Tíquete médio do consórcio de automóvel sobe 19,8% em 12 meses

Tíquete médio do consórcio de automóvel sobe 19,8% em 12 meses

Valor chegou a R$ 49,9 mil em maio, refletindo reajuste nos modelos 0 km acima da inflação

O sistema de consórcio de veículos segue com dados positivos neste ano. Balanço divulgado pela Abac, Asssociação Brasileira das Administradoras de Consórcio, indica aumento de 31,9% nas vendas de novas cotas, incluindo leves, pesados e motocicletas, com adesão de 1,09 milhão de novos consorciados de janeiro a maio, ante os 826,72 mil que aderiram no mesmo período de 2020.

O volume alcançado no segmento automotivo, segundo a entidade, contribuiu para o recorde do sistema para o período nos últimos dez anos. O volume de créditos comercializados nos primeiros cinco meses ficou próximo de R$ 47 bilhões, valor 59,8 bilhões superior ao registrado em idêntico invervalo do ano passado (R$ 29,41 bilhões).

O número de participantes ativos atingiu 6,61 milhões, expansão de 11,8% no mesmo comparativo, e o volume de créditos oferecidos no mercado ficou na faixa de R$ 18,5 bilhões, alta de 9,8% sobre os R$ 16,84 liberados de janeiro a maio de 2020. Só o número de contemplações é que ficou estável na faixa de 487 mil ao longo do mês.

No subsegmento de automóveis e comerciais leves, houve elevação de 31,9% na venda de novas cotas – que passou de  441,27 mil de janeiro a maio de 2020 para 581,89 mil no mesmo período deste ano -, com destaque para o aumento de 19,8% no tíquete médio.

Ante valor contratado de R$ 41,66 mil na média das adesões em maio de 2020, o tíquete dos veículos leves atingiu R$ 49,9 mil no mesmo mês deste ano. Certamente é um reflexo dos reajustes que as montadoras vêm praticando nas tabelas de automóveis, picapes e vans por causa do aumento dos custos no período, proveniente principalmente da elevação do preço do aço que afeta todo o setor automotivo, incluindo os forncecedores.

A alta no tíquete médio foi menor nos demais subsegmentos. Atingiu 5,8% no caso das motos, passando de R$ 13,7 mil para R$ 14,5 mil, e apenas 2,3% no caminhões – de R$ 172,09 mil para R$ 176,06 mil em um ano.

Ainda de acordo com o balanço da Abac, houve 230 mil contemplações relativas a automóveis e comerciais leves, o que significa que a cada 3 veículos do gênero comercializadas internamente, um foi por meio do consórcio, visto que dados da Fenabrave indicam total de 756,68 mil emplacamentos de leves no período de janeiro a maio.

Na avaliação do presidente executivo da entidade, Paulo Roberto Rossi, “o interesse do consumidor pelo consórcio tem sido crescente devido às características da modalidade e também pela forma de abordagem das administradoras, que aceleraram mudanças internas visando suprir as necessidades do público com novas formas de atendimento e disponibilidade”.

Fonte: Auto Indústria

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