniciativa nasceu da falta de crédito ao consumidor do país na época.

Como funciona o consórcio?

Em um consórcio, os membros do grupo fazem parcelas regulares para formar um fundo comum que permite a compra de bens ou serviços. A duração e o montante das cotas são pré-determinados na assinatura do contrato de adesão. O valor do projeto é dividido pela duração do consórcio, e cada membro paga o valor estipulado por ele ao fechar contrato (parcelas do consórcio).

Custos do Consórcio

Nas parcelas do consórcio para a compra de bens ou serviços existem taxas de administração. Se houver cláusulas no contrato, os fundos de reserva e o seguro também podem ser cobrados, dentre eles estão:

  1. Fundo comum: o Fundo Comum é o resultado do valor pago à administradora por todos os consorciados do grupo. É a “poupança” destinada à aquisição dos bens, distribuída mensalmente aos clientes contemplados. A definição do valor da contribuição mensal do fundo deriva da percentagem do valor do crédito do contrato, tendo em conta que ao final do período do contrato o cliente deve pagar 100% do fundo de investimento.
  1. Taxa de Administração: A taxa de administração é a remuneração devida à administradora, que varia conforme cada administradora. É calculado com base no valor total dos bens ou serviços, e depois dividido pela duração do consórcio - ou seja, será diluído na parcela do consórcio.
  1. Fundo de Reserva: é um valor que garante o funcionamento do grupo de consorciados em determinadas situações já previstas em contrato, como insuficiência de receita nas assembleias de contemplação ou permitir o sorteio de, no mínimo, um crédito por assembleia. Este valor é diluído nas parcelas do consórcio e se mantém em níveis adequados ao longo dos meses. É uma garantia para viabilizar todas as contemplações, levando em consideração imprevistos e flutuações de valores dos bens. Caso o valor não seja utilizado, é dividido entre todos os participantes após o encerramento contábil do grupo.
  1. Seguro: geralmente as administradoras preveem em contrato quando as mensalidades incluem seguro. Em outros casos, porém, a administradora oferece como um serviço à parte, cuja contratação fica a critério do consorciado. Se você está receoso em investir em uma carta de crédito por conta de alguma adversidade no futuro, vale a pena conferir as opções de seguro. Um dos mais contratados é o seguro prestamista, que realiza o pagamento total ou parcial das mensalidades restantes.

Reajustes

O cálculo é realizado com a porcentagem do índice acumulado nos últimos 12 meses x valor do crédito contratado.  Para consórcios de automóvel, motocicleta e serviços, o índice utilizado é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Contratos de Imóvel são reajustados pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

Caso não seja feito o reajuste do consórcio, o grupo fica sem saldo financeiro para pagar todos os participantes, o que aumenta o risco de os últimos a serem contemplados ficarem sem o crédito.

Isso acontece porque a inflação do IPCA e do INCC influencia no valor dos bens adquiridos.

Em um consórcio, todos os integrantes devem participar de maneira igual e respeitar os reajustes. A medida é necessária para que o bem seja entregue a todos, considerando as mudanças no valor das parcelas durante o contrato.

Agora que você sabe como calcular as parcelas, faça uma simulação no site da Embracon, administradora de consórcio, e saiba exatamente o quanto investir.

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