Por falta de produtos, mercado de veículos segue em queda

Por falta de produtos, mercado de veículos segue em queda

Vendas limitaram-se a 67,5 mil unidades na primeira quinzena de agosto, recuo de 10,7% sobre mesmo período de julho

Com a continuidade das paralisações parciais ou totais em linhas de montagem das montadoras brasileiras por falta de semicondutores, o mercado de veículos segue com os estoques mais baixos de sua história e, consequentemente, com vendas em baixa no País.

Na primeira quinzena de agosto foram comercializados apenas 67,5 mil automóveis e comerciais leves, com recuo de 10,7% sobre mesmo período de julho, quando foram emplacadas 75,7 mil. A Fiat se mantém na liderança, mas no comparativo das quinzenas registra queda da ordem de 13,7%, com 16,8 mil e 19,5 mil licenciamentos, respectivamente. A fabricante de Betim, MG, paralisou um turno de trabalho por dez dias a partir do último dia 2.

A Volkswagen, que está com um turno parado por 20 dias este mês na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, obteve pequeno crescimento de 2,3% no mesmo comparativo, com 9,5 mil unidades vendidas na primeira quinzena de agosto. A Toyota está no terceiro lugar do ranking, com 7,9 mil emplacamentos e recuo de 11,3% sobre a primeira quinzena de julho (8,9 mil unidades).

Hyundai e Jeep vêm na sequência, a primeira com baixa de 15,1% nas vendas e a segunda com alta de 7,7, com respectivamente, 6,5 mil e 5,9 mil licenciamentos nos primeiros 15 dias do mês. A General Motors, que até o ano passado dominava o mercado, aparece apenas na sétima colocação. Suas vendas limitaram-se a 3,4 mil unidades na primeira quinzena, queda de 35,5% sobre as 5,3 mil comercializadas no mesmo período de julho.

A marca estadunidense é a que mais enfrenta problemas com falta de semicondutores no País. A GM paralisou a produção em Gravataí, RS, em março e só retornou nesta segunda-feira, 16. De lá sai a nova geração do Onix, nas versões hatch e sedã, que é o carro-chefe da empresa no Brasil.

O retorno na fábrica gaúcha ocorre em apenas um turno, o que significa que a reposição dos estoques na rede Chevrolet será lenta, com continuidade das filas de espera existentes atualmente.

Fonte: Auto Indústria

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