Segmento de veículos usados tem números recordes

Segmento de veículos usados tem números recordes

Falta de modelos 0 km movimenta tanto o mercado de leves como também o de caminhões

O mercado de carros usados está sendo beneficiado pela falta de produtos 0 km nas concessionárias autorizadas. Balanço divulgado nesta quarta-feira, 4, pela Fenabrave, indica números recordes para o mês de julho e também para o acumulado de sete meses desde o levantamento foi iniciado pela entidade em 2003.

Foram 1.425.219 transações com usados em julho, uma alta de 6,5% em relação ao mês anterior e de 25% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Em sete meses, o segmento fechou mais de 8,8 milhões de negócios envolvendo tanto veículos leves e pesados como também motocicletas, com o expressivo crescimento de 55,8% sobre idêntico período do ano passado. Vale lembrar que entre abril e junho de 2020 houve fechamento de lojas e concessionárias por causa das medidas de isolamento social impostas pela Covid-19.

“Com a baixa disponibilidade de novos, o consumidor tem realizado as trocas de veículos no mercado de usados, que também sofre redução de oferta”, informa Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. A escassez de modelos 0 km deve-se à falta de semicondutores que vem afetando as linhas de montagem da maioria das montadoras instaladas no País.

No caso do segmento de automóveis e comerciais leves, as vendas de novos registraram crescimento de 20% no acumulado do ano, enquanto as de usados evoluíram 55,7%. As unidades com  1 a 3 anos de fabricação, chamadas de seminovas, representaram 12,3% das transações em julho e 11% no balanço dos sete primeiros meses do ano.

A Fenabrave também destaca o bom desempenho no segmento de caminhões usados, que totalizou 236 mil transações este ano, ante as 144,5 mil de janeiro a julho de 2020, o que representou crescimento de 80%. ” Muitos modelos de caminhões novos estão com entregas previstas apenas para janeiro de 2022″, lembra Assumpção Júnior. “Por isso o mercado de usados está bastante aquecido. O segmento registra este ano o melhor resultado da série histórica desde 2003”.

Fonte: Auto Indústria

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