Como o consórcio pode ser um aliado do investidor imobiliário?

29 de mai. de 202611 minutos de leitura
Como o consórcio pode ser um aliado do investidor imobiliário?

Foi-se o tempo em que o consórcio era visto somente como uma possibilidade fácil de fugir do financiamento bancário e realizar o sonho da casa própria. 

Há alguns anos, o sistema tem se destacado no mercado como uma forma de investimento com foco em aumentar, diversificar e criar patrimônio. Dá para imaginar? Agora o investidor imobiliário tem a chance de aumentar suas fontes de renda! 

Se você, assim como muitos, está surpreso com a versatilidade do consórcio, esse conteúdo vai te surpreender ainda mais. Continue a leitura a seguir e veja como esse sistema se transformou ao longo dos anos e como ele pode ser um excelente aliado para o investidor imobiliário

O que é o consórcio imobiliário? 

O consórcio imobiliário é um tipo de autofinanciamento coletivo, em que as pessoas se juntam, formam um grupo e, mensalmente, depositam parcelas que alimentam a poupança e contemplam os participantes com o valor necessário para comprar um imóvel, seja casa ou apartamento. 

Devido aos benefícios que esse sistema oferece, como ausência de juros e de entrada, por muitos anos, ele foi visto como uma solução rápida e acessível ao financiamento. 

Ou seja, as pessoas que desejavam fugir dos juros bancários viam no consórcio uma possibilidade de reorganizar o orçamento e pagar parcelas mais acessíveis. Em troca, mensalmente, concorriam a sorteios e lances para serem contempladas com o valor integral do imóvel. 

Esse modus operandi do consórcio fez com que muitos investidores abrissem um leque de possibilidades, afinal, ao mesmo tempo em que você está guardando dinheiro para comprar um ativo, você está poupando e preservando o seu patrimônio. 

Depois de alguns meses, terá o ativo real em mãos e pode usá-lo da forma que preferir, enquanto descansa tranquilo sabendo que não está pagando por um imóvel um preço maior do que ele realmente vale. 

Com base nisso, vieram as comparações:

  1. Em vez de cobrar juros, o consórcio cobra apenas uma taxa de administração (pequena) para custear os serviços oferecidos pela administradora. Essa taxa é diluída ao longo das parcelas, ou seja, os participantes mal sabem quanto estão pagando de tão mínima que ela é. Outro ponto positivo? Ela é fixa e não se altera com base nas flutuações do mercado; 

  2. O consórcio não exige entrada. Diferente do financiamento, no qual o comprador precisa desembolsar uma quantia de até 20 ou 30% do valor total do imóvel a ser adquirido, o investidor imobiliário pode ter acesso ao consórcio sem ter que abrir mão do fluxo de caixa e/ou dos seus rendimentos;

  3. O custo total ao final do plano de um consórcio é consideravelmente menor do que o custo final de um financiamento. Considerando essa análise e todas as vantagens que destacamos até aqui, se pesarmos as duas possibilidades na balança, o consórcio ganha em disparada. 

E isso não é dito com base em achismos. O mercado imobiliário está aquecido com essas informações, inclusive, dados recentes da ABAC, órgão que representa o sistema, demonstraram que o consórcio de imóveis cresceu quase 300% em seis anos, impulsionado pelo interesse de investidores que querem formar e/ou expandir seus patrimônios. 

Entendendo como o investidor imobiliário pensa 

Diferente do que muitos pensam, um bom investidor imobiliário não age por impulso. Pelo contrário. Ele sabe exatamente quando agir e de esperar até a hora em que seus investimentos o tragam retorno. A real é que os investidores não compram imóveis, e, sim, fluxo de caixa e valorização.

Aplicações imobiliárias são seguras e estáveis, dois pontos que pesam muito na hora de investir seus recursos, independente se você é iniciante ou especialista. Elas oferecem boa rentabilidade e trazem potencial de valorização ao longo dos anos, além da geração de renda mensal para o proprietário. 

Embora as taxas de retorno não sejam tão altas, quando o investidor opta por alugar um imóvel, ele investe consciente de que o dinheiro está protegido até mesmo de possíveis inflações. É aqui que o consórcio começa a fazer sentido, porque, com o investimento, os participantes somam: 

  • Segurança patrimonial, já que é um investimento de risco baixo; 

  • Baixo custo financeiro; 

  • Diversificação;

  • Segurança jurídica; 

  • Alavancagem.

Por essas e muitas outras razões que, normalmente, o investidor imobiliário é calmo, perspicaz e sensato. Saber a hora de vender um ativo é tão importante quanto saber a hora de investir em outro. Tudo isso exige perspicácia, experiência, visão de mundo e um olhar analítico sobre o mercado e suas variações.

4 vantagens do consórcio para o investidor imobiliário

Agora que você já sabe como o consórcio funciona e como o investidor imobiliário pensa, é hora de entender as vantagens que esse sistema de compra oferece para o comprador. Entre as principais vantagens de investir no consórcio de imóveis, podemos destacar: 

  1. Poder de compra à vista

Além da ausência de juros e de entrada que citamos anteriormente, o consórcio oferece uma vantagem que não é popular no financiamento: a possibilidade de barganhar descontos com o vendedor ou com a imobiliária.

Como a carta de crédito disponibiliza o valor integral do imóvel para o participante, ele pode pedir descontos, conseguir vantagens e até ter mais flexibilidade de escolha, como localização, apartamentos prontos ou na planta e casas com mais de um dormitório.

Essa vantagem é um tanto especial porque tudo isso conta muito no futuro. Na hora de alugar ou de vender a residência, o investidor imobiliário sabe que o metro quadrado, a localização e a quantidade de dormitórios influenciam bastante o valor de venda e de locação. 

  1. Flexibilidade de uso 

Com o imóvel em mãos ou com a carta de crédito contemplada, o investidor tem autonomia para decidir o que quer fazer com o espaço conquistado: se quer vender, alugar, reformar ou até criar um espaço comercial. 

  1. Estratégia com mais de uma cota

Um dos grandes diferenciais do consórcio em comparação a outras formas de aquisição é que o participante pode criar uma estratégia só dele e adquirir mais de uma cota simultaneamente. Ou seja, se a ideia é comprar mais de um imóvel residencial, basta conversar com a administradora e aderir aos grupos disponíveis. 

Assim, quando for contemplado, terá em mãos a chance de adquirir dois imóveis e investir neles da forma que preferir: um para locação e outro para venda. Demais, não? 

  1. Planejamento de longo prazo 

O consórcio é uma possibilidade para quem pensa em médio e longo prazo, por isso, os benefícios e o funcionamento do sistema se encaixam também. O investidor pode decidir por preservar o patrimônio e decidir o que fazer com ele somente no fim do grupo ou quando for contemplado. Em troca, o dinheiro se mantém protegido e o patrimônio diversificado. 

Estratégias para serem utilizadas com o consórcio imobiliário

A depender da estratégia do investidor imobiliário, é possível aproveitar ainda mais as vantagens do consórcio de imóveis.

Você sabia que é possível antecipar parcelas e ter mais chances de adiantar a contemplação? Assim, o acesso ao crédito é mais rápido e pode ser usado em um momento específico, planejado pelo próprio participante.

Entre as principais estratégias a serem utilizadas com o consórcio de imóveis, estão: 

  • Oferecer lances: a estratégia de oferecer lances nada mais é do que uma antecipação de parcelas. Basicamente, o consorciado que ofertar um percentual maior poderá ser contemplado com a carta naquele mês. Se o seu lance não for o vencedor, você pode fazer novas ofertas no mês seguinte. Existem diferentes tipos de lances e saber como utilizar cada um deles pode ser útil para conseguir a contemplação mais rapidamente; 

  • Comprar casas para valorização: uma das estratégias mais aproveitadas por investidores imobiliários é a de comprar casas por um preço abaixo do mercado e revendê-las pelo preço que elas realmente valem. Para isso, podem reformar (e o consórcio também permite a reforma, dependendo do plano contratado) e vender no futuro;

  • Gerar renda com aluguel: de acordo com levantamentos feitos pelo Estadão, incrementados com dados da ABAC, muitos investidores costumam participar do consórcio, adquirir imóveis e gerar renda por meio do aluguel. É uma forma que encontram para continuar girando capital e, ao mesmo tempo, manter o patrimônio protegido. Afinal, o mercado imobiliário é um dos mais seguros e crescentes do Brasil; 

  • Consórcio como reserva: o consórcio pode ser utilizado para estratégias que aparecem sem que o investidor imobiliário esteja preparado para elas.  O mercado é instável e, em algum momento, pode surgir um imóvel de leilão, vendas abaixo do preço ou vendas urgentes. Essas oportunidades exigem duas coisas principais: rapidez e poder de compra. Se você já tem uma carta contemplada (ou próxima disso), pode agir rápido como comprador à vista. E, se tiver mais de uma cota, melhor ainda.

Comparação simples entre consórcio e financiamento: quando saber qual investimento é melhor para o investidor imobiliário 

Apesar dos benefícios que o consórcio oferece, precisamos ressaltar que ele não é a solução perfeita para todos. Alguns não se veem nesse investimento, enquanto outros tentam e se dão super bem. 

A questão que não quer calar é: quando saber qual a melhor opção para o investidor imobiliário? 

  • Quando o consórcio faz sentido para o investidor imobiliário? 

O consórcio é mais indicado para o investidor que possui previsibilidade e não precisa de rentabilidade imediata do aluguel. Também pode ser bem proveitoso para quem deseja diminuir os custos e manter uma margem de lucro para uma revenda no futuro. 

Para quem possui liquidez e pode ofertar lances, o sistema de consórcios também pode ser mais atrativo, pois essa estratégia pode acelerar o momento de contemplação. 

E, por fim, mas não menos importante, investidores que desejam criar uma carteira de imóveis a longo prazo, utilizando a carta de crédito para comprar unidades na planta ou em leilões, também podem se dar bem com o modelo de aquisição.  

  • Quando o financiamento faz sentido para o investidor imobiliário?

Já o financiamento, por sua vez, pode fazer mais sentido quando o preço de não ter o imóvel é maior do que o valor dos juros. Nesses casos, o investidor imobiliário quer imediatismo, não planejamento. 

Suponhamos que o valor do aluguel seja capaz de cobrir a maior parte ou a totalidade das parcelas do financiamento. Neste caso, o investidor utiliza o dinheiro do banco para adquirir um patrimônio que se paga sozinho.

Em momentos de valorização acelerada de determinadas regiões, o financiamento pode “travar” o preço do imóvel hoje, antes que a valorização torne a entrada mais cara no futuro.

  • É possível utilizar o consórcio e o financiamento na mesma estratégia? 

Sim, é totalmente possível utilizar o consórcio e o financiamento na mesma estratégia. As modalidades não precisam ser vistas como “arqui-inimiga” uma da outra. Pelo contrário. Dependendo da estratégia do investidor imobiliário, a união entre os dois sistemas pode ser bastante vantajosa. 

Se o investidor já tem um financiamento imobiliário ativo, ele pode aderir ao consórcio para quitar as parcelas do financiamento. Como resultado, ele elimina os juros compostos do banco e os substitui pela taxa de administração, que é fixa. 

Outro cenário possível é utilizar o consórcio para outras finalidades no imóvel. Por exemplo, o investidor imobiliário compra um imóvel com o financiamento e, por meio do consórcio de serviços, consegue reformar e/ou ampliar o espaço, para que no futuro o valor venal seja maior.

Se o investidor souber utilizar as duas armas que têm, poderá extrair de cada uma todas as vantagens que ela oferece. No final das contas, é ele quem sai ganhando. Em todos os sentidos. 

Perfil de investidores que podem se dar bem no consórcio

Agora que você já sabe como o consórcio e o financiamento funcionam, veja a seguir os perfis de investidores que podem se dar bem investindo no consórcio: 

Investidor de médio e longo prazo 

Investidores de médio e longo prazo não estão preocupados em comprar um teto para morar. Eles enxergam o imóvel como um ativo para acumular capital e, por essa razão, não se abalam com as flutuações do mercado, pois o foco está na valorização do metro quadrado e na construção de uma carteira de aluguéis para o futuro. 

A estratégia, basicamente, envolve: entrar em um grupo, ser contemplado, comprar um imóvel pronto, alugá-lo e pagar as parcelas restantes do consórcio com o aluguel gerado. Tudo isso enquanto abre uma nova cota. 

Quem não tem urgência imediata

O investidor que não tem urgência já entendeu que a espera é a compensação dos juros abusivos. Normalmente, esse tipo de comprador já tem um imóvel para moradia própria e possui outros tipos de investimento que garantem sua estabilidade. Por isso, ele se prepara para comprar um novo ativo em 2, 4 ou 6 anos, sem pressa nenhuma. 

Como ele não precisa das chaves para ontem, ele se contenta com o sorteio e sequer considera as ofertas de lance, pois já sabe que a espera é sua melhor amiga nesse processo. 

Quem já tem capital para lances

Esse é o tipo de investidor imobiliário que utiliza a liquidez para cortar filas. Ele já possui uma reserva financeira guardada em investimentos de alta liquidez. Em vez de dar esse dinheiro como parte da entrada no financiamento, ele utiliza o montante para dar um lance livre. 

Se ganhar, ele retira o crédito rapidamente e adquire o imóvel desejado. Se não for contemplado, continue reservando o montante para ser contemplado nos meses seguintes. 

Principais dicas para usar o consórcio com inteligência e sensatez

Uma vez que se aprende tudo sobre o consórcio, vale estudar estratégias para utilizá-lo com mais sensatez e segurança. Entre as principais dicas que podemos destacar, estão: 

  1. Escolha boas administradoras: não tem nada pior do que investir em um sistema de aquisição e contar com uma empresa irresponsável, que não sabe demonstrar confiança no mercado. Ou pior, que o cliente liga, procura, mas o atendimento é péssimo. O primeiro passo para se atentar é verificar se a administradora está listada no Banco Central do Brasil. Somente empresas divulgadas no site oficial do Bacen podem operar legalmente no mercado e cumprir com todos os regulamentos do consórcio; 

  2. Planeje lances: os lances são as melhores estratégias para tentar antecipar a contemplação. Se tem pressa em ver o crédito em mãos, planeje-se para adiantar parcelas em meses menos competitivos, como fim de ano, meses do 13º salário e meio do ano;

  3. Não comprometa seu fluxo de caixa: se você pode esperar até o final do grupo para ser contemplado, não comprometa o seu fluxo de caixa. Em vez disso, utilize o montante para algo que seja realmente necessário no futuro, como uma reforma ou a quitação do saldo devedor do consórcio; 

  4. Pense como investidor, não como consumidor: quando você começa a pensar como investidor, você muda sua mentalidade para muita coisa. O consumidor olha para a parcela, enquanto o investidor imobiliário avalia a taxa; o consumidor compra um imóvel pensando na localização, no bem-estar e na estética; enquanto quem investe vê o imóvel como uma reserva de valor. 

Qual a previsão para o consórcio imobiliário daqui a alguns anos?

A previsão para o consórcio imobiliário daqui a alguns anos é totalmente positiva. Os números que foram demonstrados pela ABAC no final de 2025 comprovam que o investidor imobiliário e os consumidores estão cada vez mais exigentes e preocupados com a forma de investir seus recursos. 

Com a ausência de juros e de entrada sendo os principais motivos para esse crescimento, é certo que com as oscilações do mercado, o consórcio de imóveis tende a crescer ainda mais. 

Se você busca uma alternativa ao financiamento, que seja vantajosa, segura juridicamente e mais conservadora do que outros investimentos, pode apostar no consórcio sem medo. Essa é a única via de adquirir imóveis de forma à vista e investir neles para gerar capital. 

No entanto, para fazer parte de um consórcio, é importante conhecer o lugar onde está entrando e saber escolher a empresa certa para cuidar do seu dinheiro, como a Embracon, que está há anos no mercado e é marcada por solidez, transparência e confiança jurídica. 

Conheça os diferenciais da Embracon e invista no consórcio com a gente!

A Embracon é uma das administradoras mais consolidadas do país, com mais de 30 anos atuando no mercado brasileiro. Entre os principais diferenciais do consórcio Embracon, podemos destacar: 

  1. Possibilidade de parcelas em até 12 x sem juros; 

  2. Planos flexíveis que cabem no seu bolso; 

  3. Autonomia para adquirir mais de uma conta, simultaneamente; 

  4. Diferentes tipos de lance, incluindo o lance livre, fixo e embutido;

  5. Atendimento personalizado antes, durante e pós-venda; 

  6. Tradição e segurança jurídica comprovada; 

  7. Diversidade de consórcios, como consórcio de serviços, imóveis, veículos e máquinas. 

Se você está pensando em aderir ao consórcio e quer dar o primeiro passo rumo à realização desse sonho, conte com a Embracon. Aqui, disponibilizamos uma ferramenta gratuita que te permite visualizar o valor das parcelas mais os custos com taxas de administração, fundo de reserva e seguro, além do prazo estipulado para o plano.

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