Consórcio para empresas: o crédito que poucos empreendedores conhecem

28 de set. de 20265 minutos de leitura
Consórcio para empresas: o crédito que poucos empreendedores conhecem

Expandir uma empresa exige mais do que identificar oportunidades: é preciso saber como financiar cada etapa sem comprometer o dinheiro necessário para manter a operação funcionando. Para quem tem CNPJ ou atua como MEI, o consórcio para empresas pode ser uma alternativa de compra planejada para adquirir veículos, equipamentos, máquinas e outros bens necessários ao negócio.

Na prática, a empresa participa de um grupo, paga parcelas mensais e pode ser contemplada por sorteio ou lance. Com a contemplação, recebe uma carta de crédito para realizar a aquisição conforme as regras do contrato. A modalidade não cobra juros, mas envolve taxa de administração e outros custos previstos no plano, como fundo de reserva e seguro, quando aplicáveis.

Na prática, esse modelo pode ser interessante para empreendedores que conseguem planejar uma aquisição de médio ou longo prazo e querem preservar recursos para despesas operacionais. Entenda melhor a seguir!

Como funciona o consórcio para empresas?

O consórcio para empresas segue a mesma lógica básica dos demais grupos: diferentes participantes contribuem mensalmente para formar um fundo comum, administrado por uma empresa autorizada pelo Banco Central.

Ao longo do prazo do grupo, os participantes podem ser contemplados por sorteio ou lance. A contemplação dá acesso à carta de crédito, que será utilizada para comprar o bem ou serviço previsto nas condições do consórcio.

Para uma pessoa jurídica, isso significa transformar uma necessidade futura em um planejamento financeiro desde o momento da contratação.

Por exemplo, uma pequena transportadora que sabe que precisará substituir um caminhão daqui a alguns anos pode começar o planejamento antes de o veículo atual chegar ao fim de sua vida operacional. Da mesma forma, um MEI que trabalha com manutenção pode se organizar para adquirir equipamentos necessários à expansão dos serviços.

É importante, porém, não confundir consórcio com capital de giro. O objetivo principal da modalidade é viabilizar a aquisição de bens ou serviços conforme as regras do contrato, e não disponibilizar dinheiro livre para pagar despesas correntes da empresa.

Então, CNPJ e MEI podem contratar consórcio?

Sim. O consórcio pode ser utilizado por pessoas jurídicas, incluindo empresas de diferentes portes e MEIs, desde que atendidos os critérios da administradora e do plano escolhido. A Embracon, por exemplo, traz em seu rol o MEI entre os perfis empresariais que podem utilizar a modalidade para aquisição de bens necessários à atividade.

Isso amplia as possibilidades para negócios que precisam investir, mas não necessariamente desejam concentrar um grande desembolso em uma única compra.

Para o empreendedor, a principal questão não deve ser apenas “posso contratar?”, mas qual bem preciso adquirir, em quanto tempo e qual parcela cabe no orçamento da empresa?

Esse raciocínio ajuda a transformar o consórcio em uma ferramenta de planejamento, ao invés de uma contratação feita apenas porque existe uma possibilidade de crédito.

Mas o que uma empresa pode adquirir com o consórcio?

As possibilidades dependem da categoria e das condições do plano contratado. Entre os exemplos apresentados pela Embracon para CNPJ, podemos destacar:

  • Veículos leves e pesados;

  • Carros, utilitários e caminhões para operações;

  • Máquinas e equipamentos;

  • Imóveis comerciais ou industriais;

  • Terrenos; e

  • Determinados serviços, conforme as condições do consórcio.

A escolha deve partir da necessidade real da empresa. Uma loja que pretende ampliar as entregas, por exemplo, pode avaliar um veículo utilitário. Já uma empresa de construção pode planejar a aquisição de máquinas e equipamentos que aumentem sua capacidade operacional.

Quais são as vantagens para o empreendedor?

O principal atrativo do consórcio empresarial está na possibilidade de planejar uma aquisição sem transformar imediatamente a necessidade de investimento em uma grande saída de caixa.

Isso não significa que o consórcio seja automaticamente a opção adequada para qualquer negócio. A modalidade faz mais sentido quando existe previsibilidade sobre a necessidade futura do bem e capacidade de manter os pagamentos durante o prazo contratado.

Entre os aspectos que podem ser considerados estão:

  1. Planejamento financeiro: as parcelas permitem organizar antecipadamente uma aquisição de médio ou longo prazo.

  2. Preservação do caixa: ao invés de concentrar todo o valor do bem em uma compra à vista, a empresa distribui os pagamentos ao longo do plano.

  3. Ausência de juros: o consórcio não possui juros como os financiamentos, embora tenha taxa de administração e outros custos previstos contratualmente.

  4. Possibilidade de lance: dependendo das regras do grupo, o participante pode utilizar recursos para tentar antecipar sua contemplação.

  5. Flexibilidade na aquisição: após a contemplação, a carta pode ser utilizada para o objetivo previsto no contrato, respeitando as condições da administradora.

Para as empresas, esses fatores precisam ser analisados junto ao fluxo de caixa, ao prazo desejado e à urgência do investimento.

Consórcio para empresas vale a pena para todo negócio?

Não existe uma resposta única. A adequação depende principalmente do objetivo e do prazo que a empresa possui para realizar a aquisição.

O consórcio tende a ser mais compatível com negócios que:

  • Conseguem planejar o investimento com antecedência;

  • Possuem fluxo de caixa capaz de sustentar as parcelas;

  • Não dependem da aquisição imediata do bem;

  • desejam organizar a renovação ou expansão de ativos; e

  • precisam preservar recursos para as despesas do dia a dia.

Já uma empresa que precisa obrigatoriamente de um veículo ou equipamento agora deve considerar essa urgência antes de contratar. Afinal, a contemplação pode ocorrer por sorteio ou lance, mas não deve ser tratada como uma entrega imediata garantida.

Também é importante analisar todos os custos do contrato. A ausência de juros não significa ausência de despesas: a taxa de administração e fundo de reserva, seguro e reajustes devem entrar na conta do planejamento.

Perguntas frequentes sobre consórcio para empresas

MEI pode fazer consórcio?

Sim. O MEI pode participar de consórcio para objetivos relacionados à atividade empresarial, observando os critérios da administradora e as condições do plano contratado.

Posso usar o consórcio para comprar um veículo para a empresa?

Sim. Veículos podem fazer parte do planejamento empresarial, incluindo carros, utilitários, vans e caminhões, conforme a categoria e as regras do consórcio.

O consórcio empresarial tem juros?

O consórcio não possui juros como financiamento, mas isso não significa que seja gratuito. A operação envolve taxa de administração e pode incluir outros custos previstos em contrato, como fundo de reserva e seguro.

É possível comprar equipamentos com consórcio?

Sim, desde que o equipamento esteja contemplado pela modalidade contratada e atenda às condições estabelecidas no contrato. A aquisição de máquinas e equipamentos é uma das aplicações apresentadas para o consórcio empresarial.

Consórcio para empresas serve como capital de giro?

Não diretamente. O consórcio é destinado à aquisição de bens ou serviços previstos no contrato. Portanto, não deve ser tratado como uma linha de dinheiro livre para cobrir despesas operacionais.

Simule o seu consórcio com a Embracon!

Se a sua empresa tem um objetivo definido, o próximo passo é transformar essa necessidade em números. Com o simulador do Consórcio Embracon, é possível avaliar possibilidades de crédito e prazo antes de tomar uma decisão, facilitando a comparação entre o valor que a empresa pretende adquirir e o impacto das parcelas no planejamento financeiro. 

A simulação ajuda o empreendedor a visualizar o caminho até a aquisição de um veículo, equipamento, imóvel ou outro objetivo contemplado pelo plano, sempre considerando as condições da contratação. 

Assim, o consórcio pode fazer parte de uma estratégia empresarial construída com antecedência e compatível com a realidade do negócio!


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