O sistema de consórcio bateu recorde em 2025?

O sistema de consórcio bateu recorde em 2025?

O consórcio deixou de ser apenas uma alternativa e passou a ocupar o centro das decisões de compra de milhões de brasileiros. Em um cenário de juros elevados e maior preocupação com planejamento financeiro, a modalidade alcançou números históricos e surpreendeu o mercado. 

Mas o que está por trás desse crescimento tão expressivo em um período tão curto? Os dados mais recentes ajudam a entender por que o sistema de consórcio bateu recordes de adesão e segue ganhando cada vez mais espaço no país.

Fatores que impulsionaram o recorde de adesões ao sistema de consórcio em 2025

O recorde de adesões ao sistema de consórcio em 2025 refletiu uma convergência de fatores estruturais, econômicos e comportamentais que impulsionaram a escolha dessa modalidade como forma preferida de aquisição de bens e serviços no Brasil. 

Segundo os dados da ABAC, entre janeiro e outubro de 2025 foram vendidas 4,34 milhões de cotas, um aumento de 15,7% em relação ao mesmo período de 2024. Esse desempenho histórico se deu em um contexto de ampliação do volume de participantes ativos, que chegou a 12,36 milhões em outubro, 11% acima do observado no ano anterior. Junto a isso, o tíquete médio das cotas subiu para R$ 107,62 mil, um crescimento real acima da inflação, reforçando a relevância econômica do sistema. Esses números sugerem um cenário muito mais amplo do que apenas um aumento temporário de procura, apontam para uma mudança estrutural na forma como os consumidores planejam a aquisição de bens de maior valor.

Um dos principais motores desse crescimento foi a maior conscientização da população em relação à educação financeira. Consumidores estão cada vez mais atentos ao impacto dos juros e ao custo total de financiamentos. Em um ambiente econômico em que o crédito se torna mais caro ou menos atrativo, o consórcio surge como alternativa organizada, sem juros e com parcelas previsíveis. Essa percepção levou muitos a optarem por essa modalidade como forma de poupar de modo forçado, planejando a compra de veículos, imóveis ou outros bens sem se expor aos riscos de endividamento.

Ligado a isso está a busca por alternativas ao crédito tradicional. A experiência recente de elevada taxa de juros, incertezas sobre o emprego ou flutuações de renda fazem com que o consumidor prefira soluções que ofereçam estabilidade e transparência nos custos. O sistema de consórcio, com sua estrutura de grupos e regras claras de participação, responde exatamente a essa demanda. A possibilidade de participar de um grupo e, eventualmente, antecipar a aquisição por meio de lance, sem pagar juros, tornou essa modalidade ainda mais atrativa para consumidores que antes talvez optassem por financiamentos com taxas elevadas.

As melhorias percebidas na economia, mesmo que graduais, também influenciaram o desempenho do sistema de consórcio. Cenários de maior estabilidade macroeconômica tendem a trazer confiança ao consumidor para assumir compromissos de médio e longo prazo. Em 2025, a combinação de expectativas mais estáveis, crescimento de alguns setores e maior inserção de consumidores no mercado formal de trabalho colaboraram para que famílias e indivíduos planejassem a compra de bens de maior valor por meio de consórcios.

Outro elemento que merece destaque é o aumento do valor médio das cotas. O tíquete médio atingido em 2025  (R$ 107,62 mil)  representa não apenas o reajuste em função da inflação de preços de produtos como veículos e imóveis, mas também uma maior disposição dos consumidores em buscar cotas com valores mais altos, provavelmente refletindo uma tendência de aquisição de bens mais caros ou mais sofisticados. Esse aumento contribuiu para elevar o valor total de recursos mobilizados pelo sistema, tornando-o ainda mais relevante no contexto econômico brasileiro.

Mudanças no comportamento do consumidor, especialmente entre perfis mais jovens ou conectados digitalmente, também tiveram papel significativo. Com maior acesso a informações, simuladores online e comparadores de produtos financeiros, o consumidor moderno consegue avaliar com mais critério os benefícios do consórcio em relação a outras formas de crédito. A digitalização de processos ofertados pelas administradoras, como adesões online e acompanhamento de assembleias via aplicativos, facilitou o acesso e tornou a modalidade mais atrativa para quem busca conveniência aliada à disciplina financeira.

Portanto, o recorde de adesões ao sistema de consórcio em 2025 foi impulsionado por uma combinação de maior educação financeira entre os consumidores, busca por alternativas ao crédito tradicional, cenários econômicos mais estáveis, crescimento no tíquete médio das cotas e mudanças no comportamento de compra, favorecidas pela digitalização e pela facilidade de simular e comparar opções. 

Esses fatores contribuíram de maneira integrada para que o consórcio se consolidasse não apenas como uma estratégia de aquisição planejada, mas como uma escolha preferencial em um momento de transformação nas decisões financeiras dos brasileiros.

Veja o desempenho dos diferentes segmentos do sistema de consórcio no ano passado!

Em 2025, o desempenho dos diferentes segmentos do sistema de consórcio mostrou que o recorde de adesões foi sustentado principalmente pelos setores de maior demanda recorrente, com destaque claro para veículos leves, além de contribuições relevantes de motocicletas e imóveis. Os dados da ABAC indicam que o crescimento foi amplo, ainda que com comportamentos distintos entre os segmentos.

O consórcio de veículos leves foi o principal motor do sistema, concentrando cerca de 42,5% dos participantes ativos. Esse resultado reforça o papel do consórcio como alternativa preferencial para a aquisição de automóveis, utilitários e caminhonetes, impulsionado pela busca por planejamento financeiro e pela substituição de financiamentos mais caros.

O segmento de motocicletas também teve bom desempenho, sustentado pelo menor valor das cotas e pela forte demanda por mobilidade individual. Já o consórcio de imóveis manteve crescimento consistente, mesmo com tíquetes mais elevados e prazos longos, refletindo o interesse por formação de patrimônio de forma planejada.

Eletroeletrônicos e serviços tiveram participação menor, mas contribuíram para o volume total de adesões ao ampliar o alcance do consórcio para necessidades de consumo mais específicas. Esses segmentos reforçam a diversificação do sistema, ainda que com impacto mais limitado no recorde geral.

A exceção foi o consórcio de veículos pesados, que apresentou retração ao longo do ano. Esse desempenho pode ser explicado pelo alto valor das cartas de crédito, decisões de investimento mais cautelosas por parte de empresas e transportadores e pela maior sensibilidade desse segmento ao cenário econômico.

Para 2026, o desempenho de 2025 indica a continuidade da força dos veículos leves, estabilidade em motocicletas e imóveis e espaço para ajustes estratégicos em pesados, enquanto os demais segmentos tendem a seguir como complementares dentro do crescimento do sistema de consórcio.

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