Como construir patrimônio do zero usando consórcio?

11 de jun. de 202619 minutos de leitura
Como construir patrimônio do zero usando consórcio?

Para quem não possui recursos financeiros, construir patrimônio do zero não é uma das tarefas mais fáceis, mas você sabia que por meio do consórcio fica mais fácil alcançar esse objetivo? Pois é! 

O consórcio surgiu para simplificar a vida de quem cansou de sofrer com juros, taxas abusivas e parcelas mensais altas. Por muito tempo, esse sistema foi visto somente como uma possibilidade de autofinanciamento: você entra, participa, paga suas parcelas e tem a chance de comprar um bem durável sem entrada e sem juros.

Hoje, a definição de consórcio mudou. Para muitos investidores, ele pode ser visto e utilizado como uma ferramenta de investimento, na qual você guarda o seu dinheiro e, quando contemplado, investe em bens que possam gerar renda passiva. Parece até um sonho distante, não é mesmo? Mas não é.

Neste artigo, você vai descobrir tudo o que precisa para construir patrimônio com o consórcio sem entrada, sem juros e sem parcelas altíssimas. Vem com a gente!

O que significa construir patrimônio do zero?

De forma geral, construir patrimônio do zero significa começar sem ativos ou com poucos recursos e, com o passar do tempo, acumular bens e fontes para garantir sua segurança no futuro. 

Esse processo pode ser explicado da seguinte maneira: você utiliza sua renda mensal para investir em imóveis, empresas e até em investimentos como Tesouro Direto, ações e renda fixa, considerando não só o planejamento financeiro, mas também a disciplina e a constância. O foco de tudo é a segurança patrimonial e a independência. 

Não se trata de pensar em construir patrimônio como um “ajuntamento de dinheiro”. Em vez disso, é necessário estruturar um passo de cada vez, utilizando os recursos que já tem para trazer novos retornos. Todo o processo inclui: 

  • Educação financeira, para entender como o dinheiro funciona, ler sobre investimentos e aprender a gerenciar o próprio orçamento; 

  • Controle de gastos, para viver abaixo do que você ganha e evitar gastos desnecessários; 

  • Reserva de emergência, para possíveis imprevistos; 

  • Investimentos recorrentes, isto é, destinar uma parte do que você ganha para ativos que possam gerar juros e/ou dividendos; 

  • A longo prazo, para entender que construir um patrimônio leva anos de paciência. 

Muitos investidores incluem em suas estratégias os seguintes aportes: 

  1. Compra e revenda de casas;

  2. Geração de renda com locação (por temporada ou fixo);

  3. Compra e venda de veículos;

  4. Participação em negócios; 

  5. Aplicações de longo prazo;

  6. Reservas financeiras.

O que é consórcio e como ele funciona?

Embora o consórcio exista há muitos anos, ele ainda é visto como um ponto de interrogação por muitos. As pessoas até entendem o mercado, mas não completamente, o que faz com que elas invistam em outras linhas de crédito sem considerar os benefícios que o sistema de consórcio pode oferecer. 

Por muito tempo, essa modalidade de compra foi vista como uma alternativa ao financiamento que possibilita comprar bens caros de forma planejada e acessível. Mas agora, de acordo com muitos especialistas, incluindo os da ABAC, o consórcio pode ser visto como uma possibilidade de construir, preservar e até aumentar um patrimônio. 

Na prática, ele funciona assim: os participantes se juntam em um grupo com objetivos em comum (comprar uma casa, um apartamento ou um veículo) e, mensalmente, alimentam o que chamamos de fundo coletivo. Mais tarde, esse fundo se transforma em cartas de crédito que permitem a compra do bem desejado de forma à vista, sem entrada e sem juros. 

O pulo do gato, que diferencia o consórcio do financiamento é que em vez de pagar parcelas abusivas ou juros que encarecem o produto final, os cotistas arcam apenas com uma taxa de administração, que custeia os serviços oferecidos pela administradora que gere o grupo; um fundo de reserva, para proteger os integrantes contra inadimplência; e um seguro, que em muitos casos é opcional. 

Apesar das taxas, o custo final pago pelos participantes no fim das contas é consideravelmente mais baixo do que eles pagariam se fizessem o mesmo investimento com o financiamento. 

Os participantes podem ser contemplados mensalmente por sorteio ou lance. No caso dos lances, eles precisam ofertar valores a mais que servem de adiantamento de parcelas, mas, com os sorteios, todos os consorciados concorrem em condições iguais. 

Claro, para construir um patrimônio com o consórcio (que é sobre isso que vamos abordar ao longo do artigo), os integrantes precisam ter paciência. E, então, entra a questão: construir patrimônio não envolve a mesma coisa? 

A questão é que os participantes não têm acesso ao crédito rapidamente e, por isso, não é tão utilizado por investidores iniciantes. No entanto, quem já entendeu como o consórcio opera sabe que pode se dar muito bem com ele. 

Por que o consórcio pode ser visto como investimento? 

A dúvida que pode surgir, para muitos, é: por que o consórcio pode ser visto como investimento? E nós, da Embracon, fazemos questão de explicar: 

De acordo com Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), “investimento”, seguindo explicações da economia, é a aplicação de capital com expectativa de benefício futuro

Ou seja, se considerarmos a explicação, entende-se que investimento vai de ativos financeiros, que rendem juros ou dividendos, a bens físicos, como imóveis, que podem gerar retorno de acordo com suas características. 

Ainda assim, é importante destacar que, segundo as explicações de Barbagallo, o tempo é um dos fatores mais importantes nessa lógica, uma vez que ele é responsável por projetar os resultados de cada ativo. Portanto, considerar as expectativas de curto, médio ou longo prazo é tão importante quanto escolher o aporte. 

Olhando para a questão que cada ativo oferece um percentual de risco, os investidores devem considerar, também, a diversificação, e não colocar todos os ovos em uma única cesta. 

Consórcio como investimento: é verdade absoluta? 

Não. A ideia de que o consórcio pode ser visto como investimento é dividida entre os investidores. Muitos veem o mecanismo como uma alternativa de autofinanciamento para adquirir bens duráveis. E só. 

No entanto, para a ABAC, o sistema envolve “consumo, poupança e investimento” e, curiosamente, nos últimos anos, houve uma demanda crescente por parte de investidores que têm como objetivo gerar renda. 

Entre as principais possibilidades de investimento via consórcio, estão os imóveis, os veículos, os bens móveis (como máquinas e equipamentos) e os serviços. 

Consórcio x financiamento: qual gera mais patrimônio?

Agora que você já sabe por que o consórcio pode ser visto e utilizado como uma forma de investimento, vamos explicar as diferenças entre ele e o financiamento, além de desenvolver qual das duas modalidades pode gerar mais retorno positivo para quem pensa em construir patrimônio. 

Antes de explicarmos as diferenças, vale dizer que nem o consórcio nem o financiamento geram patrimônio por si sós. Na verdade, eles são apenas instrumentos de acesso ao crédito que te permitem adquirir produtos ou serviços de forma planejada. Dito isso, vamos ao que interessa: 

Financiamento como investimento

No financiamento, uma instituição financeira, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil, te empresta o dinheiro para viabilizar a compra do bem desejado e, em troca, você paga o valor em parcelas acrescidas de juros. 

A principal vantagem de utilizar o financiamento como forma de construir patrimônio é que a aquisição é imediata, mas o preço que se paga é altíssimo. Em alguns casos, o valor final pode dobrar ou triplicar o montante contratado. 

O que significa que uma parte do que você está pagando não está aumentando seu patrimônio, e, sim, cobrindo o custo de crédito. 

Consórcio como investimento 

No consórcio, por sua vez, administradoras autorizadas pelo Banco Central do Brasil formam grupos de participantes que contribuem mensalmente para aquisição futura de bens e/ou serviços. 

Em vez de juros bancários que podem triplicar o custo final, as empresas cobram apenas: 

  • Uma pequena taxa de administração; 

  • Um fundo de reserva (se previsto em contrato);

  • Um seguro opcional. 

No fim das contas, a grande vantagem do consórcio é que uma parcela maior do valor pago está sendo direcionada para a sua formação de crédito e não para os juros bancários. 

Então, qual gera mais patrimônio? 

Para entender qual das duas modalidades pode gerar mais retorno, é interessante pensar no seu objetivo e no prazo. 

O consórcio pode gerar mais retorno quando você não precisa do bem imediatamente e consegue se planejar para o médio ou longo prazo. O sistema também tende a ser vantajoso quando o cliente deseja pagar menos pela transação financeira.

Já o financiamento, por outro lado, faz mais sentido quando há urgência em receber o ativo e não há tanta preocupação com as taxas de juros. 

Se o seu objetivo é construir patrimônio com planejamento e menor custo financeiro, o consórcio é a solução mais viável para isso. Se a prioridade é o uso imediato do bem, pode dar preferência para o financiamento. 

Por que usar o consórcio como forma de construção patrimonial? 

O consórcio é uma possibilidade para quem deseja construir patrimônio de forma escalonada e segura, sem se preocupar com juros e/ou valores de entrada, como acontece no financiamento. 

Por meio de parcelas, é possível adquirir bens de alto valor que podem fazer parte da carteira de investimentos e gerar retorno no longo prazo. Existem alguns motivos que justificam o uso do consórcio nesses casos e vamos listar cada um deles a seguir: 

1 - Ajuda na aquisição de bens de alto valor 

Muitas pessoas têm dificuldade de reservar dinheiro mensalmente para adquirir ativos de alto valor, como imóveis, terrenos, equipamentos e/ou serviços. 

Mesmo guardando em poupanças, sempre que uma emergência surge, é natural utilizar o montante que estava guardado e, então, começar o ciclo tudo de novo. 

Com o consórcio, o dinheiro fica protegido dentro do fundo; em situações emergenciais, não é possível desfalcar o que já foi guardado. Isso te ajuda a se organizar para conquistar um bem no futuro de forma programada, com data prevista para ter acesso à carta.

Se o crédito for usado para comprar um imóvel, por exemplo, essa compra pode integrar o patrimônio e até se valorizar ao longo dos anos. 

2 - Favorece o planejamento 

Como explicamos, construir patrimônio leva tempo; esse processo exige paciência, constância, disciplina, e visão de longo prazo. 

Como o consórcio envolve o pagamento de parcelas mensais e objetivos de médio e longo prazo, ele pode te ajudar a transformar intenção em execução. 

É como se você investisse mensalmente, com a certeza de que o plano será bem-sucedido no final do processo. 

3 - Permite o uso de crédito para ativos que geram renda 

Se a carta de crédito for utilizada para adquirir ativos produtivos, como imóveis para locação, salas comerciais, terrenos para valorização, veículos de trabalho e equipamentos para expandir o negócio, ela tem tudo para transformar seus sonhos em realidade. Afinal, você está gerando renda e contribuindo para a sua segurança financeira pensando no futuro. 

4 - Estimula a disciplina 

Se você faz parte do time de pessoas que não conseguem poupar ou se organizar financeiramente, o consórcio pode te ajudar. Como o pagamento das parcelas acontece de forma mensal, você cria o hábito de poupar pensando em um benefício futuro.

Esse hábito pode te beneficiar até mesmo após o consórcio, já que você estará acostumada a guardar determinadas quantias para conquistar novos objetivos. O primeiro plano pode incluir a aquisição de uma casa, depois você se acostuma a guardar o dinheiro consigo mesma para comprar um carro e assim vai seguindo. 

Trata-se de um compromisso que vai mudar a forma como você olha para o dinheiro e o investe para adquirir bens duráveis com o tempo. 

Principais estratégias para construir patrimônio com consórcio 

O consórcio pode ser utilizado de diferentes maneiras para construir patrimônio. Para deixar tudo bem claro de com você deve fazer isso, listamos as principais estratégias utilizadas por investidores iniciantes, conservadores e até investidores com perfil mais agressivo. Veja a seguir: 

Compra de imóveis para gerar renda 

O primeiro passo é comprar imóveis com objetivo de vendê-los ou alugá-los. Essa é uma das estratégias mais comuns de quem entra em um plano pensando em construir patrimônio. 

Essa compra pode ser de uma casa, de um apartamento pronto ou na planta e/ou de um terreno. Nesses casos, o custo final da aquisição cai consideravelmente quando comparamos a modalidade com o financiamento, que cobra juros e demais taxas bancárias. 

Na prática, o pensamento é o seguinte: o cliente adquire uma cota e, ao ser contemplado, compra um imóvel. Com a compra de um imóvel pronto, o consorciado pode vendê-lo ou alugá-lo. Com o dinheiro da locação, ele continua pagando o restante das parcelas do consórcio ou reinveste em um outro objetivo ou cota. 

Se a compra for com um apartamento na planta, o custo também tende a ser mais baixo, já que os imóveis na planta são mais baratos. Neste caso, o comprador pode esperar o imóvel se valorizar e, quando atingir o valor máximo, revendê-lo com base na valorização imobiliária. 

Ou seja, ele investe em um ativo com potencial de valorização e tem um lucro de até 100% em alguns casos. Demais, não?

Compra de imóveis para moradia 

A gente sabe que nem todos os investidores possuem casa própria, o que abre espaço para uma nova forma de construir patrimônio. 

Todo imóvel é investimento, independente se ele foi comprado com o objetivo de morar ou vender. No fim das contas, você tem um ativo produtivo que pode gerar renda para si próprio em algum momento.

Se você deseja entrar no consórcio para sair do aluguel, essa estratégia também é possível. Neste caso, o objetivo é transformar despesa fixa em construção de patrimônio, afinal, o dinheiro que você utilizou para pagar o locatário pode ser utilizado com outros objetivos. 

Também é possível adquirir o imóvel para deixá-lo para possíveis herdeiros, como cônjuges ou filhos e garantir a estabilidade e a independência financeira dos familiares. 

Compra de terrenos com foco em valorização futura 

Menos comum do que as primeiras opções, alguns investidores utilizam o consórcio para comprar terrenos com foco em valorização futura. 

Dependendo da área, da região e da localização do terreno, ele tende a se valorizar com o passar do tempo. Ou seja, um lote que foi comprado a R$ 50 mil pode valer mais de R$ 100 mil ou mais, se a região estiver em desenvolvimento urbano e logístico. 

Se as parcelas do consórcio ainda estiverem em aberto, é possível adiantá-las, encerrar o compromisso com a administradora e reinvestir o dinheiro adquirido com a venda do terreno. Tudo é negócio. 

Expansão empresarial

Para investidores que já detêm capital e pensam em utilizar o consórcio como uma forma de expandir seus negócios, a estratégia também é bastante utilizada. 

Nesses casos, o cotista deixa de mexer no capital da empresa para usar a carta de crédito com veículos comerciais, máquinas industriais, equipamentos agrícolas e estruturas para operação. 

Aqui, o objetivo não se limita à compra do bem somente, mas no aumento da capacidade de produção e receita. 

Diversificação de carteira 

Em vez de concentrar tudo em um único bem e colocar todos os ovos em uma única cesta, o consórcio pode ser usado para diversificar a carteira

Dá para adquirir imóveis residenciais, salas comerciais, veículos para uso profissional e ativos ligados ao próprio negócio. 

Com esse tipo de estratégia, o investidor reduz os riscos de concentrar o dinheiro em um investimento só. 

Quando você entra em um consórcio ele pode te ajudar de diversas maneiras, seja para construir patrimônio, seja para gerar renda ou apoiar o crescimento. O mais importante, ao participar de um grupo, não é esperar pela contemplação, e, sim, focar na qualidade do ativo a ser adquirido e na estratégia por trás de cada operação. 

Estratégia de como usar os lances

Esse é um assunto importante porque os lances podem antecipar a contemplação e, quando eles são usados sem estratégia, podem comprometer a liquidez e até atrapalhar o seu objetivo. A questão que você precisa fazer dentro de um grupo de consórcio é:

Quando vale a pena usar capital para acelerar a aquisição de um ativo? 

E é sobre isso que vamos falar. Antes de ofertar qualquer quantia, é importante se perguntar se o bem a ser adquirido tem função patrimonial ou apenas de consumo. Se o ativo será usado como potencial de valorização, para gerar renda, comprar terreno ou um veículo de trabalho, antecipar a contemplação e fazer a oferta faz sentido. 

Algumas das principais estratégias acerca das ofertas de lances incluem: 

  1. Nunca use toda a sua reserva financeira 

Um erro comum por parte dos investidores é usar toda a reserva que tem para ofertar um lance. Mesmo que a busca pela contemplação seja prioridade, é importante preservar a reserva de emergência, o capital de giro (no caso das empresas) e os recursos para custeio de documentação, impostos ou entrada complementar.

  1. Observe o histórico do grupo 

Muitas empresas disponibilizam informações sobre as assembleias do consórcio, nas quais há descrições sobre contemplações anteriores, de acordo com regras previstas em contrato e práticas do mercado. 

Ficar de olho no comportamento do grupo pode te ajudar a entender qual é a média de lances contemplados, a sazonalidade e quais são os momentos de maior competitividade. Como consequência, você evita ofertas acima do necessário e em meses mais acirrados. 

  1. Use o lance quando houver oportunidades reais 

Se uma oportunidade real surgir, como um imóvel com preço abaixo do mercado, uma região com forte poder de valorização, um equipamento que pode aumentar a produtividade ou uma oportunidade de expansão empresarial, faz sentido usar os lances como estratégia. Neste caso, o lance pode acelerar os seus planos e gerar retorno mais rapidamente, e isso compensa. 

É justo e necessário ressaltar que o lance não é garantia de contemplação. Os participantes podem utilizá-lo e não ser contemplados naquela assembleia e, então, podem tentar outras ofertas em oportunidades futuras. 

Quando o lance é usado com planejamento e pés no chão, é possível antecipar etapas importantes da construção patrimonial. 

Erros comuns de quem entra no consórcio para construir patrimônio

Os resultados do consórcio dependem do planejamento, da disciplina e da escolha dos ativos dos participantes. Quando esses pontos são desconsiderados, o sistema pode perder eficiência. Veja a seguir quais erros evitar para não perder os benefícios que o consórcio e a carta de crédito oferecem: 

  • Entrar sem um objetivo patrimonial definido

Um erro frequente é entrar no consórcio e esperar a vida te levar só porque a modalidade de compra te impressionou e parece uma boa oportunidade. Antes de fazer isso, é importante se questionar: 

  1. Qual o meu objetivo? 

  2. Esse ativo é capaz de gerar renda? 

  3. O bem será usado para moradia, investimento ou expansão de negócio? 

Sem estratégia, a contemplação pode virar só uma compra por impulso. Se quiser colher os frutos do consórcio, você precisa mirar no alvo e seguir em direção aos seus objetivos. 

  • Confundir aquisição com construção de patrimônio 

Muitos acreditam que comprar um ativo, como um imóvel, por exemplo, já significa aumentar o patrimônio automaticamente. No entanto, o patrimônio só cresce quando o ativo preserva o valor, tem potencial de valorização, gera renda e melhora a estrutura financeira. 

Um produto que é comprado somente para consumo não terá a mesma contribuição. 

  • Ignorar o custo das parcelas

Muitas pessoas, em especial os investidores iniciantes, entram no consórcio escolhendo parcelas no limite da renda e acabam comprometendo a reserva financeira, a capacidade de investir e a liquidez para oportunidades futuras. 

Voltamos ao assunto: construir patrimônio envolve consistência. Se o consórcio afeta negativamente o orçamento, ele pode atrapalhar outros objetivos financeiros. 

  • Entrar pensando na contemplação rápida

Um dos principais equívocos dos participantes é acreditar que a contemplação pode acontecer em tempo recorde. Infelizmente, não há como prever quando esse momento vai chegar porque ele depende de sorte ou lance. 

Nenhuma administradora, inclusive, pode prometer isso, porque vai contra todas as diretrizes do sistema.  

Por ter que esperar, às vezes por muitos anos, os cotistas têm a falsa esperança que se ofertarem lances poderão antecipar o crédito (e, de fato, isso pode acontecer), mas não é garantia. Usar toda a reserva para dar um lance no consórcio pode comprometer toda a sua saúde financeira. 

Por isso, estude bem o momento para identificar o momento ideal de ofertar um lance e/ou de esperar pela sorte. 

  • Não entender os custos envolvidos 

Embora o consórcio não funcione como outras linhas de crédito mais comuns no mercado nem opere com juros, ele não está isento de custos. O primeiro passo para ter uma boa experiência com o programa é entender que, além das parcelas mensais, outros gastos podem ser incluídos no plano, como a taxa de administração, seguro e fundo de reserva.

Antes de assinar o contrato, vale conversar com a administradora para tirar todas as dúvidas em relação a esses custos extras. 

  • Escolher a carta de crédito errada 

Imagine que você entrou em um consórcio de R$ 200 mil, mas o imóvel que deseja comprar vale R$ 240 mil: frustração na certa. Convencidos de que quanto mais baixo for o crédito mais rápida é a contemplação, muitos aderem aos grupos solicitando uma carta inferior ao preço do ativo. 

Nesses casos, uma carta mal dimensionada pode atrasar toda a estratégia, principalmente de quem não tem capital para complementar o valor. 

  • Não pesquisar a administradora 

Nem toda a decisão deve ser baseada no valor da parcela mensal. É importante considerar a autorização do Bacen, a reputação da administradora no mercado de consórcios, a transparência contratual e o histórico da empresa escolhida. Fechar parcerias com empresas não-comprometidas pode trazer muita dor de cabeça. 

  • Comprar qualquer ativo após a contemplação 

Pode acontecer de o consorciado comprar um ativo na emoção e acabar perdendo benefícios. Alguns exemplos comuns incluem: imóveis com baixa liquidez, regiões desvalorizadas ou sem potencial, ativos com alto custo de manutenção e bens comprados somente por impulso. 

Lembre-se: a contemplação não é o objetivo final, a qualidade do ativo é. Foque na sua estratégia! 

Como escolher uma administradora confiável

Para escolher uma administradora confiável, é necessário pesquisar algumas informações sobre ela. 

Administradoras que falam bonito têm aos montes, mas uma empresa séria, comprometida e responsável com os clientes é difícil de achar. Se quer construir patrimînio, mas precisa, antes de tudo, encontrar algum plano em que se possa confiar, confira nossas dicas a seguir:

  1. Leia avaliações no Reclame Aqui: esse é, sem dúvidas, um dos maiores sites de avaliação empresarial, onde constam notas e informações sobre todas as etapas do atendimento e do serviço oferecido por uma instituição. Os consumidores podem descobrir se uma empresa é séria, comprometida e apta somente pelos comentários dos clientes; 

  2. Verifique a autorização em órgãos competentes: o Banco do Brasil é o órgão responsável por administrar e fiscalizar as administradoras de consórcio no Brasil. Ele garante que as diretrizes do sistema sejam cumpridas e protege o cotista contra fraudes. No entanto, se a empresa escolhida não estiver autorizada a operar, não há como o órgão garantir sua proteção. Por isso, é importante checar se a empresa é administrada e fiscalizada pelo Bacen;

  3. Leia o contrato atentamente: antes de assinar o contrato, leia todas as cláusulas atentamente, em especial aquelas que falam sobre critérios de contemplação, reajuste de parcelas mensais, fundo de reserva e seguro, prazo de encerramento e regras de uso da carta de crédito. Caso haja alguma dúvida sobre determinado assunto, questione a empresa. Nessas horas, é válido reparar se a administradora mantém a transparência ou se desvia de perguntas importantes. Para assinar um contrato, você precisa ter certeza de que a empresa não está escondendo nada. Todo o processo deve ser 100% transparente;

  4. Compare taxas: embora o consórcio seja isento de juros, ele ainda cobra algumas taxas, como a de administração, o fundo de reserva e, em alguns casos, o seguro. Comparar esses valores, principalmente o percentual da taxa administrativa, pode te ajudar a encontrar uma empresa mais acessível. Claro, nem tudo é definido por esse critério, mas considerando o custo-benefício da empresa, dá para chegar a uma boa conclusão;

  5. Observe o atendimento: a maioria das queixas dos clientes em relação às empresas é o péssimo atendimento no pós-venda. Antes de vender, é tudo mil maravilhas: a comunicação é rápida, os canais de suporte funcionam e o vendedor está sempre à disposição. Depois disso, a empresa não dá tanta atenção quanto deveria. Por isso, é importante testar as centrais, abrir chamados com os atendentes e tirar dúvidas a fim de descobrir se a administradora realmente vale a pena;

  6. Converse com antigos clientes: nada mais confiável do que a opinião de algum conhecido que passou pelo mesmo processo com a mesma instituição. Pessoas que já têm experiências podem abrir o jogo em relação à administração de um consórcio, então, nossa dica é: sempre que possível converse com quem já participou e também com quem ainda participa. Assim, você terá duas opiniões diferentes sobre a mesma administradora.

Perguntas frequentes sobre como construir patrimônio com consórcio

Agora que você já descobriu as informações mais importantes sobre o consórcio, veja a seguir a lista de perguntas que ainda surgem no meio do caminho:

1 - Compensa fazer um consórcio ou guardar o dinheiro na poupança?

Como há risco de gastos com o dinheiro guardado na poupança, o consórcio tende a ser mais seguro, principalmente para quem pensa em construir patrimônio com segurança e constância. Você alimenta o fundo coletivo, deixa o dinheiro reservado e, na hora certa, consegue utilizá-lo para realizar seus sonhos e objetivos. 

Vale destacar também que, embora a poupança renda um percentual pequeno sobre o valor guardado, o consórcio também passa por reajustes para manter o seu poder de compra. Dependendo do seu perfil financeiro, a vantagem é maior para quem faz um consórcio. 

2 - É possível gerar renda passiva com o consórcio? 

Sim, é totalmente possível. Os participantes que entram no consórcio podem escolher entre ter uma cota ou mais e, ao ser contemplado, compram um bem produtivo que, além de aumentar ou preservar o patrimônio, pode te trazer algum retorno no futuro. 

No caso de imóveis, por exemplo, é possível alugá-lo ou revendê-lo a fim de recuperar o dinheiro investido. Em se tratando de máquinas e equipamentos, esses podem aumentar a produtividade da empresa e, consequentemente, gerar mais lucro com o crescimento da demanda. Já os veículos, por sua vez, podem ser utilizados para aumentar e/ou renovar a frota. 

Todo investimento pensado em gerar lucro pode se tornar uma renda passiva e/ou ativa, dependendo das suas estratégias com o bem. 

3 - O que acontece com as parcelas após a contemplação?

Depois de ser contemplado, o participante continua pagando as parcelas mensais igualmente. Isso acontece porque a contemplação não exclui as obrigações do consorciado, que inclui pagar as parcelas mensais até o prazo estipulado para que todos os participantes também recebam suas cartas de crédito. 

4 - É seguro investir em um consórcio de longo prazo?

Se a empresa for fiscalizada e autorizada pelo Banco Central do Brasil, é totalmente seguro. Você alimenta a poupança mensal do consórcio com a consciência de que muito em breve o seu sonho será realizado.  

5 - Como funciona a venda da cota contemplada para obter lucro rápido?

Muitos investidores compram cotas de consórcio sem o intuito de comprar bens físicos depois da contemplação. Vender uma cota contemplada é totalmente possível, desde que siga algumas regras estabelecidas pela administradora.

Esse processo pode ser chamado de processo ágio, no qual ele cobra um valor pelo benefício de entregar o crédito pronto para uso. No entanto, para que a venda seja 100% permitida, o novo comprador passa pelo mesmo processo de aprovação que o antigo cliente precisou passar.

Caso a administradora não aprove o novo cliente, a transferência de cota não é realizada.

6 - O que é lance embutido e como ele preserva o caixa do consumidor?

Lance embutido é um tipo de lance que te permite utilizar parte da carta de crédito para tentar antecipar o crédito. Nem todas as administradoras disponibilizam esse recurso, porque alguns consorciados acham a ideia perigosa demais. Basicamente, você oferta como lance um percentual da sua carta e, se você for contemplado, esse valor é deduzido do crédito. 

Ou seja, você ofertou R$ 30 mil de uma carta que valia R$ 400 mil. Se o seu lance for aceito, você recebe uma carta de R$ 370 mil. Essa estratégia é bem vista por pessoas que querem acelerar a contemplação, mas não querem tirar dinheiro do próprio capital.

Como o poder de barganha permanece, já que a compra será à vista, é possível conseguir o mesmo desconto com o vendedor, a depender do bem que deseja comprar. 

A Embracon é uma das maiores empresas de consórcio no Brasil, com um histórico de quem já entregou mais de 200 mil cartas de crédito e realizou muitos sonhos, incluindo o da casa própria e a expansão de diferentes negócios. 

Se quer fazer parte desse sistema, mas deseja encontrar uma empresa comprometida com o seu sucesso acima de tudo, a Embracon pode te ajudar. Conte com a gente!

Quer construir patrimônio? Invista no consórcio com a Embracon!

Há mais de 80 anos no mercado, colecionamos histórias que serviram de incentivo: melhorar a experiência dos clientes e garantir um atendimento humano e personalizado, além de manter a transparência em todos os processos do consórcio. 

Não existem letras miúdas no contrato nem dúvida que te impeça de aderir a um grupo. Do início ao fim, você fica por dentro de tudo o que precisa para entrar no consórcio e ser feliz. Entre os diferenciais mais importantes da Embracon, podemos destacar: 

  1. Solidez, tradição e confiança no mercado;

  2. Contemplações mensais acima da média;

  3. Planos flexíveis que cabem no seu bolso; 

  4. Transparência e cuidado para com os clientes do início ao fim; 

  5. Segurança jurídica que segue as regras da Lei de Consórcio e do Banco Central do Brasil; 

  6. Administrada e fiscalizada pelo órgão responsável pelo sistema; 

  7. Possibilidade de parcelamento sem juros; 

  8. Diferentes tipos de lances, incluindo lance livre, fixo e embutido. 

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